Metrô

Justiça absolve réus por cratera que matou sete na Estação Pinheiros

Acidente deixou sete mortos em janeiro de 2007, quando uma cratera se abriu no canteiro de obras da estação da Linha 4-Amarela do metrô, na Zona Oeste da capital

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Transporte
Cratera se abriu em canterio de obras da estação Pinheiros (Foto: Leonardo Benessatto/Estadão Conteúdo)

A 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu os catorze réus denunciados pelo Ministério Público em processo sobre o acidente que deixou sete mortos em janeiro de 2007, quando uma cratera se abriu no canteiro de obras da estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do metrô, na Zona Oeste da capital.

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Entre os réus absolvidos, estão funcionários do Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras, e do Metrô. O buraco que se formou engoliu veículos, máquinas e pedestres que transitavam por uma das ruas no entorno.

A decisão judicial foi proferida em maio deste ano e considerou improcedente a ação penal contra todos os acusados, entre eles, Marco Antonio Buoncompagno, gerente de construção da obra. 

A juíza Aparecida Angélica Correia considerou que não ficou provado que os réus tiveram condições de evitar o acidente. "Diante de tudo o que foi apurado durante a instrução probatória, bem como os argumentos apresentados pelos defensores em sede de manifestação final conclui-se que os réus não concorreram para as circunstâncias que levaram ao acidente", diz o ofício.

O Consórcio Via Amarela, formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierres e Camargo Corrêa. O MP recorreu da sentença em segunda instância, segundo o TJSP.  O recurso deve ser analisado no dia 17 de novembro. 

O acidente que chocou os paulistanos ocorreu no início de 2007, quando a parede de um dos túneis em construção acabou desabando, o que provocou o desmoronamento de tudo que estava acima. A ação apresentada pela promotoria leva em consideração que os responsáveis pela obra detectaram problemas no túnel bem antes de acontecer a tragédia e que eles sabiam dos riscos, inclusive, haviam evacuado o canteiro de obras pouco tempo antes.

Fonte: VEJA SÃO PAULO