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3 perguntas para... Julio Iglesias

Em entrevista, cantor espanhol fala sobre música, amor e Viagra

Por: Carol Pascoal

Julio Iglesias
(Foto: Divulgação)

Dois anos após a última passagem por São Paulo, o cantor espanhol Julio Iglesias, de 68 anos, retorna para apresentações no sábado (8) e no domingo (9) no HSBC Brasil. Lançado em julho, seu último trabalho, “Julio Iglesias 1 — Volume 1”, não traz novidades. Ele optou por regravar quinze canções sob a justificativa de que antes cantava mal e agora consegue interpretá-las de maneira mais bonita. Sempre romântico (e galanteador), é ele quem manda a primeira pergunta: “O que você quer saber de mim e ainda não sabe?”.

VEJA SÃO PAULO — Tem algum lugar do mundo em que ainda sonha em cantar? Julio Iglesias — Até o fim do ano vou passar por Israel, África do Sul e Japão, mas a minha vontade é cantar tranquilo em minha casa, pois lá sou proibido. Dizem que basta eu começar para o nosso cachorro não parar de latir. Ali, só sou liberado se for sozinho no chuveiro. Apesar disso, estou melhorando conforme o tempo. Julgo que interpretei mal entre 1968 e 1995, regular de 1996 a 2005 e quase bem de 2006 a 2011. Deste ano em diante, muito bem.

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VEJA SÃO PAULO — Há muitos anos o senhor canta sobre o amor. Gostaria de abordar outros assuntos em suas músicas? Julio Iglesias — Minha amada, pergunte a mesma coisa aos Beatles, ao Frank Sinatra, ao Roberto Carlos ou a Lady Gaga. Todos cantam o amor, mas de maneiras diferentes. Eu só sei fazer de uma. Sou um sedutor em todos os sentidos da palavra e, por isso, fico condicionado ao tema. Como eu vivo este sentimento, nem fiel consigo ser. Fisicamente eu me comporto, mas o pensamento trai. Aliás, você tem namorado (risos)? Até nos shows sou assim. No Brasil, por exemplo, vou repetir o que faço há anos: me apaixonar pelas pessoas ali presentes esperando que elas retribuam. Será um momento de amor e ninguém sairá “grávido”.

VEJA SÃO PAULO — O senhor é bem empolgado... já usou Viagra? Julio Iglesias — Eu não uso via oral, porque ataca o meu estômago, então pego o comprimido e o coloco no ouvido (risos). Não acredita? É verdade. Entre outras coisas ele me faz escutar melhor. Bem, para mim, disposição é uma coisa da cabeça. Como a orelha fica mais próxima do cérebro, é por ali que eu tomo (risos). Minha imaginação entende e me supre de todo mal.

Fonte: VEJA SÃO PAULO