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Jovem diz ter sido agredido por garçom em bar nos Jardins

Martim Cedran, de 25 anos, afirma que funcionário do Squat o agrediu sem motivo. Casa diz lamentar o fato e esclarece que agressor era freelancer

Por: Alexandre Nobeschi

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Vista do salão do Squat, nos Jardins  (Foto: Divulgação)

Um estudante de 25 anos diz ter sido agredido por um garçom de um bar nos Jardins na madrugada do último domingo (10). Martim Cedran estava em um grupo de 20 pessoas no Squat para comemorar o aniversário da cunhada quando afirma ter levado diversos socos no rosto. Um dos golpes provocou um corte profundo no queixo. 

Segundo ele, o grupo pretendia fazer uma foto com as garrafas de cerveja consumidas na comemoração e já havia alertado um dos garçons que fariam a imagem. "Ele achou graça e deixou os cascos ali." Por volta da 1h30 de domingo, outro funcionário do bar, que não havia atendido a mesa até aquele momento, quis retirar as garrafas. Martim diz que explicou que eles gostariam de fazer uma foto e que levasse apenas as garrafas de cerveja da marca Heineken, mantendo as de Stella Artois. Os jovens pretendiam homenagear a aniversariante, chamada Stella, com a imagem.

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“Ao tentar entregar as garrafas de Heineken para o garçom, ele não pegou e, alterado, partiu para cima de mim, aplicando vários socos. Consegui afastá-lo com um empurrão e ele deixou o local correndo”, afirma Martim. O estudante foi levado por amigos até a Santa Casa de São Paulo e precisou levar dez pontos para suturar o ferimento no queixo.

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Martim Cedran foi agredido por um garçom do bar Squat, localizado nos Jardins, e precisou de dez pontos no queixo (Foto: Arquivo Pessoal)

Martim conta que, além da indignação de ter sido agredido sem motivo, o surpreendeu também o fato de o bar ter afirmado não ter registro do agressor. Segundo ele, ao ser procurada, a gerência da casa informou que o garçom era freelancer e que os únicos dados que tinham eram o primeiro nome e um número de telefone. “É inacreditável que uma casa como essa não o mínimo de informação sobre as pessoas que trabalham no local”, diz Martim. O rapaz afirmou que vai processar o Squat.

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Procurado pela reportagem, um dos sócios do bar, Eduardo Azevedo, disse lamentar o ocorrido. “Sempre orientamos nossos funcionários e colaboradores temporários (freelancers) a tratar todos os clientes com o máximo de atenção e respeito. Estamos em contato com o cliente para prestar nossa solidariedade e auxiliá-lo no que for possível”, disse. “Também estamos tentando contato com o garçom - freelancer que trabalhava naquele dia - para ouvir sua versão e tomar as medidas cabíveis.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO