Teatro

José Roberto Jardim comanda três peças que podem ser vistas na cidade

"Opus 12 para Vozes Humanas", no Espaço dos Satyros, está entre as opções

Por: Dirceu Alves Jr.

Opus 12 para Vozes Humanas
"Opus 12 para Vozes Humanas" traz à tona a incomunicabilidade social (Foto: Marcelo Hein)

Confira três montagens dirigidas por José Roberto Jardim:

  • Poderia ser uma irônica proposta cênica, mas a interferência da realidade não foi bem-vinda na ficção. O vazamento do som de uma casa noturna vizinha ao Club Noir, no Baixo Augusta, prejudicava as sessões de quinta do drama Opus 12 para Vozes Humanas. Em um espetáculo silencioso, focado em diálogos rápidos, a indesejada trilha dificultava a concentração de atores e plateia em torno da trama sobre a incomunicabilidade. O jeito foi mudar para terças e quartas. Dividida em duas partes, Um Dia e Uma Noite, a peça escrita por Sérgio Roveri oferece um oportuno debate sobre a incapacidade de focar a atenção e aprofundar uma conversa. Na cena inicial, os personagens de Pedro Henrique Moutinho e Janaína Afhonso se encontram em uma situação cotidiana e têm diferentes sentimentos despertados. Dirigida por José Roberto Jardim, a montagem ganha intensidade no ferte com o absurdo da simbólica segunda parte. Anna Cecília Junqueira, Felipe Folgosi, Alex Gruli e Munir Kanaan interpretam dois casais reunidos para um jantar entre amigos. Eles ilustram a superfcialidade das relações em falas desencontradas e, muitas vezes, sem um nexo aparente. Estreou em 5/2/2014. Até 24/9/2014.
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  • Também autora de Os Adultos Estão na Sala, Michelle Ferreira assina o suspense. Homofobia, violência e impunidade estão entre os temas abordados. Ana Paula Grande e Bruna Anauate interpretam um casal de lésbicas que enfrenta o preconceito de um morador do prédio onde vivem. Estreou em 17/7/2013. Até 28/9/2014.
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  • Um encontro fictício entre Marilyn Monroe e Norma Jean, seu nome de batismo, expõe o drama da estrela, morta em 1962. Bia Borin, Débora Vivan e Priscila Oliveira interpretam o que seria uma discussão entre as duas. Há também intervenções das vozes de John Kennedy, da preparadora da atriz e de outras mulheres, chocadas por sua permanente beleza. Baseado no texto de Sérgio Roveri, José Roberto Jardim escolheu uma direção que privilegia as palavras. O elenco quase não se movimenta em cena, o que torna a montagem morosa e um pouco verborrágica. Na polifonia de pensamentos e conflitos, surge a artista estilhaçada, como provavelmente estava antes de ser encontrada morta em seu apartamento, aos 36 anos. Estreou em 5/8/2014. Até 28/10/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO