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Site funciona como agência virtual de modelos

Job for Model, uma espécie de Tinder da moda, opera desde setembro do ano passado

Por: Gabriel Bentley

Job for Model sócios tinder das modelos
Barros, Juliane e Russo: investimento de 15 000 reais e crescimento de 60% ao mês (Foto: Léo Martins)

Ao abrir o site, surge uma galeria de rostos de mulheres com diferente perfil físico: loiras, morenas, negras e asiáticas. Entre as 770 opções disponíveis no momento na capital (há homens também por lá), os usuários selecionam as imagens preferidas com um clique e, caso alguma delas corresponda ao interesse, abre-se uma janela para as duas partes acertarem os detalhes do “encontro”. Parece o Tinder, o badalado aplicativo de relacionamentos amorosos, certo?

Mas, apesar do funcionamento semelhante, trata-se de um novo negócio, a Job for Model. Operando desde setembro do ano passado, acompanhia funciona como uma espécie de agência virtual do mercado da moda. De um lado, as garotas criam um perfil com seus dados pessoais, características físicas e portfólio. Do outro, as companhias interessadas oferecem o trabalho, com a descrição do serviço, as exigências e o valor a ser pago.

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O sistema encarrega-se de enviar um aviso a quem se encaixa no pedido. Daí em diante, só falta o match. “Ficou mais fácil e rápido conseguir um trabalho e combinar um preço bacana”, afirma Julia Lazaro, uma das cadastradas.Há três semanas, ela faturou 600 reais por uma sessão fotográfica de quatro horas para o site Lookbook, 40% mais do que costuma receber em serviços realizados com agências tradicionais. A diferença ocorre porque a taxa de intermediação é menor: 20%, um terço do normal. Além disso, a quantia foi depositada na conta de Julia em três dias.

Às vezes, a manequim chega a esperar até quatro meses para receber. O site tem 270 empresas registradasna capital. “O aplicativo reduziu minha despesa e deu acesso a um número maior de candidatas”, diz Milton Junior, dono da fábrica de roupas Tricomix. Pelo site, ele paga 1 200 reais por um trabalho, 20% menos que o costumeiro. Entre as agências decanas no meio, no entanto, o novo modelo é visto com desconfiança. “Cuidamos da imagem da profissional em todo o mercado, enquanto o site só se interessa pela questão financeira”, afirma Rodrigo Toigo, diretor da Ford Models no Brasil.

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“Trabalhar com um sistema desses é mais arriscado”, entende Thiago Bunduky, relações públicas da Joy Model. “Pesquisamos o cliente, conhecemos o trabalho que será realizado e nos preocupamos com o tratamento e a segurança.” Os responsáveis pela Job for Model não ligam para as críticas. Instalada em um escritório na Avenida Paulista, a empresa foi criada com investimento de 15 000 reais e negocia a captação de uma porte de 1 milhão de reais nos próximos meses. Gerenciada por Juliane Rudolph, Filipi Russo e Roberto Barros, a plataforma acertou 200 intermediações desde sua abertura, movimentando 170 000 reais.“Nosso cadastro cresce em uma média de 60% ao mês”, conta Russo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO