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Jô Soares vela o filho no Rio de Janeiro

Boni e Boninho, além de Manoel Carlos, compareceram à cerimônia

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Amigos e familiares do apresentador Jô Soares se reuniram neste sábado (1º) para se despedir do filho dele, Rafael Soares. Ele morreu ontem, aos 50 anos, no Rio de Janeiro. O velório ocorreu no Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio, e não foi aberto ao público. O corpo do rapaz chegou ao local por volta das 11h30.

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Muito abalada, Theresa Austregélsilo, mãe de Rafael e ex-mulher de Jô, chegou à cerimônia às 13h50. Ela usava óculos escuros e estava em uma cadeira de rodas. Jô Soares apareceu na sequência. Eles não falaram com a imprensa. Entre os que estiveram presentes estavam o escritor de novelas Manoel Carlos, a outra ex-esposa de Jô, Flavia, e os amigos de Rede Globo Boni e Boninho.

No ano passado, Jô contou que sua peça Três Dias de Chuva, que ficou em cartaz em São Paulo, foi inspirada no filho. “Eu tenho um filho autista, com uma série de problemas que se agravam. E isso é uma condição genética. Fica difícil se comunicar com ele”, disse ele à época.

Em 2003, quando VEJA SÃO PAULO retratou Jô Soares em um perfil, o apresentador contou que Rafael tocava piano, fazia programa de rádio em casa, falava inglês e tinha aprendido a ler sozinho aos 4 anos de idade.

Rafael tinha o jeito de andar de bonequinho, o humor e a musicalidade do pai. Sofria do chamado autismo “de alto nível”, como o personagem vivido por Dustin Hoffman em Rain Man. Ele possuía uma boa capacidade de comunicação e inteligência, mas tinha dificuldades motoras e vivia em uma espécie de mundo particular. “Estávamos em uma loja de livros e o Rafinha separou vinte para levar”, conta Jô. “Pedi que escolhesse alguns e ele me respondeu: ‘Não quero nenhum. Escolher é perder sempre’”, contou Jô, na época da reportagem.

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Em nota, Jô Soares declarou: "Rafael foi um menino muito especial, que veio ao mundo para nos ensinar tanta coisa. Devido ao autismo, permaneceu um menino. Nosso menino. E, nesses 50 anos, como nos ensinou... a mim e a Theresa. Ele já estava lutando, com a serenidade dele, há mais de um ano. E agora chegou o momento da passagem. Tenho certeza que ele viveu plenamente, da forma dele, o tempo que esteve conosco".

Fonte: VEJA SÃO PAULO