História

Jardins: tragédias nas alamedas

De crimes ligados à ditadura a assassinatos não solucionados, bairro tem histórias marcantes

Por: Jéssika Torrezan

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Aparício Basílio da Silva (à esq.) e Ubiratan Guimarães: vítimas nos Jardins (Foto: Roger Bester/Eduardo Albarello)

Alguns dos crimes de maior repercussão do país foram cometidos nas ruas dos Jardins.

+ Saiba mais sobre a história dos Jardins

Morte de Marighella (1969)

O líder terrorista Carlos Marighella foi morto por agentes do Dops no dia 4 de novembro de 1969, em frente ao número 800 da Alameda Casa Branca, em ação coordenada pelo temido delegado Sérgio Fleury.

Caso Boilesen (1971)

O empresário dinamarquês Henning Albert Boilesen, presidente do grupo Ultra, foi executado por militantes da esquerda armada na esquina da Rua Barão de Capanema com a Alameda Casa Branca, em 15 de abril de 1971, por suposta colaboração com o regime militar.

Rota 66 (1975)

Em caso que serviu de inspiração para o livro “Rota 66”, do jornalista Caco Barcellos, os estudantes Francisco Noronha, João Junqueira e Carlos Medeiros foram metralhados na Rua Alasca por policiais da Rota em 23 de abril de 1975, após uma perseguição.

O crime da Rua Cuba (1988)

O advogado Jorge Toufic Bouchabki e sua mulher, Maria Cecília, foram assassinados em casa, enquanto dormiam, na véspera do Natal de 1988. O filho mais velho do casal, Jorge Bouchabki, foi apontado como suspeito, mas o caso está arquivado.

O presidente do MAM (1992)

Sócio da perfumaria Rastro, presidente do Museu de Arte Moderna, escultor e festeiro, Aparício Basílio da Silva foi encontrado morto em um terreno em São Bernardo do Campo, com 97 perfurações, após ter sido visto deixando uma boate na Rua Bela Cintra, em 19 de outubro de 1992. Dois homens e uma mulher foram presos pelo crime.

O coronel do Carandiru (2006)

Comandante da invasão do Carandiru em 1992, o coronel Ubiratan Guimarães foi assassinado em seu apartamento na Rua José Maria Lisboa em 9 de setembro de 2006. Sua namorada, a advogada Carla Cepollina, ainda será julgada pelo caso.

Fonte: VEJA SÃO PAULO