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Jamie Oliver conta tudo sobre o restaurante que vai abrir em São Paulo

Em entrevista exclusiva, o chef-celebridade fala sobre alimentação saudável, a vida com os quatro filhos e a inauguração de sua primeira cantina na cidade

Por: Helena Galante, de Londres - Atualizado em

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Ao cruzar a porta do prédio de tijolos à vista no bairro de Islington, em Londres, um aroma de frango assado com bastante alecrim invade o nariz. Notas doces vão surgindo depois do segundo lance de escadas. É ali que o chef Jamie Oliver, com uma equipe de oito pessoas, grava em vídeo a receita de uma musse de chocolate vegana à base de tofu.

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+ Em vídeo, Jamie Oliver fala sobre a inauguração em São Paulo

Sem seguir nenhum roteiro, a maior celebridade da gastronomia atual, com 28 programas televisivos exibidos em mais de 100 nações, mais de 35 milhões de livros vendidos e um patrimônio estimado em 380 milhões de dólares, interrompe a filmagem para receber a reportagem de VEJA SÃO PAULO e me cumprimenta com dois beijos, no estilo carioca. A disposição um tanto ensaiada para se adaptar aos costumes do público de diversos países (foi por pouco, Jamie, aqui damos um beijinho só) e a simpatia genuína garantem há mais de dezesseis anos seu sucesso em frente às câmeras.

Jamie Oliver
Gravação no Food Tube: dezesseis anos à frente das câmeras (Foto: Horst Friedrichs)

De cabelos soltos,o inglês quase quarentão abdica do dólmã, fala rápido e prova lascas dos pratos com os dedos, como se estivesse entre amigos. A popularidadedo seu estilo despojado de cozinha, elevado à categoria de entretenimento, gerou uma extensão óbvia de negócios, a dos restaurantes que levam a sua assinatura. Ele empresta sua marca a 52 estabelecimentos, quarenta deles no Reino Unido. Depois do Carnaval, as Américas entrarão nesse circuito, com a abertura de uma casa em São Paulo.

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De um vasto cardápio de empreendimentos, do qual fazem parte a churrascaria Barbecoa, o variado Fifteen e a lanchonete Diner, a cantina Jamie’s Italian foi a eleita para desembarcar por aqui. Longe de ostentar estrelas no Guia Michelin ou arrancar elogios da crítica especializada internacional, a rede, com unidades na Austrália, Canadá e Rússia, se destaca pelas filas constantes no almoço e no jantar e pelo cardápio de preços razoáveis. Na Inglaterra, uma refeição composta de bruschetta de ricota seguida de tagliatelle à bolonhesa e uma cheesecake de mascarpone fica na casa dos 80 reais.

Jamie Oliver
Fachada do restaurante Jamie's Italian: na Avenida Horácio Lafer, 61, no Itaim Bibi (Foto: Fernando Moraes)

Para competir no concorrido setor paulistano de restaurantes italianos, o endereço na Avenida Horácio Lafer, 61, no Itaim Bibi, terá pedidas exclusivas bem brasileiras, como picanha e sorvete de cacau nacional. Cada detalhe da abertura, selada num extenso contrato de 170 páginas, começou a ser desenhado há mais de três anos, com um e-mail do chef executivo Lisandro Lauretti. “Era um sonho trabalhar com Jamie Oliver, e sempre me identifiquei com sua cultura de valorização do ingrediente e sua preocupação com a sustentabilidade de toda a cadeia de produção”, afirma Lauretti, que lidera a empreitada ao lado de Marcel Gholmieh e outros quatro sócios.

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Segundo estimativas do mercado, o investimento seria da ordem de 8 milhões de reais — sendo 1 milhão destinado a Oliver, a título de taxa de franquia. Apenas o dinheiro, porém, não compra a confiança do chef, que já havia negado a aliança a outros seis grandes grupos brasileiros. Mesmo com mais de vinte anos de experiência na área gastronômica, Lauretti teve de embarcar para a Inglaterra e encarar sessenta dias corridos de treinamento, doze horas por dia, seis dias por semana, cumprindo funções diversas: desde cortar batata e descascar cebola até atuar como host.

Jamie Oliver
Jamie Oliver entre os sócios Lisandro Lauretti e Marcel Gholmieh: anúncio da parceria pelo Instagram (Foto: Reprodução)

Cada um dos 25 fornecedores eleitos pelo franqueado Lauretti precisou comprovar a origem de seus produtos antes de ser aprovado pela central em Londres do chamado “time do Jamie”, composto de cerca de cinquenta pessoas. Como o acesso direto ao dono do negócio é muuuito difícil (seu celular pessoal é confidencial, os pedidos de entrevista devem ser agendados com pelo menos três meses de antecedência e a resposta automática de seu e-mail informa que possivelmente a mensagem não será respondida, dado o volume da caixa de entrada), é sua equipe que atende à maioria das demandas. “É difícil trabalhar comigo, faço muitas exigências”, reconhece Oliver.

Para o mercado brasileiro, a mais difícil delas é a utilização de animais free range. O termo, ainda pouco difundido por aqui, designa criações sem confinamento, em áreas ao ar livre onde os bichos podem ciscar e tomar sol. A carne de porco que será usada no restaurante, por exemplo, virá da Fazenda Santo Antônio d’Água Limpa, em Mococa, no interior paulista. “A alimentação dos animais, criados numa área de mais de 130 hectares, é nativa, apenas 10% dela é constituída de milho”, explica Gonzalo Barquero, da Cerrado Carnes, empresa responsável pelo negócio. Nas palavras de Oliver, são “porcos felizes”.

Gonzalo Barquero
O fornecedor Gonzalo Barquero: porcos criados soltos em Mococa, no interior paulista (Foto: Mario Rodrigues)

O apresentador, que ficou famoso aos 23 anos com o programa The Naked Chef (1999), no qual desmistificava técnicas culinárias, continua até hoje ensinando seus fãs a separar a clara da gema do ovo ou a cortar uma manga, entre outras trivialidades. “Aprendi a fazer isso com 8 anos, mas aparentemente os adultos de hoje não sabem”, solta, com seu humor ácido, quando as câmeras estão desligadas. A habilidade precoce com as facas veio da infância na Vila de Clavering, em Essex, a nordeste de Londres. Lá, seus pais, Trevor e Sally, comandam até hoje o pub The Cricketers. A rotina familiar com a esposa, Jools, sua namorada desde os tenros 18 anos, inclui muitas horas de fogão — da parte dele, que fique claro. “Ela só cozinha para as crianças. Em defesa de Jools, é uma manobra inteligente.” Na hora da louça, o chef-celebridade,esperto que é, sai de cena.

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Para manter a forma com tanta comilança (em 2012, o concorrente no horário nobre e também britânico Gordon Ramsay o chamou de gordinho), Oliver reserva três períodos por semana para a academia. Aos sábados e domingos, o casal, as filhas, Poppy, Daisy e Petal, mais o caçula Buddy retornam para Essex. “Lá, nós plantamos cenoura, feijão, verdura, batata. Meus filhos observam todo ano os ingredientes serem colhidos da terra, lavados, descascados, cozidos, apreciam a comida de verdade”, afirma Oliver. Seria o apresentador imune, então, ao corriqueiro drama de fazer com que os pequenos comam de tudo? “Todas as crianças têm seus momentos. Mas, se você não gosta de peras, tem um milhão de outras coisas que pode experimentar.”

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Jamie Oliver
O chef-celebridade com três, dos quatro filhos: "Eu tinha hobbies, antes de ter filhos", brinca (Foto: Reprodução)

A batalha pela merenda escolar de qualidade no Reino Unido e depois nos Estados Unidos conferiu a Oliver a chancela de defensor da alimentação saudável. Sua briga mais famosa, no entanto, foi com o McDonald’s. Tudo começou em 2011, quando o chef divulgou num programa que se usava no mercado americano hidróxido de amônio para fazer hambúrguer com sobras de carne. A repercussão do caso fez a empresa mudar a receita do produto. “Tudo o que eu fiz foi explicar ao público que esse processo existia. As pessoas reagiram e exigiram mudanças”, diz, com contestável modéstia. Dos seus trabalhos, um dos que o orgulham de fato é o restaurante Fifteen, aberto em 2002. Inicialmente um programa de televisão, o projeto selecionou jovens em situação de risco para ensinar-lhes o ofício de cozinheiro.

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À frente dessa iniciativa está o braço direito do britânico, o brasileiro Almir Santos. Eletricista de formação, Santos mudou-se para Londres em 1990 e foi parar na cozinha do The River Café, onde conheceu Oliver, antes do estrelato. “Comecei lavando pratos e hoje treino e assino o diploma de todos os jovens que formamos”,conta Santos. Cada um deles recebe uma ajuda de custo de 130 libras por semana. Na final da Copa do Mundo, Santos foi o anfitrião de Oliver no Rio de Janeiro. À época, ele publicou no Instagram uma foto tirada ao lado de dois dos sócios com o Corcovado ao fundo, anunciando de maneira bem informal a aguardada inauguração de seu primeiro restaurante em terras brasileiras. Nos momentos de lazer, o chef circulou sem guardacostas, provou moqueca, foi à praia e bebeu muitas caipirinhas.

Jamie Oliver e Almir Santos
Ao lado de Almir Santos: o brasileiro é seu braço-direito (Foto: Matt Russell)

A primeira viagem a São Paulo deve acontecer entre novembro deste ano e ocomeço de 2016. Vir para a inauguração está fora de cogitação. “Obviamente, não estarei na cidade todo o tempo. Sou apenas um e tenho mais de cinquenta restaurantes. Nesse período inicial, atrapalho mais que ajudo”, justifica Oliver. Quando se trata da sofisticação das receitas, ele éconsciente do seu padrão rústico e afirma não ter a pretensão de figurar entre os endereçosg astronômicos cheios de estrelas. “Não é para ser o melhor jantar da sua vida. É honesto, gostoso e você pode pagar”, define. Quem comer verá.

FOME DE LEÃO

Quais são os ingredientes que fizeram a fama do cozinheiro

  • Estreia precoce na televisão: Aos 23 anos, gravou a primeira temporada de The Naked Chef, produzida pela BBC
  • Sucesso internacional: O extenso currículo inclui 28 séries para a TV, exibidas em mais de 100 países
  • Na cola do chef: Suas páginas no Instagram e no Facebook somam quase 2,4 milhões e 3,4 milhões de seguidores, respectivamente
  • Canais próprios: Ele tem sua plataforma de vídeos, o Food Tube, uma escola de culinária, a Recipease, e um festival anual de comida e música, chamado The Big Feastival
  • Best-sellers literários: Dezesseis livros de receitas, traduzidos para 37 línguas, contabilizam mais de 35 milhões de cópias vendidas no mundo
  • Funcionários do mês: Apenas a cadeia Jamie’s Italian, no Reino Unido, emprega mais de 4 000 pessoas.Nos demais países, há mais 3 000 registradas
  • Cardápio para todos os gostos: Fazem parte da rede a churrascaria Barbecoa, o variado Fifteen, a cantina Jamie’s Italian e a lanchonete pop-up Diner
  • Haja restaurante: Jamie Oliver possui 52 endereços, sendo quarenta deles no Reino Unido
  • Negócios poliglotas: Franquias de suas marcas estão espalhadas por países como Turquia, Rússia, Austrália, China e Emirados Árabes Unidos
  • Investimento na unidade do Brasil: Cerca de 8 milhões de reais
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  • Cozinha variada

    TonTon

    Rua Caconde, 132, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2597 6168

    VejaSP
    3 avaliações

    É o território do chef Gustavo Rozzino. Pedida para o começo da refeição, o discotuna (R$ 44,00) aparece como círculos de massa folhada entremeados de maionese da casa e ovas de peixe-voador, com uma posta de atum selado. Uma saladinha complementa a entrada. O orichiette com polvo, linguiça, tomate e brócolis segue a linha terra e mar (R$ 49,00). Não deixe de pedir o bolo de figo seco com sorvete de nata e calda toffee (R$ 19,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Brown Sugar

    Rua Padre João Manuel, 1055, Cerqueira César

    Tel: (11) 3063 4249 ou (11) 3062 2893

    VejaSP
    7 avaliações

    Procura ser “cool” como uma balada. E consegue — ainda que, para isso, deixe a desejar na cordialidade do atendimento. No cardápio da chef Rachel Codreanschi, sobram (caras) sugestões trufadas. Melhor ficar no básico, como os quadradinhos de arroz cremoso (R$ 26,00) com picadinho no molho bem grosso acompanhado de um pedacinho de banana caramelada, farofa e ovo de gema mole (R$ 52,00). Bicolor, o nhoque da casa chega ao molho de limão-siciliano com camarão e abobrinha (R$ 58,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Árabes

    Farabbud

    Alameda dos Anapurus, 1253, Moema

    Tel: (11) 5054 1648

    VejaSP
    4 avaliações

    Apertadinho, o restaurante aprendeu a otimizar o salão para acolher a clientela numerosa. Nos fartos combinados, também há aproveitamento de espaço do prato. O chamado randa (R$ 60,00) inclui um filé de pintado com salada fatuche à moda da casa com rabanete, cebola, melaço de romã e summac, batata ao murro e molho de gergelim. O manish (R$ 59,00) leva espeto de filé-mignon, arroz com carne moída, peito de frango desfiado (um tanto seco), uva-passa e castanha-de-caju. No fim, ache um restinho de apetite para o obrigatório (e ultra-doce) chocolamour, por R$ 27,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Drinques

    Brasserie des Arts

    Rua Padre João Manuel, 1231, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3061 3326

    VejaSP
    12 avaliações

    Filial de um endereço na Riviera Francesa, o lugar é frequentado por gente abonada acima dos 30 anos e cenário de badalados jantares. Quem está a fim de apenas petiscar pede tira-gostos como o arancino (R$ 29,00, quatro unidades) e se joga nos drinques do bartender Marcelo Serrano. Talentoso, o profissional se divide entre o Brasserie e o vizinho Recreo, nova empreitada dos mesmos donos. Equilibrado, o drinque bergamota (R$ 33,00) mescla vodca cítrica com tangerina e cenoura e traz espuma de pêssego bem docinha no topo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chocolates

    Cacao Sampaka - Rua Aspicuelta

    Rua Aspicuelta, 207, Pinheiros

    Tel: (11) 3032 0264 ou (11) 3032 0286

    VejaSP
    Sem avaliação

    A marca tem origem na Espanha e chegou por aqui em 2014 na forma de um quiosque de shopping. Não tardou para abrir uma loja mais estruturada, na Vila Madalena. São sugestões o bombom de tangerina com canela (R$ 6,00) e a pimenta-rosa coberta com chocolate (R$ 39,00; 100 gramas). Se a ideia for presentear, as barras de 100 gramas são uma boa opção. Há desde uma versão pura com 100% de cacau até uma outra feita de chocolate branco, rosa e morango (R$ 32,00 cada uma).

    Preços checados em 17 de novembro de 2015.

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  • Exibida no Brasil pelo canal por assinatura Discovery Kids, a animação inglesa Peppa Pig virou hit entre os bebês e as crianças menorzinhas. Criada há onze anos, a série narra histórias da carismática porquinha cor-de-rosa de 4 anos Peppa. O sucesso é tanto que uma de suas aventuras ganhou adaptação para o teatro, cujos ingressos, caríssimos, saem por até 100 reais. A boa notícia: se você for acompanhado de uma criança que é fã da atração, ela não vai se decepcionar. Os bonecos e os cenários reproduzem fielmente o desenho, e a história simples (e didática) segue a linha do que passa na televisão. Em Peppa Pig — A Caça ao Tesouro a protagonista se junta aos amigos Daisy (Belu Oliveira, Morgana Ayako e Natalia Antunes, em revezamento) e Pedro o Pônei, além do irmão caçula, George, em uma aventura que envolve pirata e mistérios. A ideia é seguir as pistas até encontrar o tal tesouro. Para ajudá-los na missão aparecem ainda Dona Coelha e Vovô Cão. A garotada participa ativamente da apresentação respondendo às charadas e cantando com o elenco. Todo o espetáculo traz uma base pré-gravada de diálogos e músicas, e Daisy, a única personagem vivida por uma intérprete sem figurino de boneco, é quem se dá mal. Na sessão que conferimos, em 25 de janeiro, os movimentos da boca da atriz Belu Oliveira não sincronizavam com o som em vários momentos e o resultado ficava muito, mas muito artificial. Estreou em 17/1/2015. Dias 9 e 12/10/2016.
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  • Para dar visibilidade a nomes que estão fora do circuito paulistano, foi criado o Salão dos Artistas sem Galeria. Há apenas um requisito aos interessados em participar: eles não podem ser representados por uma galeria da capital. Em sua 6ª edição, o projeto recebeu 145 inscrições, das quais foram selecionados dez artistas cujos trabalhos ocupam simultaneamente as galerias Zipper e Sancovsky. “Vários deles possuem bom trânsito em suas regiões e já ganharam prêmios, mas ainda não tiveram oportunidade no mercado mais importante do país”, diz um dos membros do júri, o curador Mario Gioia. Nem todas as obras despertam interesse, algumas são mais bem-intencionadas do que executadas, caso das pinturas da marroquina Myriam Zini, baseadas em fotografas de jornal. Outras se destacam como boas surpresas, a exemplo das colagens da capixaba Thais Graciotti, que cria paisagens imaginárias com recortes de publicações. Sua série The Landscape Is a Book é feita de cenários da Islândia. Os preços mais acessíveis das peças (a partir de 800 reais) também atraem consumidores de olho em artistas com potencial de valorização. Foi o que ocorreu com Rodrigo Sassi, o vencedor da terceira edição do salão, hoje representado pela galeria Pilar. Uma dica: a Zipper concentra os melhores trabalhos. Até 21/2/2015.
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  • Ao longo de 2014, artistas brasileiros e suecos nutriram uma parceria em encontros entre as cidades de São Paulo e Uppsala. O resultado é o drama Dissecar uma Nevasca, escrito por Sara Stridsberg, que promove interessantes discussões sobre as incoerências do poder. Inspirada na história da rainha Cristina (1626-1689), a trama centra-se em uma menina (interpretada por Nicole Cordery) dividida entre o exercício da monarquia e o desejo de ter uma identidade própria. Aos 6 anos, ela é designada para o trono e passa a ser preparada com afinco. A jovem quer ser livre, não cogita casar-se e ter filhos, gosta de caçar e questiona o tempo inteiro os modelos vigentes no reino. Torna-se, entretanto, vítima constante do próprio autoritarismo e despreparo. Nicole surge convincente em uma performance despojada de vaidade e cheia de nuances para mostrar a garota da infância à vida adulta. Ela encontra eficiente apoio nas boas atuações de André Guerreiro, Renato Caldas, Rita Grilo e, especialmente, de Daniel Ortega e Daniel Costa. Intérprete da mãe da protagonista, a sueca Bim de Verdier assina a direção e constrói uma encenação de efeitos, como a incessante neve caindo, que ajuda a aliviar a extensa duração da montagem. Estreou em 15/1/2015. Até 8/2/2015.
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  • Popular na televisão, Ary Fontoura coleciona trabalhos leves e divertidos no teatro. Como protagonista de O Comediante, texto de Joseph Meyer, ele vence o desafio de interpretar um astro esquecido pela mídia e em constante conflito entre a ficção e a realidade. Na tentativa de sair do ostracismo, o experiente ator Walter Delon relembra sua história a uma jornalista (papel de Carol Loback), enquanto vive às turras com a misteriosa governanta (Angela Rebello) e o empresário (Gustavo Arthiddoro). A comédia tem uma estrutura frágil e pouco convincente, principalmente ao injetar suspense, mas o talento e a cancha de Fontoura lhe permitem um show à parte, levando a plateia a dar genuínas risadas. Angela alcança bons momentos. Carol e Arthiddoro, no entanto, não seguram os personagens e comprometem a unidade. Direção de José Wilker, que morreu na fase final dos ensaios, e Anderson Cunha. Estreou em 16/1/2015. Até 15/3/2015.
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  • Testamento criativo do dramaturgo e diretor Fauzi Arap (1938-2013), a comédia A Graça do Fim traz à tona  virtudes um tanto esquecidas no teatro. Sob o comando de Elias Andreato, a montagem sensibiliza a plateia através da extrema simplicidade do cotidiano, representada em diálogos ácidos, divertidos e, por vezes, carregados de melancolia. Em uma surpreendente transformação, o ator Nilton Bicudo aparenta pelo menos vinte anos a mais, recorrendo, no máximo, a uma leve maquiagem e à cor branca no cabelo. Ele interpreta um senhor ainda lúcido e ativo impedido de viver sozinho pela família por causa das limitações da idade. Um cuidador (papel de Cleiton Santos) é contratado para vigiá-lo, para administrar seus remédios e mantê-lo sob controle. Sim, o óbvio acontece. A revolta e a implicância inicial se transformam em amizade, com as diferenças devidamente aceitas e as experiências compartilhadas. Por ser a última peça de Arap, finalizada quando ele já encarava a derrota para o câncer, ela pode ser vista sob um olhar mais condizente. A cuidadosa direção de Andreato e a impecável atuação de Bicudo, no entanto, valorizam as palavras dessa crônica de costumes. Mesmo a pouca experiência de Cleiton Santos, em sua criação linear, não diminuiu o interesse em torno do discurso final de Arap, que, de tão prosaico, alcança a profundidade. Estreou em 30/1/2015. Até 27/6/2015.
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  • Monólogo cômico

    Myrna Sou Eu
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    6 avaliações
    Ninguém jamais viu a cara de Myrna. Só havia uma certeza: tratava-se de uma mulher que distribuía conselhos sentimentais nas páginas de um jornal no fim dos anos 40. O ator Nilton Bicudo criou uma imagem para representar no monólogo cômico esse pseudônimo feminino do dramaturgo Nelson Rodrigues. Elegante e sóbria, a personagem surge com um cabelo curto e grisalho e, diante de um microfone, reflete sobre relacionamentos, inquietações e solidão feminina. Sob a direção de Elias Andreato, Bicudo mostra o domínio de cena ao saltar da ironia para o escracho e ainda transitar pela melancolia em diversas passagens da montagem. É capaz de arrancar gargalhadas e, em seguida, transmitir uma amargura intrigante. Um dos pontos altos é a hora em que o ator traz à tona fragmentos da peça Toda Nudez Será Castigada, escrita por Nelson em 1965, e transforma Myrna na emblemática personagem Geni. Nessa cena, a conselheira sentimental entra em desespero durante uma conversa telefônica com o namorado e, humana, contradiz boa parte de tudo o que prega. Estreou em 22/5/2013. Até 11/12/2016. + Leia entrevista com o ator Nilton Bicudo no Blog do Dirceu. Conselheira amorosa: Myrna assinou crônicas no jornal Diário da Noite nos idos de 1949.
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  • Sucesso do circuito off-Broadway, a comédia musical As Noviças Rebeldes, de Dan Goggin, ganhou adaptação brasileira de Flavio Marinho e marcou a estreia de Wolf Maya como diretor de teatro, em 1987. As atrizes Regina Restelli, Cininha de Paula, Totia Meirelles, Sylvia Massari, Fafy Siqueira e Dhu Moraes vestiram o hábito na época. Quase três décadas depois, Maya remonta a história de cinco freiras envolvidas em apuros que decidem montar um show para arrecadar fundos, resolvendo assim seus problemas. Desta vez, As Noviças Rebeldes, o Musical surge menos debochada e mais formatada de acordo com a indústria do gênero. A história divertida e ainda com traços do politicamente incorreto está mantida e arranca algumas boas risadas. O elenco formado por Soraya Ravenle, Sabrina Korgut, Maurício Xavier, Helga Nemeczyk e Carol Puntel, no entanto, é melhor na cantoria do que na interpretação e não obtém unidade no timing cômico, principalmente nos números-solo. Como a Madre Superiora, Soraya é o destaque, e a carismática Helga Nemeczyk surpreende a plateia. Sabrina Korgut e Carol Puntel pouco contribuem, e Maurício Xavier nada  acrescenta ao personagem feminino. Estreou em 9/1/2015. Até 8/3/2015.
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  • Dias antes do agito dos desfiles no Sambódromo e já no agito dos bloquinhos de rua, o Sesc Pompeia entra na onda e faz um esquenta do Carnaval. A ideia do projeto Enredo do Meu Samba é celebrar sambas-enredo que marcaram escolas de São Paulo e Rio de Janeiro. Com vinte integrantes, a Guga Stroeter & HB Big Band comanda a festa, que também contará com figuras fundamentais das duas cidades. Wilson da Neves, benemérito da Império Serrano, entoa Aquarela Brasileira, Cinco Bailes da História do Rio e Lendas das Sereias, Mistérios do Mar. Monarco, cuja trajetória se confunde com a da Portela, participa do espetáculo cantando Lendas e Mistérios da Amazônia, Ilu Ayê Odara e Conto de Areia. Ideval Anselmo, da Camisa Verde e Branco, Osvaldinho da Cuíca e Thobias, da Vai-Vai, Tantinho, da Mangueira, e Marco Antônio, da Nenê de Vila Matilde, completam o time. Ao final, todos sobem ao palco para interpretar Samba Através dos Tempos (também conhecido como Biografia do Samba), clássico de 1969 da Camisa Verde e Branco considerado hino do Carnaval paulistano. Dias 5 e 6/2/2015.
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  • Into the Woods é uma peça de sucesso na Broadway desde a sua estreia, em 1987. De James Lapine e Stephen Sondheim, o espetáculo ganhou uma versão para o cinema, comandada por Rob Marshall (de Chicago) e estrelada por um excelente time de atores, a começar por Meryl Streep, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante — Caminhos da Floresta ainda concorre em desenho de produção e figurino. Saiba que, ao entrar na sessão, estará diante de um musical — sim, embora seja uma comédia, há bastante cantoria e da melhor qualidade. A trama faz uma deliciosa subversão dos contos infantis e provoca risos espontâneos para quem conhece um pouco de suas histórias. O foco principal está no casal de padeiros, interpretado por James Corden e Emily Blunt, que não pode ter filhos por causa do feitiço de uma bruxa (Meryl Streep). Ela, então, surge exigindo quatro itens para reverter a maldição: uma vaca branca, um capuz vermelho, cabelos da cor do milho e um sapato dourado. Não é preciso ir muito longe para saber onde isso vai dar. Na floresta, a dupla cruza com personagens como Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford), João (do pé de feijão), Cinderela (Anna Kendrick), Rapunzel (Mackenzie Mauzy), o Lobo Mau (Johnny Depp)... Há ainda um príncipe mulherengo (Chris Pine) e, claro, a madrasta interesseira, interpretada por Christine Baranski. Em sua meia hora final, o longa-metragem perde parte do fôlego e estica o humor em situações repetitivas. Um bom corte o deixaria mais no prumo. Estreou em 29/1/2015.
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  • A cena do grito acima é uma das mais emblemáticas do cinema. Trata-se de um momento crucial do histórico suspense Psicose, estrelado por Janet Leigh e dirigido por Alfred Hitchcock, em 1960. Neste sábado (31/1), neste domingo (1º/2) e na quarta (4/2), o longa-metragem retorna à rede Cinemark nos shoppings Center Norte, Central Plaza, Cidade Jardim, Eldorado, Granja Viana, Iguatemi, Market Place, Metrô Boulevard Tatuapé, Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Tamboré e Villa-Lobos. Os horários variam conforme o complexo. No Eldorado, as sessões ocorrem às 23h55 do sábado, às 12h do domingo e às 20h40 da quarta. Para os demais cinemas, consulte nossa página em vejasaopaulo.com/cinema.
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  • Em meados da década de 60, Stephen Hawking (papel de Eddie Redmayne, vencedor do Oscar 2015 de melhor ator) era um brilhante aluno na Universidade de Cambridge quando começou a ter os primeiros sinais de uma doença degenerativa neuromotora. De olho em Jane (Felicity Jones), uma estudante de poesia ibérica, ficou abalado após o médico lhe dar apenas dois anos de vida. O tempo passou e ele superou as dificuldades. Hoje, aos 73 anos, Hawking é um ilustre físico e cosmólogo, autor de livros como Uma Breve História do Tempo, e, completamente paralisado, usa um sintetizador de voz para poder se expressar. A história do drama foi baseada no livro homônimo de Jane Hawking, a primeira esposa do protagonista e peça fundamental no longa-metragem. Como a fonte de inspiração veio de Jane, não espere entender a importância do trabalho de Hawking. A trama foca, sobretudo, o relacionamento deles, os problemas que enfrentaram juntos e, com o marido já bastante debilitado, o interesse de Jane por outro homem, um músico interpretado por Charlie Cox. Mais conhecido pelos documentários O Equilibrista (2008) e Projeto Nim (2011), o diretor James Marsh entrega à plateia uma cinebiografia romantizada que, até mesmo nos conflitos íntimos, se distancia de polêmicas. A boa “embalagem” de época e a superlativa atuação de Redmayne são seus trunfos. Estreou em 29/1/2015.
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  • Loki — Arnaldo Baptista (2008) foi o primeiro acerto do diretor Paulo Henrique Fontenelle. O segundo ocorre com um novo documentário, Cássia Eller, tributo afetuoso a uma das mais eletrizantes cantoras brasileiras, que morreu, precocemente, em dezembro de 2001, aos 39 anos. O realizador foi atrás de imagens caseiras, feitas em família ou das turnês, e também dos registros nos programas de TV. À tona, vêm as várias faces de Cássia: a mulher tímida diante das câmeras, a intérprete de voz potente e atitudes provocativas no palco, a mãe biológica e dedicada de Chicão, a esposa não muito fiel de Maria Eugênia, sua companheira até a morte. Há também o passo a passo da carreira — dos primórdios num espetáculo de Oswaldo Montenegro ao derradeiro (e espetacular) Acústico MTV, em que mesclou de Edith Piaf (Non, Je Ne Regrette Rien) a Cazuza (Malandragem) e Riachão (Vá Morar com o Diabo). No mais emocionante dos depoimentos, Nando Reis relembra a parceria em hits como O Segundo Sol. Drogas, sexo e rock and roll permeiam a biografia, mas sem muitas polêmicas, justamente para cair no agrado dos fãs. Fontenelle, no entanto, comete um excesso e um deslize: alonga o filme com cenas dispensáveis e, sem nenhuma canção na íntegra, perde a oportunidade de deixar Cássia apenas cantando. Estreou em 29/1/2015.
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  • Dos atores americanos, não há melhores marqueteiros do que James Franco e Seth Rogen. Eles vivem postando fotos e comentários maliciosos no Instagram, Twitter e Facebook e não se cansam de demonstrar um afeto além da amizade em brincadeiras de amor na internet. Não à toa, caiu sobre os dois uma das maiores bombas do mercado cinematográfico. Por causa da provocação de A Entrevista ao ditador norte-coreano Kim Jong-un, um grupo chamado Guardiões da Paz ameaçou atacar os cinemas americanos caso o filme, estrelado por eles, fosse exibido. O terrorismo não foi adiante, o longa-metragem estreou, os cofrinhos de Franco e Rogen engordaram bastante e ficou a pergunta que não quer calar: A Entrevista é, realmente, tão agressivo? Certamente, trata-se de uma daquelas comédias “da hora” que, bem provável, será esquecida no ano seguinte. Quem está acostumado ao humor de Seth Rogen (Pagando Bem, que Mal Tem?, Vizinhos) sabe que vai encontrar um punhado de cenas vulgares apelando para baixarias. Como crítica ao governo totalitarista da Coreia do Norte, porém, o roteiro se defende bem e, sim, ridiculariza seu líder supremo. Na trama, Franco faz uma caricatura afetada de um apresentador de TV, Dave Skylark, dono de um programa de entrevistas que tem o próprio Kim Jong-un como um dos fãs. Skylark arma então com seu produtor (Rogen) fazer uma entrevista com ele na fechadíssima Coreia do Norte. Ao saber disso, a CIA entra em cena a fim de pedir à dupla a missão extra de assassinar o ditador (papel de Randall Park). Entre disparos acertados e situações desagradáveis, a história mais promete do que cumpre, fazendo despontar risos amarelos. Estreou em 29/1/2015.
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  • Pela primeira vez em São Paulo, o Festival Europeu de Filme Independente segue até quarta (4/2) no Caixa Belas Artes. Estão sendo exibidas 25 produções, entre curtas e longas-metragens, sejam ficções, documentários ou animações. Um dos filmes mais atraentes da programação é Cavedigger, de 39 minutos, registro do trabalho do artista plástico Ra Paulette nas cavernas do Novo México. Haverá duas sessões: neste sábado (31/1), às 23h30, e na segunda (2/2), às 18h30.
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  • Do cultuado diretor Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), Grandes Olhos é baseado em episódios reais. Em 1958, Margaret (Amy Adams) foge do marido, leva junto a pequena filha (Delaney Raye) e instala-se em São Francisco. A aptidão dela é a pintura, e seus quadros de crianças com olhos grandes têm inspiração em um trauma de infância. Numa feira de artistas, ela passa a ser cortejada por Walter Keane (Christoph Waltz), também um pintor, só que de manjadas reproduções das ruas de Paris. Keane vê em Margaret uma dedicada esposa e um talento a ser explorado. Não dá outra. Simpático profissional e marqueteiro de boa lábia, ele ganha a ajuda de um colunista social (Danny Huston) para alavancar a venda das telas dela. Mas, por causa de um mal-entendido, assume a autoria dos trabalhos — ambos assinam com o sobrenome Keane. Mesmo descobrindo a farsa, a mulher mantém-se calada. Ignorado no Oscar, o longa-metragem não possui a inventividade visual das fitas anteriores de Burton. Contudo, a narrativa atraente sustenta uma trama cujo interesse está não só no desfecho judicial do caso, mas na escalada, na década de 60, da arte pop, esta, sim, uma marca registrada do realizador. Estreou em 29/1/2015.
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  • O café do futuro

    Atualizado em: 30.Jan.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO