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Izakaya Issa, na Liberdade, oferece diversos saquês e bons petiscos

Rótulos de saquê são divididos em suaves, secos, premium e superpremium; entre os petiscos, destaque é o otoshi, com entradas que variam conforme o dia

Por: Fabio Wright - Atualizado em

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O pequeno salão (Foto: Mario Rodrigues)

Bairro sempre capaz de surpreender, a Liberdade possui alguns endereços de aura enigmática. O cliente depara com uma portinha de correr fechada e não sabe ao certo o que vai encontrar lá dentro. Nesse grupo se encaixa o Izakaya Issa, inaugurado em dezembro do ano passado. Ao entrar, avistam-se três mesas com tatame e, curiosamente, uma equipe feminina no comando do balcão de dez lugares. A mais falante é a proprietária, a simpática nissei Margarida Haraguchi. Mulher do chef Massanobu Haraguchi (do restaurante Miyabi, no Top Center), ela criou ali um izakaya, espécie de boteco japonês aonde se vai petiscar e tomar saquê (fermentado) e shochu (destilado).

Pedir essas duas bebidas, porém, não é tarefa fácil, pois não há uma carta. Fornecedor da casa e dono da loja Adega de Sake, Alexandre Tatsuya Iida explica que os treze rótulos de saquê japonês disponíveis ali se dividem em suaves, secos, premium e superpremium (R$ 20,00 a R$ 35,00 a dose). Ele dá duas dicas: o suave Takashimizu, indicado aos iniciantes, e o seco Mutsu Hassen, mais sofisticado — feito com arroz do tipo yamada nishiki (a melhor variedade de grão que existe para produzir a bebida). Entre as sete opções de shochu — pronuncia-se xôtchu — (R$ 15,00 a R$ 20,00 a dose), está a IIchiko, de cevada, mais leve que a Kaido, de batata-doce. Ambas têm 25% de teor alcoólico.

O cardápio lista deliciosos petiscos japoneses. Prove o otoshi (R$ 20,00), composto de quatro pequenas entradas que variam conforme o dia. Entre elas, podem aparecer berinjela assada, nabo desidratado, pupunha ao shoyu, ostra com saquê no bafo... Estrela o menu também o ótimo takoyaki (R$ 25,00; doze unidades), bolinho de massa levíssima de cará ralado e com recheio macio de polvo, gengibre e outros temperos. Atenção: o bar só aceita cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa para despesas acima de                R$ 100,00.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO