Itaquerão

Empresa culpa operário morto por acidente na Arena Corinthians

Advogado afirma que funcionário era treinado, conhecia a atividade e morreu por causa de uma "distração"

Por: Luan Flavio Freires

Responsável pela construção das arquibancadas provisórias na Arena Corinthians, a Fast Engenharia culpou o operário Fábio Hamilton da Cruz, 23 anos, pelo acidente que provocou sua morte no último sábado. Na ocasião, o trabalhador despencou de uma altura de aproximadamente 15 metros.

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“As empresas lamentam o acontecido, mas o fato é que ele estava treinado, conhecia a atividade, fazia parte da equipe há quase dois meses, já tinha instalado 400 ou 500 placas naquele mesmo local e tinha recebido equipamentos de segurança”, disse o advogado David Rechulski. Além da Fast, ele representa também a WDS, empresa que contrata funcionários terceirizados para a obra.

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Segundo a versão da Fast, a falha foi provocada por uma “distração” do operário. “Ele não atracou o cinto de segurança da forma correta e pisou em uma das placas que ele tinha acabado de colocar, mas que não estava fixa, e acabou se desequilibrando.”

Apesar das explicações, o Ministério do Trabalho interditou as obras nas duas arquibancadas provisórias até a apresentação da documentação referente à segurança e ao treinamento dos funcionários.

A Fast ainda não se pronunciou oficialmente sobre a interdição e como ela afetará o cronograma das obras. Em nota, a empresa disse apenas que realizará “análise técnica” das solicitações da Delegacia Regional do Trabalho e, em seguida, divulgará um parecer sobre a situação.

“A documentação será apresentada, levarão dois dias para avaliá-la, então é provável que em até cinco dias o trabalho já tenha sido retomado”, acredita Rechulski.

Histórico

Em novembro do ano passado, dois operários morreram após a queda de um guindaste sobre parte da cobertura da Arena Corinthians. Segundo a Odebrecht, o equipamento içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio.

Fonte: VEJA SÃO PAULO