Saúde

Instituto Pasteur terá centro de pesquisa em São Paulo

Novidade é fruto da cooperação com as entidades Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de São Paulo (USP)

Por: Estadão Conteúdo

Instituto pasteur
Sede de vacinação do Instituto Pasteur na Avenida Paulista (Foto: Divulgação)

O Instituto Pasteur, um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo, terá uma unidade no Brasil. Um acordo de cooperação será assinado nesta segunda-feira, 8, entre a instituição francesa, a primeira a isolar o HIV, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de São Paulo (USP). Esse acordo abre caminho para a sede brasileira do Pasteur, que deverá ficar em São Paulo.

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As instituições começaram a negociar a abertura da unidade de pesquisa do Instituto Pasteur no ano passado, quando foi criada uma rede de laboratórios para o intercâmbio de pesquisadores em estudos sobre doenças emergentes, sobretudo na Amazônia, neurociências e bioinformática. Por meio desse acordo, assinado em dezembro, cada instituição destinará 40 000 dólares (mais de  125 000 reais) por cinco anos para o projeto da rede de laboratórios mistos, prevista para começar a funcionar no segundo semestre deste ano.

Em abril, a presidente do Conselho de Administração do Instituto Pasteur, Rose-Marie Van Lerberghe, esteve na Fiocruz para "aprofundar as discussões" sobre uma "nova plataforma" de cooperação entre as instituições, que incluiria a USP. Não foi detalhada como será essa nova "plataforma".

Hoje, a Fiocruz é a única instituição brasileira associada à rede Pasteur, que está em 32 países. Os laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) já têm programa conjunto com a instituição francesa em entomologia e imunologia.

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O convênio entre Pasteur, Fiocruz e USP será assinado durante o primeiro simpósio científico sobre doenças infecciosas e neurociências Fiocruz-Pasteur, que ocorrerá nos dias 8 e 9 no campus da Fiocruz, em Manguinhos, Zona Norte.

Febre chikungunya

Entre os temas que serão discutidos no evento está o surto de chikungunya, febre "prima" da dengue nas Américas. O presidente do instituto francês, Christian Bréchot, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, participarão da cerimônia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fonte: Agência Estado