Política

Carta de reinvindicações do Vem pra Rua não tem pedido de impeachement

Grupos como Movimento Brasil Livre e Revoltados Online não assinam o manifesto que será entregue ao Congresso nesta quarta (15)

Por: Estadão Conteúdo

 

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Rogerio Chequer, do Vem pra Rua, estará em Brasília nesta quarta (15) (Foto: Reprodução/Facebook)

Liderada pelo Vem Pra Rua e outros grupos de menor expressão, a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos entrega nesta quarta (15) ao Congresso uma carta com reivindicações em que não consta o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A ausência da principal pauta das manifestações de 15 de março e de 12 de abril foi o motivo da não adesão de dois dos principais organizadores dos protestos: o Movimento Brasil Livre e o Revoltados On Line. "Não tratar do impeachment é até risível", disse um dos líderes do MBL, Rubens Nunes, que critica o conteúdo genérico da carta.

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No texto que será lido por Rogério Chequer e Janaina Lima, do Vem Pra Rua, há pautas como reforma política, voto distrital, investigação dos empréstimos do BNDES e a saída do ministro do STF Dias Toffoli do julgamento dos casos relativos à Operação Lava Jato. Assinam o documento Acorda Brasil, Quero Me Defender, Brasil Melhor e Nas Ruas, entre outros.

Contra a corrupção

O protesto de domingo (12) contra a presidente Dilma Roussef levou cerca de 100 000 pessoas à Avenida Paulista, de acordo com o Datafolha - segundo a Polícia Militar, foram 275 000 os presentes.

O instituto de pesquisas aproveitou a mobilização para traçar o perfil dos manifestantes. A maioria (33%) foi ao ato para protestar contra a corrupção. O número é inferior ao auferido na manifestação de 15 de março, quando 47% disseram ter ido à Paulista contra a corrupção. Naquele protesto, o Datafolha contabilizou 275 000 pessoas na principal cartão-postal da cidade.

Embora o impeachment da presidente contasse com o apoio de 77% dos que estavam na Paulista, apenas 13% foram aos atos para pedir a a saída de Dilma. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (13) pelo jornal Folha de S.Paulo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO