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Horário de verão pode ser estendido até março

Governo federal estuda ampliar programa iniciado em outubro para economizar mais energia

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Calor - Futura Press - Folhapress
Prazo previsto inicialmente para o fim do horário de verão é 22 de fevereiro (Foto: Renato S.Cerqueira/Futura Press/Folhapress)

Previsto para acabar no dia 22 de fevereiro, o horário de verão pode se estendido até março. O governo estuda ampliar o programa para reduzir em até 4,5% o consumo de energia nos horários de pico. A decisão será tomada pelo Ministério das Minas e Energia na próxima quinta-feira (12). O horário de verão está em vigor desde o dia 19 de outubro em onze estados e no Distrito Federal. 

Um dos fatores que influenciam na decisão é a falta de chuvas que afeta boa parte do país. Janeiro foi o mês mais seco em 85 anos, o que afetou diretamente a produção nas usinas hidrelétricas. "Faremos uma avaliação para que possamos ter uma previsibilidade com relação ao ritmo hidrológico do final do mês de fevereiro e do começo do mês de março. E aí sim tomaremos uma decisão", disse o ministro Eduardo Braga ao Jornal Nacional de ontem (5).  

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A economia estimada com o horário de verão da temporada 2014/2015 é de 278 milhões de reais. Uma curiosidade é que, segundo o governo, as horas de pico de consumo de energia, que sempre foram entre 18h e 21h, hoje em dia ocorrem das 14h às 19h. A explicação é o uso maior de ar-condicionado no período da tarde por causa do calor. 

Apagão 

No dia 19 de janeiro, um apagão atingiu dez estados brasileiros e o Distrito Federal. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Distrito Federal ficaram sem energia elétrica por cerca de uma hora. 

Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o corte no abastecimento ocorreu devido ao aumenta de demanda de energia no horário de pico. O apagão começou às 15h e a energia só foi restabelecida por volta das 16h.

Fonte: VEJA SÃO PAULO