Humor

8. Haja fôlego! Flávia Garrafa atua em três peças

Às sextas a atriz brilha em 'Adorei o que Você Fez' e 'Toc Toc'; aos sábados é a vez de 'TPM Katrina'

Por: Dirceu Alves Jr. e Giovana Romani - Atualizado em

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Versatilidade comprovada: Flávia Garrafa brilha nas comédias 'Adorei o que Você Fez', 'Toc Toc' e 'TPM Katrina' (Foto: Mario Rodrigues)

Toda sexta-feira, por volta das 19 horas, a atriz Flávia Garrafa chega ao Teatro Gazeta com o espírito de uma maratonista. Em cartaz com as comédias ‘Adorei o que Você Fez’ e ‘Toc Toc’, ela tem apenas trinta minutos de intervalo entre uma apresentação e outra. Toma um banho rápido e, enquanto devora uma salada de alface, tomate e peito de peru, troca os figurinos justíssimos e a afetação da perua Marie pelas roupas largas e a ingenuidade de Lili, uma jovem que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo e repete todas as frases como criança. E não é só isso. Além do esforço físico e psicológico de estar em cena praticamente por quatro horas interruptas nas duas comédias, ela protagoniza a peça ‘TPM Katrina’ às quartas e quintas no Teatro Folha. Nesse caso, está na pele de uma mulher que atravessa as alterações de humor típicas “daqueles dias”. Ela corre de um lado para outro, explora diversos registros de voz, chora, ri e divide a cena com o ex-marido, o ator Paulo Coronato. Aos 35 anos, Flávia Garrafa vive o melhor momento de sua carreira, com três montagens vistas semanalmente por uma média de 3 500 pessoas que a consagram como a mais versátil comediante do teatro paulistano atual. Lembrar os textos não é problema. Flávia sempre teve boa memória e, uma vez decorados, não costuma nem relê-los antes da sessão. Formada em psicologia pela USP, nunca exerceu a profissão e dedica-se aos palcos desde 1992, contabilizando 25 peças e participações em programas televisivos como Sob Nova Direção e A Grande Família. “Encarar um desafio desses é o resultado da confiança adquirida pelo ator com o tempo de carreira”, afirma a artista, que, às terças, ainda dá aulas de teatro para adolescentes no Colégio Porto Seguro, no Morumbi. Diante das gargalhadas do público e dos aplausos no fim das sessões, a atriz já se pegou com os olhos cheios de lágrimas. “Muitas vezes, antes da estreia, pensei que não daria conta do recado”, confessa. “Agora sei que poderia até encarar uma quarta peça. Quem sabe um drama...”

Fonte: VEJA SÃO PAULO