Política

Haddad é vaiado em musical na Vila Olímpia

O ato que aconteceu durante a apresentação da peça Chaplin, o Musical foi o quarto ato contra integrantes do PT em São Paulo em menos de um mês

Por: Estadão Conteúdo

Fernando Haddad
Fernando Haddad (PT): prefeito foi vaiado no último domingo (31) (Foto: Divulgação)

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi vaiado no domingo (31) ao ter sua presença anunciada pelo ator Jarbas Homem de Mello na peça Chaplin, o Musical, em cartaz no Theatro Net São Paulo, na Vila Olímpia, na Zona Sul. Esse foi o quarto ato de hostilidade a um integrante do PT na capital paulista em menos de um mês - todos em situações privadas.

Haddad foi alvo de vaias de parte da plateia do musical após a apresentação, quando o protagonista da peça agradecia a presença de autoridades. O prefeito estava acompanhado do secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita (PMDB).

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"Percebi que a vaia estava aumentando. Disse que estávamos numa democracia, que todo mundo tem o direito de se manifestar, mas que estávamos ali para celebrar Chaplin", relatou Jarbas.

Depois disso, o ator voltou a agradecer ao público e se despediu. A orquestra tocou uma música para amenizar o clima de constrangimento e as cortinas se fecharam. A prefeitura afirmou que "as vaias ao prefeito Fernando Haddad fazem parte da democracia".

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Pessoas que estavam na apresentação também disseram que professores e crianças que assistiram à peça pediram para tirar fotos com Haddad. Ao término do espetáculo, o prefeito e Chalita foram ao camarim - as vaias não foram tema da conversa com o elenco. A atriz Claudia Raia, uma das produtoras do musical, também participou do bate-papo.

No mês passado, a presidente Dilma Rousseff foi recebida com panelaço em sua chegada ao casamento do cardiologista Roberto Kalil Filho. Já nos Jardins, protesto contra secretário municipal Alexandre Padilha aconteceu em uma churrascaria. Na semana seguinte, o ex-ministro Guido Mantega foi hostilizado pela segunda vez, também em um restaurante - a primeira havia sido no Hospital Albert Einstein, no Morumbi.

Fonte: VEJA SÃO PAULO