Cidade

Sessenta e três pessoas foram detidas durante as manifestações desta terça (18)

De acordo com a Prefeitura, 29 pontos no centro histórico foram destruídos por vândalos

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

O sexto grande ato contra o aumento das passagens que ocorreu nesta terça (18) terminou com 63 pessoas detidas. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, 49 pessoas foram presas na região central e outras catorze nos entornos da Avenida Paulista.

Além disso, 29 pontos no centro histórico foram destruídos por vândalos, entre lojas, bancos e outros estabelecimentos. O subprefeito da Sé, Marcos Barreto, informou que os principais prédios públicos atacados foram a Prefeitura e o teatro Municipal.

Saiba como foi o sexto ato contra o aumento da tarifa

Os vândalos quebraram também 189 lixeiras. Barreto disse que 350 funcionários foram mobilizados para limpar o centro histórico, a Avenida Paulista e a Rua Augusta. De acordo com ele, até quinta-feira (20) os locais estarão limpos e sem pichações. 

Conflitos

Apesar de a maioria dos manifestantes marchar pacificamente, um grupo pessoas tentou invadir a sede da prefeitura, no Viaduto do Chá. Vândalos aproveitaram a falta de policiamento para depredar o patrimônio público, saquear lojas e atear fogo a um prédio onde funcionava o antigo Othon Palace Hotel. Um carro da Rede Record e um posto policial móvel também foram incendiados.

Diálogo

Na manhã de ontem (18), o Conselho da Cidade debateu o congelamento da tarifa do transporte público em R$ 3,00. De acordo com estimativa da Secretaria Municipal de Transportes, o subsídio necessário seria de R$ 8,61 bilhões. Líderes do Movimento Passe Livre, à frente das reivindicações, participaram do encontro.

Durante a reunião, Haddad prometeu marcar outra conversa com a liderança do MPL até o fim desta semana.

Fonte: VEJA SÃO PAULO