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Haddad diz que ação de polícia na Cracolândia não prejudicou programa da prefeitura

Prefeito havia repudiado ação do Denarc que usou balas de borracha e bombas de gás em abordagem na semana passada

Por: Luan Flávio Freires - Atualizado em

Cracolândia
Policiais do Denarc foram à cracolândia cumprir mandados de prisão contra traficantes que atuam na área (Foto: Jf Diorio/Estadão COnteúdo)

Após ter classificado de “lamentável” e de ter “repudiado” em nota uma ação de policiais civis na semana passada na Cracolândia, o prefeito Fernando Haddad disse nesta quarta-feira (29) que episódio não prejudicou a Operação Braços Abertos, programa da prefeitura cujo intuito é ressocializar usuários da droga por meio de trabalho e moradia.

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“Não perdemos a confiança dos cadastrados. Tudo funcionou normalmente no dia seguinte”, disse o prefeito ao lado do secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, e o secretário de Segurança Urbana, Roberto Porto, durante apresentação do primeiro balanço do programa.

“No mesmo dia do episódio, liguei para o governador [Geraldo Alckmin] e tivemos uma ótima conversa. Falei com ele na sexta e no sábado. Concordamos que aquilo foi uma ação destacada”, disse Haddad. Questionado, o prefeito afirmou que chamou a ação de “lamentável” por causa dos funcionários da prefeitura “que ali estavam e foram surpreendidos”.

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Por sua vez, Fernando Grella também fez questão de ressaltar um entendimento entre estado e município sobre o programa. “O Denarc ( Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico, responsável pela ação) realizou inúmeras ações ali desde dezembro. Mais de setenta prisões. Houve um incidente naquele dia que não queremos que se repita.”

De acordo com a prefeitura, o programa realizou 127 atendimentos médicos nos primeiros dez dias de atuação na Cracolândia, 845 abordagens nos hotéis realizadas pelos agentes de saúde e 15 casos de internação em prontos-socorro.

Ao todo, são 386 cadastrados, 77% deles com idades entre 18 e 45 anos. Entre os atendidos, foram identificadas cinco pessoas com tuberculose, duas com HIV, duas com sífilis e nove gestantes.

Fonte: VEJA SÃO PAULO