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Haddad aprova criação do Parque Municipal Augusta

Segundo publicação no Diário Oficial da Cidade, parque terá como referências "atividades relacionadas à prática de atividade física, educação ambiental e preservação da memória paulistana"

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM

terreno parque augusta
A propriedade de quase 25 000 metros quadrados: a desapropriação custaria cerca de 70 milhões de reais aos cofres públicos (Foto: Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo)

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), aprovou a criação do Parque Municipal Augusta no terreno de 24 752 metros quadrados localizado entre as ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá, na região central da cidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta terça (24).

De acordo com o texto, “o referido parque terá como referência atividades relacionadas à prática de atividade física, educação ambiental e preservação da memória paulistana”. Ainda segundo a publicação, “as despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário”.

Projeto Parque Augusta
Grupo Aliados do Parque Augusta propõe pistas de cooper em meio ao verde (Foto: Reprodução/Facebook)

Sede do Colégio Des Oiseaux até o fim dos anos 60, o espaço não tem destinação comercial desde 1984, e é usado como parque pelos moradores, que sempre foram contrários a projetos de edifícios ali. Esse cabo de guerra alcançou um de seus pontos altos quando, ao mesmo tempo em que um empreendimento imobiliário começou a fincar sua bandeira no local, a Câmara Municipal aprovou em segunda votação o desejo da vizinhança: uma lei que prevê transformar o lugar, em caráter oficial, no Parque Augusta.

Em 2008, a área havia sido declarada como de utilidade pública pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD). Em agosto deste ano, o decreto venceu e o governo municipal não concluiu o processo de desapropriação da área.

protesto parque augusta
Passeata em novembro: pressão para que a prefeitura estatize a área (Foto: Tiago Mazza/Folhapress)

O endereço, que desde 1996 pertencia ao banqueiro Armando Conde, ex-dono do banco BCN, foi vendido em novembro à construtora Cyrela e à incorporadora Setin, que pretendiam erguer um complexo de duas ou três torres de trinta andares cada uma, para destinação residencial e comercial (a definição depende de uma análise da prefeitura sobre as regras na região).

Fonte: VEJA SÃO PAULO