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Gerente do Habib´s é acusado de jogar óleo quente em clientes

Estudantes afirmam que foram atacados por funcionário; restaurante diz que prestará toda a assistência para o casal

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

Os estudantes Lucas Oliveira Lopes, de 20 anos, e Lígia Ferreira Tatto, de 18 anos, sofreram queimaduras de primeiro e segundo graus na unidade do Habib´s que fica na esquina da Avenida Henrique Schaumann com a Rua Teodoro Sampaio. Eles afirmam que, após discussão, o gerente da loja jogou óleo quente sobre eles.

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O caso aconteceu no último sábado (28). Lopes afirma que assistiu com a sua namorada o jogo do Brasil contra o Chile em um bar na Vila Madalena. Após a partida, eles seguiram para o Habib’s. “Comemos sem nenhum problema e fomos embora. Após caminhar uma quadra, a Lígia percebeu que tinha esquecido a bolsa e o celular no restaurante. Então, voltamos.”

De acordo com Lopes, eles questionaram um garçom, que chamou o gerente da unidade. “Eu pedi para ver as imagens das câmeras de segurança. E ele disse que não ia me mostrar. Então, falei que chamaria a polícia. Foi quando ele pegou o óleo e jogou pela primeira vez, atingindo a Lígia.”

Após o fato, Lopes diz que entrou na cozinha para discutir com o gerente. “Nós brigamos. Quando outras três pessoas chegaram perto eu resolvi sair do local. Foi quando ele também me jogou óleo. Pegou no meu olho e no meu rosto.”

Após a confusão, o gerente foi encaminhado para o 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros. Já o casal seguiu para o Hospital São Luiz. “A Lígia foi ao médico hoje (30). Ela pode ficar com as marcas das queimaduras. Ficou muito machucada.”

Em nota, a Rede Habib´s diz que prestará toda a assistência para os clientes. Além disso, informa que o funcionário foi afastado. “O Habib’s reforça seu compromisso com a segurança nas lojas da rede, item prioritário no treinamento de seus colaboradores, e repudia todo tipo de violência física ou moral realizada por qualquer pessoa, seja funcionário ou cliente, e por qualquer que seja o motivo.” 

Fonte: VEJA SÃO PAULO