Memória

Há noventa anos, a Revolução de 1924 deixava mais de 500 mortos na capital

O governador Carlos de Campos chegou a ser expulso do Palácio dos Campos Elíseos pelas tropas do general da reserva Isidoro Dias Lopes

Por: Mauricio Xavier [Com reportagem de Moacir Assunção]

Memória - Revolução de 1924
Casa destruída na Rua 21 de Abril, no Belenzinho: o bairrof oi um dos mais bombardeados (Foto: Fundação Instituto de Energia e Saneamento)

Maior conflito já ocorrido em solo paulistano, a Revolução de 1924 completa noventa anos neste mês. Iniciada em 5 de julho daquele ano, deixou 503 morto se 4 846 feridos em 23 dias de combate entre os militares rebeldes, na maioria tenentes, e os legalistas.

Memória - Revolução de 1924
Sede do Cotonifício Crespi, na Mooca: telhado arrasado pelas bombas (Foto: Fundação Instituto de Energia e Saneamento)

O governador Carlos de Campos chegou a ser expulso do Palácio dos Campos Elíseos pelas tropas do general da reserva Isidoro Dias Lopes. Sob as ordens do então presidente Arthur Bernardes, o Exército oficial cercou a cidade com mais de 18 000 soldados — os revoltosos eram cerca de 3 500 — e começou um bombardeio, despejando toneladas de tiros e granadas sobre bairros como Brás, Mooca e Belenzinho, que concentravam grandes indústrias. Até tanques e aviões foram usados no ataque. O Arquivo Histórico de São Paulo, no Carandiru, e o Arquivo da Cúria Metropolitana, no Ipiranga, guardam cartas de moradores que narram episódios ocorridos durante o confronto.

Fonte: VEJA SÃO PAULO