Polícia

Grupo é preso suspeito de preparar atentado nas Olimpíadas

Os dez detidos, todos brasileiros, fizeram juramento ao Estado Islâmico pela internet. Outros dois integrantes já foram rastreados pela Polícia Federal

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Polícia Federal batizou a operação como "Hashtag" (Foto: VEJA)

Dez brasileiros foram presos na manhã desta quinta-feira (21) pela Polícia Federal suspeitos de planejar ações terroristas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Os Jogos começam no dia 5 de agosto. A ação foi realizada em conjunto com o serviço de inteligência de outros países.

Cada um dos integrantes do grupo foi detido em um Estado diferente: Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.  Em entrevista coletiva, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o suposto líder é de Curitiba. Outros dois membros já foram rastreados pela polícia e devem ser presos em breve, segundo ele.

De acordo com Moraes, os doze já vinham sendo monitorados pela PF havia alguns meses. A maioria dos suspeitos não se conhecia ao vivo, e se comunicava via WhatsApp ou pelo aplicativo Telegram. Apenas quatro deles se encontravam pessoalmente; e dois já tinham sido condenados a seis anos de prisão por homicídio. 

Eles fizeram um juramento ao Estado Islâmico via internet, em um site que disponibiliza uma gravação do texto que deve ser repetido a quem deseja fazer parte do grupo extremista, mas ainda não tinham feito qualquer contato direto com a organização. "O suposto líder brasileiro pretendia ir ao exterior angariar fundos para os atos terroristas e se encontrar com algum integrante do Estado Islâmico, mas acabou desistindo da ideia por falta de recursos financeiros para viajar", disse Moraes.

O mesmo sujeito teria tentado comprar um fuzil AK-47 em um site paraguaio. "Acreditamos que esta seja uma célula amadora", contou o ministro. "Profissionais não iriam tentar comprar uma arma desse porte pela internet", relatou. 

Os supostos terroristas não tinham planos de fazer algum atentado a bomba, nem falavam de alvos específicos. Seu objetivo era investir em um ataque armado. Uma das evidências disso foi o fato de terem comemorado, por trocas de mensagens de WhatsApp, o atentado de Orlando, em junho, realizado com armas de fogo.

A operação, batizada de Hashtag, monitora ao todo cem suspeitos no Brasil de planejar atos terroristas durante as Olimpíadas. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO