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Grupo antifeminista marca ato de apoio ao Quitandinha

Após denúncia de assédio contra duas mulheres no bar da Vila Madalena, evento no Facebook quer reverter boicote ao estabelecimento

Por: Veja São Paulo

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Bar Quitandinha não abriu as portas durante o Carnaval (Foto: Gabriel Bentley)

Após a denúncia de um caso de assédio contra duas mulheres no Quitandinha, na Vila Madalena, um grupo antifeminista marcou para este domingo (14) um encontro em defesa do bar. O evento, convocado pelo Facebook, está programado para as 17 horas e tem a seguinte descrição: "As feministas querem desmoralizar esse bar, então vamos ajudá-lo criando um mega encontro por lá!". Até agora, cerca de 430 pessoas confirmaram presença.

Na sexta (5), a universitária Júlia Velo afirmou ter sofrido agressões físicas e verbais enquanto frequentava o Quitandinha na noite anterior com uma amiga. Na ocasião, ela teria sido abordada em sua mesa por dois homens e, após responder negativamente às investidas, passou a ouvir xingamentos e levou um puxão no braço. Segundo seu relato, além de não receber solidariedade por parte da gerência do bar, ainda terminou expulsa pelo segurança.

O texto no Facebook teve 136 000 curtidas, mais de 40 000 compartilhamentos e gerou um boicote contra o bar, que não abriu nos dias consecutivos à denúncia. Mais de 23 000 avaliações negativas foram postadas na página do Quitandinha no Facebook. Na tentativa de resolver o problema, a administração divulgou uma nota no último sábado (6), mostrando “indignação” - com a garota.

A página que organiza a defesa do bar tem o nome de Moça, não sou obrigada a ser feminista e 217 000 seguidores. É ilustrada pela imagem de uma boneca ao lado de uma lâmina de depilação feminina.

Fonte: VEJA SÃO PAULO