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Greve afeta quatro linhas de trens da CPTM

Ferroviários paralisam parcialmente o serviço na manhã desta quarta (3); rodízio de veículos não foi suspenso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

CPTM
Linha 10-Turquesa amanheceu fechada nesta quarta por causa da greve (Foto: Daniel Sobral/Futura Press/Folhapress)

A greve dos ferroviários de São Paulo paralisa parcialmente o serviço de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos na manhã desta quarta (3). No momento, as linhas 10-Turquesa e 12-Safira estão fechadas, sem previsão de retorno das atividades.

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Na linha 11-Coral os trens circulam somente entre as estações Guaianases e Luz. A linha 7-Rubi trabalha entre Caieiras e Jundiaí. A situação é normal nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

A empresária Stephany Pereira, de 22 anos, foi surpreendida com a greve. Por volta das 7h30, ela seguia para Mauá carregada com uma mochila na mão e malas em um carrinho quando encontrou a estação Brás fechada. “Precisarei pegar um táxi. A viagem vai pesar no meu bolso.”

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Faixas na estação Brás informam os usuários sobre a greve (Foto: Ana Luiza Cardoso)

Em Guaianazes o movimento é normal. Um supervisor da estação informou que os funcionários que não aderiram à paralisação conseguem manter o serviço na linha, que funciona parcialmente.

“Deveriam ter informado melhor sobre a greve. Moro em Guaianazes e trabalho no Tatuapé. Não é tão longe, mas a paralisação me prejudicou”, disse a operadora de caixa Rosana Evangelista, de 50 anos.

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A operado de caixa Rosana Evangelista encontrou a estação Guaianazes fechada nesta manhã (Foto: Felipe Neves)

Por causa da paralisação, a SPTrans ampliou o número de ônibus que circulam nas regiões onde as estações estão fechadas. Apesar da greve, o rodízio de veículos em São Paulo não foi suspenso, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego.

Negociações

Os ferroviários reivindicam reajuste salarial de 7,89%, além de 10% de aumento real. Já a CPTM ofereceu reajuste de 6,6527%, com adicional de 1% e reajuste de 10% sobre os benefícios. Outra proposta oferecida foi de aumento de 8,25% sobre salário e benefícios.

O Tribunal Regional do Trabalho sugeriu reajuste de 6,6527%, além de aumento (IPC) + 1% de reajuste e 15% de aumento nos benefícios.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários, Mauricio Alves de Matos, sempre houve distorção entre os benefícios aos metroviários e ferroviários. "Lá (metroviários) são sempre maiores. Pedimos uma igualdade e a reposta da CPTM foi reajuste de 8,25% para salário e benefícios, muito aquém do que a categoria esperava".

Uma nova assembleia da categoria está marcada para as 14h desta quarta-feira (3).

Metroviários

Já os metroviários decidiram aceitar a proposta do Metrô e cancelaram a greve prevista para terça (2), em assembleia realizada na sede do sindicato na última segunda (1), . Durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, eles ouviram a proposta da empresa, que ofereceu 8,29% de reajuste mais 10 % de aumento no vale refeição e vale alimentação, além de prometer o pagamento do 13º salário em dezembro.

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Durante a campanha salarial iniciada no mês passado, os funcionários exigiam reajuste salarial de 9,49% acima da inflação, além de reposição de 8,24%. A proposta incial do Metrô era de 7,24%. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO