Restaurantes

Garimpos do Interior oferece inspiradas receitas caipiras

A cozinheira Angelita Gonzaga mostra que culinária trivial pode ser feita com riqueza de sabor

Por: Arnaldo Lorençato

Garimpos do Interior - RESTAURANTES
Feijão-tropeiro com bisteca de porco (Foto: Mario Rodrigues)

Nascida em Vitória, capital do Espírito Santo, a cozinheira Angelita Gonzaga mostra que culinária trivial pode ser feita com riqueza de sabor e uma boa dose de inspiração. Em seu restaurante, o Garimpos do Interior, ela apresenta um cardápio no qual predominam receitas caipiras, em especial as de São Paulo e Minas Gerais. No menu organizado como um calendário de mesa — um tanto difícil de manusear —, a maioria das sugestões satisfaz dois paladares.

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Encantam em particular os pratos de carne suína, caso do feijão-tropeiro coroado com um par de bistecas (R$ 58,00). Os grãos vêm misturados a flocos de farinha de milho, ovo, couve em fios e torresmo guarnecidos de arroz e banana-da-terra assada. O leitão na lata (R$ 34,00), uma das únicas pedidas individuais, compõe-se de cubos de carne crocante servidos junto de farofa de farinha de soja e de mandioca, arroz, feijão-preto e couve refogada. Também faz bonito o caipirão (R$ 58,00, para dois), a galinha ensopada com ou sem quiabo na companhia de arroz, feijão, couve e angu. Antes, prove a porção de sequinhos pastéis de massa de angu recheados de carne bovina ou de bolinho de aipim e queijo da Serra da Canastra assado. Cada porção tem dez unidades e custa R$ 24,00.

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De sobremesa, evite a sem graça cocada de forno coroada com sorvete de tapioca (R$ 12,50). Prefira o dueto de goiabada e doce de leite cremosos mais queijo da Serra da Canastra (R$ 9,50). Para acompanhar a refeição, não há vinhos, mas eles podem ser levados de casa sem a cobrança de rolha. Ou vá de caipirinha (R$ 9,50) e cerveja Original (R$ 8,50). Tirado individualmente em xícara de ágata na mesa, o café de coador custa R$ 3,30 e decepciona pela qualidade do pó. Neste sábado (28) e domingo (29), Angelita recebe o pesquisador João Rural, especialista em cozinha caipira que vai ao restaurante para prosear com os clientes.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO