Trabalho

O garçom que virou patrão de 200 pessoas

Dono da rede italiana Lellis, João Lellis fazia faxina no restaurante Gigetto

Por: Daniel Bergamasco [colaboraram Arnaldo Lorençato, Mariana Gabellini e Taciana Azevedo] - Atualizado em

Garçom - Lellis - 2232
Lellis, na trattoria da Rua Bela Cintra: casas também em Campinas e Curitiba | Crédito: Fernando Moraes

"Como eu ainda ajudo a servir as mesas e uso terno e gravata, a mesma roupa dos maîtres e gerentes, boa parte da clientela acha que sou funcionário. Ganho até caixinha e me divirto com isso. Hoje, tenho trattoria em São Paulo, Campinas e Curitiba, mas minha história é de muita luta. Vim da Bahia em 1964, fazia faxina no restaurante Gigetto. Eu acordava à 1 da manhã porque, às 7 horas, quando os patrões chegavam, tudo tinha de estar limpíssimo. Aprendi muito sobre comida com um cozinheiro italiano. Fui crescendo e virei garçom, que na época era uma função considerada chique; tinha inclusive italianos e portugueses carregando bandeja. Aí virei sócio de uma cantina e depois consegui dinheiro para abrir sozinho o Lellis, na Rua Bela Cintra. Estudei só até o 4º ano primário, mas acho que aproveitei as oportunidades, me dediquei. Emprego 200 funcionários e a convivência com eles, com os ideais que trazem quando vêm do Nordeste, me faz muito feliz." João Lellis, 66 anos, de Macaúbas (BA), é dono da rede italiana Lellis+ Pesquisa: 87% dos garçons que atuam em São Paulo vêm de fora da cidade

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Fonte: VEJA SÃO PAULO