Trabalho

Um golpe no alcoolismo

Maître do português Quinta de Santa Maria, Luiz Gonzaga da Silva procurou tratamento para parar de beber

Por: Daniel Bergamasco [Colaboraram Arnaldo Lorençato, Mariana Gabellini e Taciana Azevedo] - Atualizado em

Garçom - Gonzaga - 2232
Gonzaga: ele extravasa as tensões na academia (Foto: Mario Rodrigues)

"Dizem que essa profissão é uma das mais estressantes. O sujeito tem de ser sempre gentil, não importa o que o cliente fale. Hoje, trabalho feliz, mas em muitas casas as jornadas são longas demais. Para relaxar, a maioria dos empregados encosta nos botecos. Acho que 90% dos garçons bebem praticamente todos os dias, o que é muito ruim para o exercício da função. Eu, por muitos anos, saía do trabalho já pensando em tomar todas e passava a madrugada na cerveja, jogando cacheta. Muitos exageram no álcool durante a pausa entre o almoço e o jantar, um período de umas quatro ou cinco horas, quando ficam sem ter para onde ir e acabam no balcão. Preocupado com minha mulher e minhas filhas, que hoje têm 15 e 12 anos, procurei tratamento por volta de 2007. Fiz até acupuntura. Desde então, parei com tudo e vou para a academia na pausa da tarde, para praticar musculação e muay thai. Com luta de impacto, você sua a camisa, relaxa e não pensa em besteira. Nada melhor para se livrar das tensões." Luiz Gonzaga da Silva, 43 anos, de Piripiri (PI), é maître do português Quinta de Santa Maria, no Alto da Lapa+ Pesquisa: 87% dos garçons que atuam em São Paulo vêm de fora da cidade+ Galeria de fotos: Pedro II, a capital brasileira dos garçons

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Fonte: VEJA SÃO PAULO