Trabalho

A família veio em peso

Garçom do japonês Shigueru tem quase trinta parentes trabalhando na cidade, todos em restaurantes

Por: Daniel Bergamasco [colaboraram Arnaldo Lorençato, Mariana Gabellini e Taciana Azevedo] - Atualizado em

Garçom - Vieira de Sá - 2232
Vieira de Sá (no centro, de gravata-borboleta): rodeado de primos e tios (Foto: Fernando Moraes)

“Quase trinta parentes meus trabalham em São Paulo, e todos em restaurantes, bares ou baladas. Com tanta gente, ficou mais fácil vir para cá, há quatro anos. Eu trabalhava em roça de arroz e milho, completei o ensino fundamental, mas na hora de procurar emprego via tudo muito parado por lá. O bom é que não falta companhia. Almoçamos juntos aos domingos. Frequento o Centro de Tradições Nordestinas e o Villa Country. Vou ao cinema quando tem filme do Wagner Moura. Mando uns 200 reais por mês para meus pais. Também invisto: já comprei trinta cabeças de gado. Quero comprar mais e, em quatro anos, vender tudo para montar um restaurante japonês em Fortaleza.” Renato Vieira de Sá, 23 anos, de Orós (CE), é garçom do japonês Shigueru, no Itaim + Pesquisa: 87% dos garçons que atuam em São Paulo vêm de fora da cidade

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Fonte: VEJA SÃO PAULO