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Galeria Metrópole passa a fechar as portas mais cedo e prejudica bares

Localizados dentro do espaço comercial do centro, Mandíbula e Boteco Dom José afirmam ter perdido público aos sábados

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Edifício Metropolitano e Galeria Metrópole
Edifício Metropolitano e Galeria Metrópole: portas fechando mais cedo (Foto: Mariana Barros)

Pouco mais de um ano atrás, o diminuto bar Mandíbula trouxe novo movimento para a Galeria Metrópole, na Praça Dom José Gaspar, no centro. Passam por lá, em um sábado à noite, cerca de 400 jovens que bebericam drinques e cervejas antes de partirem para a balada. O espaço se tornou um dos points mais cobiçados dos hipsters da cidade. No andar de baixo, o Boteco Dom José mantém há quatro anos o samba em frente à galeria. Chega a receber 700 pessoas em festas que terminavam à meia-noite.

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No último mês, os dois estabelecimentos sofreram um revés. A administração do condomínio passou a fechar o acesso mais cedo, impedindo que o público entre na galeria. Aos sábados, dia mais concorrido dos dois endereços, as portas descem às 18h. “Cerca de 60% do nosso faturamento vem de um sábado a noite, depois das 20h”, calcula Bruno Bocchese, um dos proprietários do Mandíbula. “A administração não explicou para nós por que tomou essa decisão agora.” Ele e o sócio, André Bandim, contam que estudam a possibilidade de entrar na Justiça.

Mandíbula
Mandíbula: público reduzido especialmente aos sábados (Foto: Mario Rodrigues)

Simão Punski, dono do Boteco Dom José, diz que seu faturamento aos sábados caiu 30% depois que começou a encerrar as atividades mais cedo e prejudicou suas finanças. “Tenho muitos funcionários, o que demanda o pagamento de um valor alto todo mês”, diz. Como seu negócio conta com uma porta virada para a calçada, Punski consegue manter o endereço aberto até 21h30.

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Ele afirma que um dos motivos alegados pela administração para tal atitude é a falta de segurança nestes horários. “Estou naquele ponto há quatro anos e nunca houve qualquer ocorrência”, garante ele, que se diz um dos responsáveis por uma revitalização do pedaço, antes repleto de usuários de drogas, junto de outros empresários locais. “Por que de uma hora para outra eles decidiram isso?”

Procurados, os responsáveis pela galeria não retornaram as ligações da reportagem. Os proprietários dos estabelecimentos especulam que o silêncio se dá por conta da proximidade da eleição para um novo síndico, marcada para terça (2).

Fonte: VEJA SÃO PAULO