Sem folia

Para fugir do samba no sábado (18): teatro

Quatro peças para sair do clima de Carnaval

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Atrações imperdíveis 2251 - Hair
"Let the Sunshine In": músicas que marcaram uma geração no musical "Hair" (Foto: Guga Melgar)

+ Programas para fugir do samba neste sábado (18)

+ 80 programas sem folia

  • Em convincente caracterização, João Signorelli revive Mahatma Gandhi (1869-1948) no monólogo escrito por Miguel Filiage e Bene Catanante. Para a nova temporada, deixou o Gandhi, um Líder Servidor para adotar o título atual. Numa espécie de palestra, o líder pacifista indiano aponta possíveis soluções para os conflitos mundiais e repassa sua biografia na forma de uma agradável conversa. Estreou em 23/6/2003. Até 30/11/2014.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Claudio Botelho para peça de Gerome Ragni e James Rado. Lançado em 1967, o musical tornou-se um sucesso mundo afora. A trilha composta por Galt MacDermot, que traz 35 canções, como Aquarius e Good Morning Starshine, habita até hoje o imaginário do público. Remontada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, a ode à liberdade, lançada em 1968, mantém o encanto graças ao profissionalismo dos adaptadores e diretores. Em cena, surge uma tribo de hippies de Nova York, levando a vida no estilo sexo, drogas e rock and roll. A Guerra do Vietnã bate à porta de Claude (Hugo Bonemer), convocado para o conflito. Seus amigos, Berger (Fernando Rocha), a grávida Jeanie (Kiara Sasso) e a idealista Sheila (Carol Puntel), também desafiam universos particulares em nome do coletivo. Como conjunto, a enceencenação se engrandece. Os trinta atores formam um significativo grupo no qual todos cantam e dançam com técnica e afinação. Estreou em 13/01/2012. Até 29/04/2012.
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  • Expert na obra de Nelson Rodrigues, o diretor Marco Antonio Braz errou a mão na nova versão para a tragédia. Principalmente por não ter um elenco à altura, que reviva a intensidade da obra e realce a simplicidade da encenação. Na trama, o protagonista (papel de Cal Titanero) ajoelha-se diante de um atropelado e lhe beija a boca. Sua atitude vira manchete de jornal e desencadeia segredos que envolvem seu sogro, sua mulher e sua cunhada. Em performance provocativa, Marcos Breda, na pele do repórter Amado Ribeiro, é o único que se salva no elenco. Com Pedro Paulo Eva, Alvaro Gomes, Danielle Scavone e outros. Estreou em 5/9/2015. Até 27/9/2015.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Judith Thompson. Baseado em três histórias reais, o drama da autora canadense mete o dedo na ferida causada pelos conflitos bélicos entre o Iraque e os Estados Unidos nas últimas duas décadas. O título faz referência à câmara de tortura de Saddam Hussein (1937-2006) que funcionava no antigo Palácio Real, em Bagdá. Portanto, não espere um programa relaxante. Camila Morgado, Antonio Petrin e Vera Holtz interpretam monólogos sobre como três pessoas, de visões opostas, foram modificadas pela barbárie. Camila dá vida à oficial americana Lynndie England, que relembra as humilhações às quais submeteu seus prisioneiros. Responsável pelo personagem mais difícil, Petrin impressiona como o cientista inglês David Kelly. Ele mentiu ao dizer que não havia armas de destruição em massa no Iraque e amarga o remorso. Em um papel sob medida, Vera Holtz explora muito bem suas chances na pele da comunista Nehrjas Al Saffarh. Morta durante um bombardeio na Guerra do Golfo, ela leva o público às lágrimas ao relatar a tortura envolvendo seu filho. Estreou em 20/01/2012. Até 11/03/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO