Sem folia

Para fugir do samba no sábado (18): cinema

Quatro filmes para você sair do clima de Carnaval

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Star Wars: Episódio I — A Ameaça Fantasma
'Star Wars: Episódio I — A Ameaça Fantasma': ficção científica de 1999, estrelada por Ewan McGregor e Liam Neeson, retorna às telas em cópias 3D (Foto: Divulgação)

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  • Assim como a comédia francesa “O Artista”, esta aventura juvenil também faz uma bela homenagem ao cinema mudo. O longa-metragem, adaptado do livro homônimo de Brian Selznick, prima por um visual de época esplêndido. Depois de uma magnífica abertura sem diálogos, a história demora um pouco a chegar ao tema central. Na trama, Hugo Cabret (Asa Butterfield), um menino órfão, mora numa estação de trem na Paris da década de 30. Vivendo de furtos e dormindo no pavimento dos grandes relógios do local, sempre consegue escapar de um inspetor (Sacha Baron Cohen). Seu pai (Jude Law) deixou-lhe um caderninho com instruções para fazer um robô funcionar. Mas, ao ser capturado pelo velho Georges (Ben Kinsley), dono de uma loja de brinquedos, Hugo tem o objeto confiscado. Contando com a ajuda da sobrinha de Georges (papel de Chloë Grace Moretz), o protagonista embarca numa missão para desvendar alguns mistérios. Scorsese faz aflorar seu lado cinéfilo e, além de imagens dos filmes de Buster Keaton, Charles Chaplin, Harold Lloyd e até dos irmãos Lumière, precursores do cinema, o realizador traz à tona de forma tocante o fim da vida (ficcional) do diretor Georges Mèliés (1861-1938). Usar a técnica 3D em clássicos de Mèliés, como o ousadíssimo "Viagem à Lua" (1902), é algo tão genial que só poucos cineastas, como este inquieto realizador, poderiam imaginar e pôr em prática. Estreou em 17/02/2012.
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  • Na primeira cena do drama, o casal Simin (Leila Hatami) e Nader (Peyman Moadi) está de frente para um juiz. Ela precisa do divórcio para se mudar de país com Termeh (Sarina Farhadi), a filha adolescente. Como ele se recusa a assinar os papéis, o caso fica sem conclusão. Nader não quer sair do Irã e deixar seu pai, debilitado pela doença de Alzheimer. Na se quên cia seguinte, Simin faz as malas e volta a morar com sua família, e Nader contrata Razieh (Sareh Bayat) para cuidar do velho doente. Sem nenhuma experiência como enfermeira, Razieh tenta ajudar o marido desempregado (Shahab Hosseini) nas despesas. Um descuido dela vai desencadear uma série de segredos, mentiras e mal-entendidos. Vencedora do Globo de Ouro e do Oscar de melhor filme estrangeiro, a fita saiu do Festival de Berlim 2011 com o Urso de Ouro e o Urso de Prata para os quatro protagonistas (Leila, Sareh, Moadi e Hosseini). Todas as recompensas têm justificativa. O enredo, plural e realista, faz emergir um magnífico tratado das relações humanas. É como se, a cada reviravolta, o realizador exigisse da plateia uma posição sobre os variados assuntos. O tema da separação, enfim, torna-se um mero detonador de conflitos cada vez maiores e irresistivelmente fascinantes. Estreou em 20/01/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Sucesso de bilheteria na França, a comédia romântica revisita, com boa recriação de época e sem muita criatividade, o clima de conto de fada. Só assim mesmo para encarar uma história pouco crível ambientada na Paris de 1962. Após demitir uma velha empregada, o cotidiano do casal Jean-Louis (Fabrice Luchini) e Suzanne (Sandrine Kiberlain) vira de pernas para doméstica Maria (Natalia Verbeke), recém-chegada da Espanha. Ela e demais conterrâneas vivem nas “chambres de bonne”, como são chamados os quartinhos no sótão dos edifícios parisienses. É lá que o patrão vai descobrir um mundo à parte, com mulheres emotivas, cantantes e fervidas — enfim, o velho chichê da imagem da Espanha. Jean-Louis fica encantado e, não à toa, começa a observar Maria com outros olhos. A atriz Carmen Maura interpreta a tia de Maria. Estreou em 10/02/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Não contente em ter faturado quase 1 bilhão de dólares no mundo com este primeiro capítulo da cinessérie de ficção científica, o diretor George Lucas quer agora engordar ainda mais o cofrinho relançando os seis filmes da saga em cópias 3D. Prevaleceu a ordem cronológica da história, mas não o percurso da estreia das fitas — o primeiro a ser feito foi o quarto capítulo, “Guerra nas Estrelas”, de 1977. Lançado quase treze anos atrás, “A Ameaça Fantasma” foi saudado como novidade, sobretudo no quesito efeitos visuais. Hoje, seus truques digitais são genéricos, embora ainda convençam. O interesse de Lucas foi promover aqui a segunda revolução tecnológica e mostrar como nasceram alguns personagens emblemáticos. Assim, a história flagra o surgimento de Anakin Skywalker (Jake Lloyd), então com 10 anos de idade e vivendo como escravo ao lado da mãe. Ao conhecê-lo, os cavaleiros jedis Qui-Gon (Liam Neeson) e seu aprendiz Obi-Wan (Ewan McGregor) acreditam que, dotado de um poder extraordinário, o menino tem qualidades para ser um dos seus — só para recordar, o personagem vai se transformar no vilão Darth Vader. Como Lucas não é um bom diretor de atores, as atuações beiram a canastrice. E o 3D faz diferença? Os cenários e os personagens criados pelo computador ganharam uma boa profundidade, mas não superam a versão em Blu-ray, lançada em setembro de 2011 e que traz nitidez impressionante. Natalie Portman interpreta a rainha Amidala, do planeta Naboo. Estreou em 10/02/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO