Criminalidade

Vídeo mostra que funcionário do Sion reagiu antes de ser baleado

Eduardo Paiva havia acabado de sacar 3 mil reais e reagiu ao assalto

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

Funcionario Sion
Funcionário do Colégio Sion é morto perto da escola após sacar dinheiro (Foto: Reprodução)

O auxiliar Eduardo Paiva, de 39 anos, foi morto na manhã de segunda-feira (3), após reagir a um assalto a poucos metros do Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis, onde trabalhava. Vídeo de segurança liberado pela escola demonstra a ação criminosa.

Paiva havia acabado de sacar 3 mil reais para reformar sua casa quando foi abordado por um assaltante armado. O criminoso o fez ajoelhar na calçada e pegou o dinheiro. 

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Quando o criminoso fugia, indo em direção a uma moto que já o aguardava, o auxiliar segurou sua perna e foi atingido. A vítima foi levada para a Santa Casa, em Santa Cecília, mas não resistiu. 

De acordo com o Colégio Sion, o corpo foi liberado nesta manhã pelo Instituto Médico Legal. Paiva será enterrado em Vitória da Conquista, na Bahia.

Nesta terça-feira (04), as aulas do colégio aconteceram normalmente, mas os pais estavam com medo. "É muito chocante imaginar que uma pessoa morreu na mesma calçada que seu marido e seus filhos passam todos os dias", disse a empresária e mãe de dois alunos do Sion, Regina Bernadi. Ela mora na frente da escola e ficou indignada: "Não podemos ser uma sociedade que aceite que as pessoas morram como estão morrendo e que ninguém seja punido."

A polícia ainda não tem pistas sobre os autores do crime. Na cidade de São Paulo foram 54 latrocínios (roubo seguido de morte) nos primeiros quatro meses do ano, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Destes, 14 foram apenas no mês de abril. No Distrito Policial de Santa Cecília, região do caso de Eduardo Paiva, este foi o primeiro caso de 2013.

Os latrocínios vêm em uma escalada de aumento neste ano. Nos primeiros quatro meses de 2012, foram registrado 31 casos. Durante todo o ano, foram 101.

Outros casos

Nos últimos dois meses, casos de latrocínio tiveram grande repercussão na cidade e no estado de São Paulo. Em abril, o estudante Vitor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto depois de ter entregado o celular ao assaltante, na frente do prédio onde morava, no Tatuapé.

Pouco mais de um mês depois, o também estudante Bruno Pedroso Ribeiro, de 23 anos, foi baleado no pescoço próximo à PUC-SP, onde estuda, mas conseguiu sobreviver. Na mesma noite, o balconista Ediomario dos Reis Silva, 22, foi assassinado em Pinheiros, por latrões que levaram sua mochila e o celular.

No interior do estado, dois dentistas, Cinthya Magaly Moutinho de Souza e Alexandre Peçanha Gaddy, foram mortos queimados depois de tentativas de assalto.

No ano passado, um caso em Higienópolis gerou indignação dos moradores do bairro. A estudante Caroline Silva Lee, de 15 anos, foi morta depois de uma tentativa de assalto na Rua Sabará. Dias depois, cerca de 50 pessoas protestaram contra a violência.

Fonte: VEJA SÃO PAULO