CIDADE

“Fui mal interpretado é o tom nordestino de falar”, diz presidente do Simtetaxi após vídeo

Secretaria de Segurança Pública determinou a instauração de um inqúerito para apurar crime de incitação à violência praticada por Antonio Matias

Por: Adriana Farias - Atualizado em

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Antonio Matias, do Simtetaxi, representa motoristas não regularizados (Foto: Reprodução Facebook)

A Secretaria de Segurança Pública determinou neste sábado (30) a instauração de um inquérito policial para apurar eventual crime de incitação à violência praticada pelo presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores de Empresas de Táxi de São Paulo (Simtetaxi-SP), Antonio Raimundo Matias.

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Em um vídeo publicado no Facebook na quinta-feira (28), ele diz enfezado "chega de palhaçada, agora é cacete, prefeito".

Em entrevista à VEJA SÃO PAULO, o sindicalista disse que está aguardando ser intimado, mas que suas palavras não foram bem compreendidas ela Secretraria de Segurança Pública. “Irei com o maior prazer falar com o delegado”, diz. “Mas fui mal interpretado, foi só um modo de falar é a linguagem nordestina que dá esse tom, o que eu quis dizer é que a lei deve ser cumprida e o prefeito está indo na contramão”, afirmou ele que é natural do município de Bela Cruz, no Ceará. “Não quero que ninguem vá para rua espancar ninguém... existe provocação, mas a gente consegue administrar”, diz.  

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Matias fez a postagem do vídeo logo após Fernando Haddad afirmar que os taxistas "vão desaparecer" por causa da "concorrência predatória" com o Uber, que ainda não é legalizado na cidade. Afirmou também que é difícil fiscalizar e punir o aplicativo porque sua tecnologia de arregimentar motoristas e conectá-los aos passageiros se mostra toda virtual.

O presidente do Simtetaxi representa taxistas que não possuem alvará e pagam mensalidade a empresas para poderem trabalhar.

INVESTIGAÇÃO

A Secretaria da Segurança Pública também informou que as pessoas que participaram das agressões à motoristas de veículos pretos e depredações na última quinta-feira (28), quando ocorria o baile de Carnaval da revista "Vogue", no hotel Unique, nos Jardins, estão sendo identificadas pelas fotografias que registraram a ocorrência e serão chamadas para depor no 15º Distrito Policial (Itaim Bibi).

Fonte: VEJA SÃO PAULO