Exposições

Frequentadores se emocionam com 'Mestres do Renascimento'

Irmãs da Paraíba deixaram uma festa da família para ver as obras de grandes pintores italianos. Mostra fica em cartaz no CCBB até o dia 23 e já recebeu mais de 289 000 visitantes

Por: Bruna Ribeiro - Atualizado em

Público - Mestres do Renascimento
Marluce, Mariluce e Marivânia: irmãs da Paraíba enfretaram três horas de fila na frente do CCBB (Foto: Bruna Ribeiro)

As irmãs Marluce, 59 anos, e Marivânia Costa e Santos, 45 anos, vieram de João Pessoa, na Paraíba, para a festa de casamento de um primo que mora em São Paulo. No domingo, o último dia 8, trocaram o churrasco da família para enfrentar uma fila de três horas na porta do Centro Cultural do Banco do Brasil e conferir a exposição Mestres do Renascimento: Obras-Primas ItalianasEncerrada no último domingo (29), a mostra ocupou o CCBB desde 17 de julho e atraiu 317 mil visitantes em cerca de dois meses e meio. No ano passado, a exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade levou 325 mil visitantes ao mesmo espaço.

"A visita já estava na nossa agenda. Vimos algumas obras em Florença, na Itália, e sabemos que essa é uma oportunidade ímpar de vê-las novamente", disseram, acompanhadas da irmã Mariluce, 56 anos, que vive na capital. O esforço e a emoção de ver de perto as 57 telas de um dos movimentos artísticos mais influentes da história são compartilhados por muitos outros frequentadores.

Público - Mestres do Renascimento
Na frente da esquerda para a direita, a artista plástica Violeta e a tradutora Irene: café depois da exposição, com os amigos Ana Xavier, 62 anos, e Danilo Bacic, 22 anos (Foto: Bruna Ribeiro)

Impressionados pela beleza e a raridade das pinturas, eles as observam atentamente. A artista plástica Violeta Morete, 60 anos, por exemplo, aproximava-se e afastava-se lentamente da Maddalena, de Ticiano:  "O pintor conseguiu fazer lágrimas dentro do olho dela. É incrível", afirmou com os olhos também marejados.

A tradutora Irene Gamboa, 54 anos, reconheceu a importância de exposições de obras históricas no Brasil. "Eu já vi algumas telas na Itália e acho que a curadoria poderia ter trazido mais. Do Leonardo da Vinci, por exemplo, há apenas uma", comentou. "Mas de qualquer forma é um começo."

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Quem ainda não passou pela exposição, a boa notícia é que está agendada a terceira e última Virada Renascentista, para os dias 21 e 22. Durante o evento, o CCBB fica aberto na madrugada de sábado para domingo. Apenas fique atento às longas filas. A organização recomenda o início da noite, a partir das 19h, como o melhor horário. Pela manhã, na abertura, e no horário do almoço, o fluxo é maior.

Fonte: VEJA SÃO PAULO