Negócios

Forever 21 vira o novo fenômeno do comércio

Em busca de moda acessível, mais de 18 000 pessoas passam pelas seis lojas da rede americana na capital por dia; primeiro outlet do país será inaugurado em junho

Por: Sophia Braun [Colaboraram Alessandra Freitas e Mariana Rosário]

Forever 21 - Shopping Anália Franco
Clientes na unidade do Shopping Anália Franco, inaugurada no sábado (23): espera desde a madrugada (Foto: Renê Martins)

A fila começou a se formar antes das 6 horas. Para abrandar a longa espera, havia água e cachorro-quente. Quando as portas se abriram, quatro horas depois, cerca de 1 500 pessoas, em sua maioria adolescentes histéricas, aguardavam ansiosamente do lado de fora. A cena poderia retratar o show da boy band do momento, mas foi observada na inauguração da primeira filial brasileira da rede de moda americana Forever 21, no MorumbiShopping, na Zona Sul, em março do ano passado.

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Comoção semelhante marcou o lançamento das outras catorze unidades da empresa no país, das quais seis estão na capital. No último sábado (23), aproximadamente 7 500 pessoas se espremeram nos corredores do Shopping Anália Franco, na Zona Leste, no dia de estreia da loja mais recente. Um grupo de cinco amigos de Diadema chegou a acampar no estacionamento do centro comercial durante a madrugada, na esperança de ganhar o brinde prometido aos 200 primeiros clientes: uma caneca de vidro com o logotipo da marca.  

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Por trás do frenesi da forevermania estão roupas e acessórios descolados vendidos a preços sedutores. Quando a grife desembarcou por aqui, eram raras as peças acima de 100 reais. A dobradinha surpreendeu os paulistanos, acostumados a pagar caro para estar na moda, principalmente quando se trata de produtos importados. Resultado: as prateleiras do espaço de 1 170 metros quadrados dentro do MorumbiShopping se esvaziaram rapidamente e o estoque previsto para durar três meses se esgotou nas primeiras semanas.

Ainda que tenha havido reajustes desde então, principalmente em resposta à oscilação do câmbio e ao aumento de custos com a operação, o negócio continua bem competitivo. Mesmo com a moeda americana nas alturas — mais de 3 reais na cotação da semana passada —, muitas vezes os valores chegam a se equiparar aos praticados nos Estados Unidos (exemplos na galeria de fotos abaixo). Pechinchas como calças jeans femininas a 49,90 reais e camisetas a 19,90 reais posicionam a Forever 21 na competição direta com as redes populares C&A, Renner e Riachuelo.  

Forever 21 - Joana Benevides
A designer Joana Benevides: mais de cinquenta peças da marca no guarda-roupa (Foto: Fernando Moraes)

Frequentadora das unidades no Shopping Eldorado e no MorumbiShopping, a designer Joana Benevides, de 22 anos, é uma das paulistanas que se tornaram fãs de carteirinha no último ano. “Uma vez enfrentei uma hora de fila no provador e mais outra hora para pagar no caixa, mas valeu a pena”, diz. Ela contabiliza mais de cinquenta itens da marca no guarda-roupa. Algumas de suas compras recentes incluem uma calça jeans por 105 reais, um casaco básico por 39 reais e uma blusa por 69 reais.

Uma característica da rede é a faixa etária dos vendedores, geralmente abaixo dos 25 anos, o que estreita a relação com o público-alvo. “Todas as lojas tocam música pop e os principais hits das rádios, com a intenção de criar um clima divertido para os clientes”, afirma o diretor de operações do grupo no país, André Piedade. Os funcionários ganham, em média, dois salários mínimos por mês.  

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São raros os negócios que conseguem surfar bem no mar turbulento da atual crise econômica. Na gastronomia, destaca- se no momento na metrópole o Eataly, misto de empório de produtos finos e rede de restaurantes (clique para ler mais). No vestuário, os holofotes estão sobre a Forever 21. Enquanto o setor de varejo de moda deverá recuar 0,1% em volume de vendas em 2015, de acordo com o Iemi — Inteligência de Mercado, a marca tem perspectivas bem melhores.

A companhia não divulga números, mas analistas estimam que cada loja atraia 3 000 pessoas por dia, até 50% a mais que concorrentes. A cada visita, os clientes desembolsam cerca de 150 reais, valor 20% maior que nos Estados Unidos. “O faturamento de uma unidade da Forever 21 gira em torno de 3 000 reais por metro quadrado”, calcula o diretor da consultoria GS&MD, Jean Paul Rebetez. Isso significa 6 milhões de reais por mês na filial recém-inaugurada no Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas, a maior do país, com 1 900 metros quadrados. Na média, as demais movimentam 4 milhões de reais, quatro vezes mais que algumas rivais, como a Riachuelo.  

Quanto custam, em reais,os mesmos produtos vendidosnos Estados Unidos e no Brasil*

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  • Todas as imagens da galeria:

* Valores calculados com base no dólarturismo (3,24 reais) e no impostode venda compatível com o praticadono Estado da Califórnia (8,44%)

Nas gôndolas, o grande barato da companhia é traduzir em peças acessíveis as principais tendências das passarelas, ditadas por grifes como Chanel e Dolce & Gabbana. Por traduzir, leia-se copiar. As duas coleções convencionais (primavera/ verão e outono/inverno) dão lugar a incontáveis linhas. Mercadorias chegam de navio ao Brasil toda semana e há novidades diárias nas araras. Gostou de um vestido, mas deixou para comprá-lo em outra ocasião? É possível que ele não esteja mais por lá na próxima visita.

Daí o nome fast-fashion (“moda rápida”). Criada em 1984, em Los Angeles, a empresa possui mais de 700 lojas em 47 países. Apesar da atuação global, não tem capital aberto em bolsa de valores. Toda a operação está concentrada nas mãos do casal de imigrantes sul-coreanos Jin Sook e Do Won Chang. Eles ocupam a 248ª posição na lista de bilionários da revista Forbes, com fortuna de 5,9 bilhões de dólares.  

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No Brasil, os investimentos vão continuar. Um centro de distribuição começará a funcionar nesta segunda (1º) nas imediações da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste. A expectativa é fechar o ano com 28 lojas e chegar a quarenta em 2016. “A aceitação do público foi tremenda”, diz o diretor executivo da rede no país, Edson Pera. Em São Paulo, devem ser inauguradas até dezembro filiais na Avenida Paulista, no Shopping Tamboré e em Sorocaba, além da primeira ponta de estoque, no Outlet Premium, em Itupeva, em junho.  

Enquanto a Forever 21 vai operar sete endereços na capital em menos de dois anos, o gigante espanhol Zara, uma das redes precursoras da fast-fashion, levou quinze anos para abrir dez filiais na cidade. Isso pode ser explicado pelo modelo de atuação adotado pelos europeus no Brasil desde sua chegada, em 1999: enquanto no exterior seus looks cabem em quase todos os bolsos, o foco por aqui foi um público mais seleto. Uma calça jeans básica não sai por menos de 119 reais, e o gasto médio por cliente é de 200 reais.

Forever 21 - fundador Do Won Chang
O fundador Do Won Chang,com a flha Linda, gerente de marketing: na lista da Forbes (Foto: Jamie McCarthy/ Getty Images)

Outra marca internacional badalada e com apelo acessível lá fora, a Gap enveredou pelo mesmo caminho e instalou-se em shoppings luxuosos, a exemplo do JK Iguatemi, onde cobra preços salgados (uma camiseta de algodão pode custar até 89,90 reais). “Por causa dos impostos brasileiros, os produtos importados acabam direcionados a quem tem maior poder aquisitivo”, afirma Welber Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge.

Como, então, a Forever 21 pratica valores mais atrativos? A fórmula envolve baixo custo de confecção (encomendada de oficinas na Ásia) e estrutura enxuta, com investimento pequeno em marketing. Por outro lado, a companhia coleciona processos por copiar peças de designers famosos, entre eles Diane von Furstenberg, e foi acusada fora do Brasil de violação das leis trabalhistas.  

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Sua chegada e a de outras estrangeiras desse setor sacudiram o varejo brasileiro. Fundada em 1947 com apelo popular, a Riachuelo passou a vender peças mais badaladas, mantendo o preço baixo. Até 2012, concentrava-se em shoppings em Aricanduva e na Vila Prudente. De dois anos para cá, chegou ao Vila Olímpia, ao Eldorado, à Avenida Paulista e à Rua Oscar Freire.

Nessa última teve uma ótima abertura, no fim de 2013, esgotando o estoque três vezes em um mês. “O normal é durar três meses”, diz a diretora de marketing, Marcella Kanner. A média de faturamento por filial é de 1 milhão de reais por mês, um quarto do que entra hoje no caixa de uma loja do fenômeno Forever 21 no mesmo período.

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  • Franceses

    Bistrot Bagatelle

    Rua Padre João Manuel, 950, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5870 ou (11) 3062 5048

    VejaSP
    41 avaliações

    À primeira vista, parece uma balada — e, de fato, é. Os brunchs nos domingos com DJs são concorridos (é preciso reservar mesa), e a maior parte do público vai a fim de dançar e beber. Como manda a tradição da matriz, em Nova York, porém, a cozinha do chef Gustavo Young agrada da entrada de coxinhas de galeto e shiitake (R$ 34,00) aos pratos principais clássicos, como o filé alto ao molho bernaise servido no ponto certo com espinafre e batata frita sequinha de acompanhamento (R$ 62,00). Para turbinar as energias para a festança pós-jantar, vá de tarte tatin (R$ 18,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Picchi

    Rua Oscar Freire, 533, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3065 5560

    VejaSP
    1 avaliação

    Não faltam pratos caros e refinados no cardápio do Picchi, um dos melhores representantes da culinária italiana na cidade. O grelhado do pescador, que traz delícias como um camarão grande, custa R$ 105,00. Dá para provar uma saborosa amostra dessa receita no caprichado menu executivo (R$ 53,00), diferente a cada dia. Às sextas, o chef Pier Paolo Picchi prepara, de tempos em tempos, um risoto de frutos do mar. Em meio ao arroz, cozido com perfeição, há lula, polvo, mexilhão e peixe do dia. Ligue antes para conferir se a opção está disponível.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Goya

    Rua Wisard, 88, Vila Madalena

    1 avaliação
  • Padarias

    Le Pain Quotidien - Vila Madalena

    Rua Wisard, 138, Vila Madalena

    Tel: (11) 3031 6977

    VejaSP
    21 avaliações

    São quatro os endereços da rede belga na cidade. Em todos, os balcões acomodam pães robustos, feitos de farinha orgânica. Mas quem não quer, por exemplo, levar para casa uma unidade inteira da versão de centeio (R$ 27,90) pode pedir metade (R$ 14,20) ou um quarto (R$ 7,10). Outra possibilidade é a baguete (R$ 9,70), igualmente boa. Para se sentar e tomar um lanche, as escolhas são muitas, e vão desde sugestões típicas de café da manhã como ovos mexidos com presunto e queijo (R$ 21,50) até uma tartine de salmão defumado, abacate, cebolinha e dill (R$ 38,90).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • O público é convidado a entrar no clima da peça logo na entrada, com a venda de pipoca e um balcão de entrega de ingressos similar à bilheteria de um cinema antigo. Na sala, todos dão de cara com um telão e uma camareira que vai limpando as pipocas caídas no chão. Com direção musical de Natalia Mallo (também no elenco) e direção cênica de Marcelo Romagnoli, o espetáculo Filminho usa o universo das telas para contar a história de um ator que deseja sair do roteiro do longa em que trabalha. A partir daí, os clichês utilizados nas produções cinematográficas ganham vida, com direito a referências a trabalhos como Titanic e Aconteceu em Havana, no qual a protagonista aparece vestida de Carmen Miranda cantando Rebola, Bola. Mesmo que divertido, o enredo mostra-se fraco e não se sustenta. O acerto fica por conta das performances musicais afinadíssimas da banda composta por seis atores-músicos. Executadas ao vivo, as canções Somente o Necessário, da animação Mogli, Hakuna Matata, de O Rei Leão, e As Coisas Gostosas, de A Noviça Rebelde, são acompanhadas pelas vozes da plateia. Trata-se de um programa certeiro para divertir não só as crianças. Com Mariá Portugal, Maria Beraldo Bastos, Paula Mirhan, Ramiro Murilo e Rui Barossi. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 1º/5/2015. Até 31/7/2016.
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  • O clube The Week concentrará as quatro noites do Eterna Festival, maratona de festanças eletrônicas que comemora a Parada Gay, programada para domingo (29/05) na Avenida Paulista. Em sua oitava edição, o evento reúne DJs internacionais e homens sem camisa. O projeto Safado Hot abre a pista na quinta (26/05), com Aron e a cantora Beth Sacks. A balada seguinte é a Circuit Pre Party, com MIcky Friedmann e Isaac Escalante nos pickups. No sábado (28/05), o destaque fica a cargo da Marathon, com Ralphi Rosario. Para encerrar a Papa Tour invade o domingo. Dias 26 a 29 de maio. As entradas custam entre 25 reais e 50 reais.
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  • O mundo fantástico das fábulas de La Fontaine ganha um tom de pesadelo nos traços distorcidos de Marc Chagall. O conjunto, fascinante e misterioso, pode ser visto na exposição em cartaz no Centro Cultural Correios. A convite do marchand francês Ambroise Vollard, o pintor russo ilustrou, no fim da década de 20, as histórias carregadas de lições de moral do clássico poeta francês. Mais do que reproduzir o conteúdo, Chagall (1887-1985) deu nova interpretação a contos como Os Dois Burros, A Cigarra e a Formiga e A Raposa e as Uvas, que tratam, entre outros temas, de esperteza, paixões, honestidade e riqueza. Cerca de 100 gravuras em metal integram a mostra Marc Chagall, Fábulas de La Fontaine. Nota-se um tom mais sarcástico do artista ao desenhar os animais e personagens das alegorias em ambientes cheios de sombra, o que pode ser explicado pelo contexto desolador em que as obras foram produzidas, no intervalo entre as guerras mundiais. Além das peças, o visitante pode ouvir algumas narrativas em áudio criadas pelo músico Luciano Oze, que converteu os escritos de La Fontaine em letras de blues e rock, numa adaptação moderna e inusitada. Atraente para os adultos, a montagem poderia satisfazer melhor as crianças, explorando de forma mais alegre o conteúdo infantil das mensagens. Até 28/6/2015.
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  • Escrito pelo espanhol Juan Mayorga, o drama A Língua em Pedaços trata de religiosidade e incompreensão por intermédio de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582). A ação, ambientada no século XVI, ecoa de forma atual quinhentos anos depois por ter ali reforçado o caráter de intolerância e incapacidade de aceitar filosofias diferentes. Dirigida por Elias Andreato, a montagem traz um fictício embate entre a religiosa (vivida pela atriz Ana Cecília Costa) e um inquisidor (papel de João Carlos Andreazza, que substitui Marco Antônio Pâmio). Acusações não faltam em torno da figura de Teresa. Ela tem o hábito de ler bastante, inclusive obras proibidas, defende a renúncia material e suspeita-se de sua aproximação com o pecado da carne. Agora, a moça abriu um monastério para praticar as próprias ideias. O carrasco tenta o tempo inteiro vencê-la pelo cansaço, colocando em dúvida qualquer uma de suas convicções. Enérgica, a mulher não se entrega. A sensibilidade de Pâmio acrescenta ao personagem o direito de ele mesmo se render à dúvida, enquanto Ana Cecília demonstra firmeza, desde a modulação da voz até os olhares, para intimar o interlocutor, quando necessário, e também, de certa forma, seduzi-lo. Estreou em 9/5/2015. Até 12/12/2015.
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  • O dramaturgo romeno Eugène Ionesco (1909-1994) é habitualmente descrito como o “pai do teatro do absurdo”. Como justificativa, vem logo a forma pouco realista com que ele retratou as contradições do homem. Uma chance de se aprofundar na obra do autor se dá com a visita dos franceses da companhia do Théâtre de la Ville, de Paris, que trazem ao Sesc Pinheiros os espetáculos O Rinoceronte e Ionesco Suíte, dirigidos por Emmanuel Demarcy-Mota. Escrita em 1959, a primeira peça (105 minutos, 12 anos) busca inspiração em Franz Kafka e na invasão fascista da Europa para mostrar um vilarejo em que os habitantes se transmutam no animal do título. O ator Serge Maggiani lidera o elenco da montagem, que ocupa o Teatro Paulo Autran na sexta (5/6/2015) e no sábado (6/6), às 21h, e no domingo (7/6), às 19h, com ingressos a R$ 60,00. Já Ionesco Suíte (70 minutos , 12 anos) é uma colagem baseada em clássicos como A Cantora Careca e A Lição e será encenada no 2º andar do Sesc, no sábado (6/6), às 18h, e domingo (7/6), às 16h. A entrada custa R$ 40,00.
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  • Uma das mais importantes plataformas de divulgação da produção audiovisual brasileira e internacional na cidade, o Music Video Festival (o m-v-f), evento promovido anualmente pelo Museu da Imagem e do Som, chega à terceira edição. A programação deste ano é um prato cheio para os apaixonados por videoclipes. Ao longo de dois dias, o MIS recebe debates relacionados ao tema, instalações, pocket shows e a premiação dos melhores vídeos selecionados para o festival. Entre as apresentações, vale ver, no sábado (6), o paraense Jaloo (16h), músico que une graves eletrônicos ao tecnobrega, o indie pop da carioca Barbara Ohana, sobrinha da atriz Cláudia Ohana (17h30), e o rapper sensação Rico Dalasam (19h). Thiago Pethit, que lançou no ano passado o terceiro disco de estúdio, Rock‘n’Roll Sugar Darling, é o último a subir ao palco no domingo (7), às 20h30. No fm de semana fcam expostos no espaço uma instalação interativa do clipe de Stonemilker, de Björk, que fez parte da mostra sobre a islandesa que passou neste ano pelo MoMA, em Nova York, e outra com o processo de criação de três vídeos lançados recentemente pela cantora australiana Sia: Chandelier, Elastic Heart e Big Girls Cry. Dias 6 e 7/6/2015.
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  • Originada no sul da França no século XIX, a L’Orchestre de Pau Pays de Béarn foi recriada em 1985. Michel Maunas a dirigiu durante os anos 90, período no qual a formação se chamava apenas L’Orchestre de Pau. Em 2002, o grupo foi assumido por Fayçal Karoui. O maestro, que já trabalhou na orquestra do New York City Ballet, deu novo fôlego ao conjunto e está à frente dele até hoje. Os setenta músicos vêm à cidade pela primeira vez, na temporada do Mozarteum Brasileiro. Serão duas apresentações. Na primeira, eles exibem Abertura de As Bodas de Fígaro, de Mozart, Concerto para Violino em Ré Maior Op. 35, de Tchaikovsky, e Sinfonia Nº 1 em Dó Maior, de Bizet. Sheherazade, Suíte Sinfônica Op. 35, de Rimsky-Korsakov, substitui a peça de Bizet na segunda noite. A francesa Saténik Khourdoian atua como solista. Dias 2 e 3/6/2015.
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  • Roland Emmerich é hoje o maior especialista em filme-catástrofe, um gênero que teve seu auge na década de 70 com os já “clássicos” Terremoto, Aeroporto 75 e Inferno na Torre. Da mente de Emmerich, saíram de Independence Day a Godzilla, de O Dia Depois de Amanhã a 2012. Um diretor tão afiado no assunto faz falta em Terremoto — A Falha de San Andreas, comandado por Brad Peyton, responsável pelas fitas infantis Como Cães e Gatos 2 e Viagem 2: a Ilha Misteriosa. O roteiro segue o protocolo para apresentar personagens esquemáticos. Chefe do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Ray (Dwayne Johnson) está se divorciando da mulher (Carla Gugino), que vai se casar com um arquiteto milionário (Ioan Gruffudd). O casal perdeu uma filha e, por isso, zela por cada segundo da vida da outra, a adolescente Blake (Alexandra Daddario). Um terremoto vai reaproximar Ray de sua ex quando, após os tremores, a garota fica sob os escombros de um prédio em São Francisco. Além dessa família, há, entre os tipos importantes, dois irmãos ingleses, um sismólogo e uma repórter. São poucas pessoas para muitos desastres movidos a efeitos visuais, alguns deles arrebatadores. O cinema digital domina o espetáculo e raras cenas são feitas na raça. Se o tsunami engolindo a Golden Gate impressiona, pouco se vê a população em desespero. Trata-se, enfim, de um programa para encher os olhos, mas, frio como as emoções de um computador, não consegue empolgar. Estreou em 28/5/2015.
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  • Qiu (Yang Yingqiu) tem 12 anos e mora com o pequeno irmão e os avós nas montanhas de um vilarejo no sul da China. Quando sua avó morre, os pais de Qiu, que trabalham na construção civil de uma metrópole, regressam à terra natal. Agora, sem muito dinheiro para sustentar a família, o casal precisa contar com o bom tempo para obter uma farta colheita de arroz. Elenco de não profissionais e enquadramentos quadradões (com cara de telenovela antiga) enfraquecem o drama A Menina dos Campos de Arroz. O registro naturalista, contudo, capta as deslumbrantes paisagens do campo chinês, além de sua jovem protagonista combinar doçura e inocência genuínas. Estreou em 28/5/2015.
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  • Em 1936, Durvinha e Moreno se juntaram ao bando de Lampião. Dois anos depois, com a morte do líder e dos principais integrantes, o casal fugiu, a pé, de Pernambuco até Minas Gerais. Antonio Ignácio da Silva e Durvalina Gomes de Sá constituíram família e mantiveram o segredo por décadas. A história deles veio à tona na imprensa em 2006. No mesmo período, o diretor Wolney Oliveira começou a fazer as entrevistas e a registrar o passado da dupla para o documentário Os Últimos Cangaceiros. Além d voltar às origens e reencontrar velhos amigos, eles rememoram os crimes cometidos e a intensa perseguição policial. O realizador, sustentado em boa pesquisa e farto material de época, compõe um painel do cangaço por meio das palavras e dos olhos lacrimejantes de quem estava lá. Estreou em 28/5/2015.
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  • Na Riviera Francesa de 1976, a jovem Agnes Le Roux (Adèle Haenel, de Amor à Primeira Briga) vai morar com a mãe, Renée (Catherine Deneuve), poderosa dona de um cassino. Arredia, a jovem resiste às cantadas do advogado Maurice Agnelet (Guillaume Canet), braço-direito de Renée. O sujeito, além da boa estampa, tem uma lábia invejável. Casado e pai, ele conquista Agnes e, manipulador, tenta convencê-la a brigar por seus direitos nos negócios da mãe. Pelo título, O Homem que Elas Amavam Demais indica algo romântico. Que nada! Inspirado em fatos reais, trata-se de um drama policial cujo desfecho surpreende. Até lá, contudo, a trama patina a passos lentos sem encontrar um ponto de interesse para fisgar a plateia. Estreou em 28/5/2015.
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  • Durante a I Guerra, soldados britânicos, franceses, australianos e neozelandeses desembarcaram em Galípoli para conquistar o estreito de Dardanelos. Os turcos venceram a batalha e, portanto, a missão fracassou para os aliados. Em sua estreia na direção de um longa-metragem, o astro Russell Crowe quis rememorar um importante fato histórico mas, para isso, não economizou nos lances novelescos. A trama de Promessas de Guerra envolve Connor (papel do próprio diretor). Esse viúvo sai da Austrália em busca de seus três filhos, que se alistaram para o combate na Turquia. Em Istambul, o forasteiro encontra hospitalidade na pensão da bela Ayshe (Olga Kurylenko) cujo marido está desaparecido. Embora Crowe tenha faro para compor um painel estético à altura do registro de época, o roteiro não colabora. São muitos acontecimentos, dramas e aventuras comprimidas em quase duas horas em resultado pouco convincente ou verdadeiro. Estreou em 28/5/2015.
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  • Adam Sandler tenta fazer uma mudança radical em seus personagens, como no recente Homens, Mulheres & Filhos, mas as histórias de seus filmes quase sempre se repetem. Humor e magia se misturam em Trocando os Pés, uma trama de boa arrancada, que perde o fôlego ao ser atropelada por situações sentimentais. Na pele de Max, Sandler faz de novo o tipo solitário, zeloso com a mãe judia e à procura da cara- metade aos 40 e lá vai fumaça. Herdeiro de uma velha sapataria em Nova York, o cara descobre um poder até então desconhecido. Ao calçar o par de sapatos de um cliente, ele se transforma no próprio. Isso traz diversão à primeira vista. Porém, ao usar os de um bandido (Cliff Smith), Max decide se meter numa investigação. Embora escorregadio na graça, o filme tem alguns risos garantidos e a bem-vinda participação de Dustin Hoffman. Estreou em 28/5/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO