Estilo

Fones enormes ressurgem em versões coloridas e assinadas por famosos

Além de bonitos e descolados, esses equipamentos cumprem muito bem sua função básica

Por: Isabella Villalba - Atualizado em

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Quando o estudante Matheus Saad anda pela Avenida Paulista ouvindo Gossip, The Killers e outras bandas no último volume, ninguém em volta tem do que se queixar. De berrante, o fone de ouvido que comprou há três meses só tem a cor e o tamanho: é todo verde e grande o suficiente para cobrir suas orelhas. Mas o som não vaza para quem está no entorno, assim como o ruído externo praticamente não passa pelo acessório. “O desenho dele tem tudo a ver com o meu estilo”, afirma Saad.

Popularizada por DJs americanos, essa nova geração de aparelhos, com alta tecnologia e design de inspirações setentistas, ganha cada vez mais espaço nas ruas da cidade. As cores vão do laranja fluorescente ao verde pistache e os acabamentos incluem estampa xadrez e cravejamento de cristais Swarovski. Com design caprichado, certas peças acabaram nas passarelas. No desfile da Triton da última edição da São Paulo Fashion Week, em junho, foram usadas como acessório de moda.

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Além de bonitos e descolados, esses equipamentos cumprem muito bem sua função básica. Depois de muitos anos em que a indústria se preocupou em reduzir seu tamanho em nome da praticidade, voltaram a crescer para garantir melhor qualidade sonora aos ouvintes. “Eles reproduzem com mais precisão os graves e os agudos”, afirma Patrícia Duarte, especialista em áudio. Os fabricantes cobram preços à altura dessas vantagens. Enquanto um fone de ouvido comum custa na casa de 30 reais, os acessórios da nova geração saem por 200 reais, em média. Mas há outros que passam da casa dos 1.000 reais. É o caso do assinado pelo rapper Dr. Dre (1.599 reais, no site da Apple Store Brasil).

Famosos como o cantor teen canadense Justin Bieber embarcaram nesse mercado e lançaram fones com sua assinatura. Entre as celebridades brasileiras, por enquanto, a participação nessa moda tem se restringido ao papel de usuário. Jogadores da seleção de Mano Menezes, como Neymar e André Santos, estão entre os adeptos. Na Copa América, eram sempre vistos circulando com as engenhocas. Na prática, elas serviram como boas aliadas para evitar que ouvissem perguntas dos jornalistas a respeito do desempenho pífio do escrete na competição. Tem horas em que se isolar do som ambiente realmente não tem preço.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO