Cinema

Fique de olho nos jovens atores de cinco filmes

Confira os longas com novos talentos que prometem brilhar

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Saskia Rosendahl em 'Lore'
Saskia Rosendhal em 'Lore' (Foto: Divulgação)

Tye Sheridan, a francesa Soko, Greta Gerwig, Saskia Rosendahl e David Oyelowo são atores que começam a despontar no cinema mundial. Fique de olho neles.

  • Matthew McConaughey vinha se especializando como um ator de tolas comédias românticas. Desde o ano passado, porém, tem surpreendido em papéis marcantes. Aos reveladores desempenhos em Magic Mike, Killer Joe e Obsessão soma-se seu personagem nesse intenso drama do diretor de O Abrigo. McConaughey interpreta o Mud do título original, um assassino refugiado numa ilha no Rio Mississippi que espera rever sua namorada (Reese Whiterspoon), vigiada por policiais na cidade mais próxima de lá. Quem encontra o criminoso são os amigos Ellis (Tye Sheridan) e Neckbone (Jacob Lofland). Garotos caipiras do Arkansas, eles, a princípio, repudiam a aparência suja e o jeito ameaçador de Mud. Mas a dupla se afeiçoa ao novo amigo, sobretudo pela capacidade de Mud para seduzir os meninos com suas histórias aventurescas. Com um sufocante ritmo de thriller que deixa o espectador apreensivo quanto ao caráter duvidoso de seu protagonista, o diretor Jeff Nichols acerta no tom da trama, que flutua entre a ingenuidade da pré-adolescência e a violência do mundo adulto. Estreou em 1º/11/2013.
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  • Em 1885, a jovem Augustine (a talentosa atriz Soko), de 19 anos, servia seus ricos patrões quando teve uma constrangedora convulsão que a deixou com o olho esquerdo paralisado. Levada por uma prima ao hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, a moça passa a ser analisada pelo experiente neurologista Jean-Martin Charcot (Vincent Lindon). Augustine, que nunca menstruou e é virgem, vira cobaia do doutor em seus estudos sobre a histeria. Inspirado num trecho da vida de Charcot (1825-1893), o drama de estreia da diretora e roteirista francesa Alice Winocour tem classe e foge do esquema didático para focar a delicada relação de poder instalada entre médico e paciente. Estreou em 28/6/2013.
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  • Depois de A Lula e a Baleia (2005), o diretor Noah Baumbach não acertou mais a mão. Mas ressurge agora com uma adorável comédia dramática filmada em preto e branco. Frances, interpretada pela graciosa Greta Gerwig, tem 27 anos e estuda numa companhia de balé na esperança de ser uma profissional. Trata-se, enfim, de uma sonhadora sem grana cuja amizade por Sophie (Mickey Sumner) é aparentemente inabalável. Um dia a amiga avisa: vai sair do Brooklyn, onde elas dividem um apartamento, e se mudar para Manhattan. Frances, porém, consegue um canto na casa de dois amigos. Também roteirista, Baumbach segue a protagonista por um caminho de erros escorado no humor e na melancolia, encontrados nas esquinas de uma Nova York ora solidária, ora solitária. Por seus papos verborrágicos, Frances parece saída de um filme de Woody Allen. A homenagem à nouvelle vague marca presença sobretudo na insólita passagem da personagem por Paris. Estreou em 23/8/2013. Atrás das câmeras: o diretor Noah Baumbach e a atriz Greta Gerwig namoram desde 2011. Pai famoso: a atriz Mickey Sumner é flha do cantor Sting.
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  • A jovem Lore (Saskia Rosendahl) mora com os pais e os quatro irmãos. Quando a trama começa, ela é surpreendida pela mudança que a família terá de fazer. A Alemanha foi tomada pelos aliados ao término da II Guerra e seu pai, um oficial nazista, decidiu refugiar-se na Floresta Negra. Dias depois, o casal cumprirá um trágico destino. Aconselhada pela mãe, Lore parte para a casa da avó, muito longe dali. Sem que possam ir de trem e escondendo dos soldados a identidade germânica, Lore e os irmãos mais novos vão trilhar a pé um caminho repleto de perigos e amargas descobertas. Realizado com pulso firme pela diretora Cate Shortland, o drama traz uma visão original sobre a reação dos alemães após a morte de Hitler. Com a dor e o horror nos olhos, a doce Lore se transforma em uma mulher tão devastada quanto seu país. Estreou em 1º/11/2013.
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  • Embora elogiado nos Estados Unidos e forte candidato ao Oscar, o quarto longa-metragem do diretor Lee Daniels (de Preciosa) tem momentos risíveis. A trama, inspirada em personagem verídico, tenta dar conta de registrar mais de setenta anos da história americana por meio da vida de Cecil Gaines (o competente Forest Whitaker). Quando criança, ele viu o pai ser assassinado, foi criado pela dona de uma fazenda e, mocinho, saiu de lá para se virar sozinho. Chegou à Casa Branca em 1952 e serviu a oito presidentes, entre eles Eisenhower (Robin Williams) e Kennedy (James Marsden). Teve dois filhos. Enquanto o primogênito virou um ativista dos direitos dos negros, o caçula foi lutar na Guerra do Vietnã. Isso é só um resumo dos dramalhões do roteiro. Trazer à tona como a população negra foi (mal) tratada durante décadas é louvável. O melhor formato para construir personagens e deixar a narrativa fluir seria uma minissérie. Em pouco mais de duas horas, O Mordomo deixa a sensação de uma novela picotada. Estreou em 1º/11/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO