Educação

Fim da reorganização atrasará início do ano letivo

Volta às aulas na rede estadual deverá acontecer apenas em 15 de fevereiro. Calendário oficial ainda não foi divulgado

Por: Daniel Bergamasco - Atualizado em

Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto
Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, a maior de São Paulo, desocupada nesta semana: atrasos no calendário de 2016 (Foto: Veja São Paulo)

O início do ano letivo na rede estadual de ensino, antes previsto para 1º de fevereiro, será adiado em 2016. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo ainda não divulgou o calendário oficial, mas o mais provável é que a volta às aulas aconteça apenas em 15 de fevereiro. Com isso, as férias de julho devem ser reduzidas de quatro para três semanas.

Procurada, a secretaria não confirmou ou comentou as informações.

Nos bastidores, a pasta precisará dessa quinzena extra para reestruturar seu planejamento para 2016, que, ao ser feito, levou em conta o projeto de reorganização dos ciclos de ensino, na qual alunos seriam reagrupados conforme a série (algumas instituições teriam apenas o fundamental II, outras só o ensino médio). Além disso, 92 escolas seriam fechadas.

Na sexta-feira (4), essa medida foi suspensa após uma série de protestos e ocupações de escolas na capital e no interior. As matriculas para o ano que vem, porém, já haviam sido feitas, e agora precisam ser revistas.

No caso dos alunos que já estavam na rede estadual, a definição será mais simples: em geral, seguem matriculados onde já estudavam. O caso de egressos da rede municipal (caso de boa parte dos que estão ingressando no fundamental II) e de instituições particulares precisará ser estudado um a um. É preciso checar onde haverá vagas para eles.

É necessária a definição precisa da quantidade de alunos em cada classe para questões logísticas, como a distribuição de livros didáticos, e a atribuição de aulas, por exemplo.

Enquanto isso, o governo ainda não anunciou o nome do novo secretário de Educação. Ele substituirá Herman Voorwald, que deixou o cargo descontente com a suspensão da reorganização.

+ Médico é espancado em festa irregular na USP

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO