Boa safra

Fique de olho em cinco bons filmes franceses em cartaz

O drama Intocáveis e a animação O Gato do Rabino estão na lista de produções que merecem ser vistas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

O monge - Vincent Cassel
'O Monge': personagem de Vincent Cassel é tentado pelo diabo a cometer erros (Foto: Divulgação)

Uma boa fase da produção francesa pode ser comprovada na programação de cinema da cidade. São seis longas em exibição. Entre eles, o ótimo Intocáveis, que já foi visto por 429 mil pessoas no Brasil. Abaixo, confira a lista dos bons filmes do país que estão nas telas:

  • Inspirada em uma história real, a comédia dramática já foi lançada em DVD e Blu-ray. O que poderia render um dramalhão lacrimoso virou uma espirituosa trama capaz de tirar do sério um tema espinhoso. François Cluzet, em excelente desempenho, interpreta Philippe, um milionário tetraplégico de Paris que busca um cuidador. Quando conhece Driss (Omar Sy), Philippe parece ter encontrado a pessoa certa. Vindo da periferia, pobre, negro e malandro, Driss não tem carta de referência, mas possui autoestima inabalável, além de uma contagiante alegria de viver. Como quer alguém que não o veja com piedade, o ricaço o contrata. Estreou em 31/08/2012.
    Saiba mais
  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Casada e mãe de dois filhos, Claire (Marie Gillain), de 32 anos, é juíza na cidade de Lyon, na França. Seu agitado cotidiano sofre um forte abalo: ela descobre que tem um tumor no cérebro e poucos meses de vida. Claire decide esconder sua morte iminente da família e ajudar Céline (Amandine Dewasmes), uma moça que pediu dinheiro emprestado a uma financeira e, sem condições de pagar, está sendo processada. Para isso, encontra a ajuda do colega de profissão Stéphane (Vincent Lindon). Diretor de "Bem-Vindo" (2009), Philippe Lioret entrelaça uma história de tribunal com drama familiar numa fita de tom emocional sem apelações. Até mesmo as sequências previsíveis são superadas pela entrega total dos atores aos papéis e pela sinceridade na abordagem de temas duros. Ao lado de "Intocáveis", ainda em cartaz, trata-se de mais um bom exemplo da recente filmografia francesa. Estreou em 21/09/2012.
    Saiba mais
  • Enquanto uns devem rolar de rir com o humor afiado e propositalmente misógino, outros podem achar a comédia francesa grosseira. Trata-se de um projeto pessoal de Jean Dujardin, vencedor do Oscar 2012 de melhor ator por O Artista. Além dele, seis diretores e quatro roteiristas se dividiram na criação de nove histórias curtas. Embora longas-metragens em esquetes normalmente se mostrem irregulares, o saldo aqui se revela satisfatório — os capítulos nos quais a graça se impõe são superiores às tramas dramáticas. De tom explicitamente machista, o prólogo dá uma ideia do conjunto. Mesmo casados, os amigos Fred (Dujardin) e Greg (Gilles Lellouche), ambos na idade do lobo, aproveitam a balada e transam com mulheres de apenas uma noite. Os mesmos personagens voltam no derradeiro episódio: eles largam as esposas por uns dias e vão atrás das americanas em Las Vegas. Polêmica, a conclusão pode deixar estarrecido o espectador mais conservador. Dois outros curtas também se destacam, mas o trunfo do filme está no livre-arbítrio e na ousadia de Dujardin e seus camaradas de expor às claras seus pensamentos sobre a traição conjugal. Estreou em 07/09/2012.
    Saiba mais
  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Joann Sfar faz sua estreia no desenho animado com a adaptação de uma série de cinco HQs de sua autoria. A trama tem início surreal, na Argélia da década de 20. Depois de engolir um papagaio, um felino passa a se comunicar com seus donos, a jovem Zlabya e o pai dela, o rabino Sfar. O aparecimento de um pintor russo muda o rumo da história. Decidido a encontrar os falashas (os judeus negros da Etiópia), o artista é acompanhado por Sfar e seu gato, um xeque muçulmano e um velho cristão czarista fugido da Rússia socialista. Vencedora neste ano do César (o Oscar francês) de melhor animação, a fita, destinada aos adultos, traz belíssimos traços à moda antiga e cores dos gibis do passado. Estreou em 24/08/2012.
    Saiba mais
  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Um bebê é deixado na porta de um mosteiro próximo a Madri no século XVII. Criado pelos frades, Ambrósio (Vincent Cassel) também torna-se um capuchinho. Por causa de seus sermões sempre empolgantes, o monge atrai multidões e vira alvo de olhares desejosos das mulheres. A chegada de um garoto, que vive mascarado por causa de queimaduras em seu rosto, coloca o protagonista em situação delicada. Diretor dos surpreendentes "Harry Chegou para Ajudar" (2000) e "Lemming — Instinto Animal" (2005), Dominik Moll segue na linha do suspense dramático, porém polemiza aqui com um argumento envolvendo a Igreja Católica. Além de belas locações na Espanha, a fita traz um desfecho imprevisível. Estreou em 21/09/2012.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO