Cinema

Os filmes do Oscar 2013 em cartaz na cidade

Lincoln, de Steven Spielberg, e Django Livre, de Quentin Tarantino, estão entre os indicados à categoria principal em exibição nos cinemas. 

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Argo
'Argo': Ben Affleck (em pé) estrela e dirige o longa-metragem inspirado em fato real (Foto: Divulgação)

Em 2013, a Academia de Hollywood escolheu nove longas para disputar o Oscar de melhor filme, em cerimônia que ocorre domingo (24), em Los Angeles. Todos os concorrentes ao prêmio principal estão em exibição na cidade: o drama independente Indomável Sonhadora, o docudrama A Hora Mais Escura, a comédia dramática O Lado Bom da Vida, o musical Os Miseráveis, a cinebiografia Lincoln, o thriller político Argo, o drama Amor, a fábula As Aventuras de Pi e o faroeste Django Livre.

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Indicados em outras categorias também estão em cartaz, entre eles,  O Mestre, filme que rendeu a Joaquin Phoenix uma vaga na disputa pelo troféu de melhor ator. Da Disney, Detona Ralph concorre entre as animações, enquanto o drama chileno No, com Gael García Bernal no elenco, entre as produções internacionais (língua estrageira).

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A seguir, confira a lista com todos os indicados em cartaz na cidade. Clique nos filmes para ver salas, horários e resenhas do crítico Miguel Barbieri Jr.

  • Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro (perdeu para Amor), este drama traz uma caprichada produção de época para embalar um escândalo ocorrido na corte dinamarquesa no século XVIII. Princesa da Grã- Bretanha, Carolina Matilde (Alicia Vikander) casa-se com Cristiano VII (Mikkel Boe Folsgaard), rei da Dinamarca, em 1766. O matrimônio se consuma desajeitadamente, e ele prefere a companhia de cortesãs. Após o nascimento do filho, o tédio continua reinando no cotidiano de Carolina. Mas sua rotina tende a mudar ao conhecer Johann Struensee (Mads Mikkelsen). Aconselhado por um amigo, esse doutor alemão torna-se médico oficial da corte e percebe estar diante de um monarca de personalidade frágil e considerado insano por seus conselheiros. Muito ligado ao novo amigo, Cristiano acaba aceitando suas sugestões de dar ao povo miserável melhores condições de vida. As mudanças provocam barulho nos bastidores da realeza. Carolina, no entanto, compartilha dos ideais de Struensee e não tarda a virar sua amante. Sem pretensões originais, o diretor Nikolaj Arcel recria um episódio significativo da história de seu país seguindo uma fórmula acadêmica. Estreou em 08/02/2013.
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  • Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, o drama do diretor de Caché e A Fita Branca também conquistou o Oscar de melhor produção estrangeira e já foi lançado em DVD. O austríaco Haneke é um cineasta que não faz concessões e gosta de jogar a plateia em turbilhões emocionais por meio de narrativas secas e isentas de sentimentalismo. Em seu novo trabalho, o realizador tem o mérito de trazer à tona uma história de desenrolar triste e arrasador sem deixar a trama cair na monotonia. Simples, a história flagra o cotidiano de um casal de octogenários, George (Jean-Louis Trintignant, magnífico!) e Anne (Emmanuelle Riva). Durante um café da manhã, Anne não esboça nenhuma reação. A partir daí, Haneke usa elipses para mostrar a finitude da personagem após sofrer um derrame. Com Isabelle Huppert. Estreou em 18/01/2013.
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  • O astro Ben Affleck atinge o auge como diretor neste thriller inspirado em caso real, já lançado em DVD e Blu-ray. Não à toa, a Academia o recompensou com três prêmios no Oscar: melhor filme, montagem e roteiro adaptado. Na trama, um agente da CIA é escalado, em 1979, para uma missão complicada: resgatar cinco americanos que se refugiaram na casa do embaixador canadense. Em uma narrativa altamente angustiante, Affleck, também intérprete do protagonista, combina ação e suspense para trazer à tona um caso de tensão política. Estreou em 09/11/2012.
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  • A beleza da aventura dramática não está só no enredo envolvendo a fé e o poder divino. Concentra-se, sobretudo, em imagens deslumbrantes — o filme ainda levou os troféus de melhor fotografia, efeitos visuais e trilha sonora. Nos dias de hoje, Pi, já na meia-idade (Irrfan Khan), relembra sua infância e adolescência para um escritor. Ele vivia na cidade de Pondicherry, no sudeste da Índia, com os pais e o irmão mais velho. Dona de um zoológico, a família decidiu se mudar para o Canadá. Pi (agora na pele do irregular Suraj Sharma), porém, será colocado numa situação limite. Sem ir muito adiante na história, seu objetivo consistia em sobreviver num bote na companhia de um tigre-de-bengala.  Estreou em 21/12/2012.
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  • Animação

    Detona Ralph
    VejaSP
    8 avaliações
    Se o tema aborda, basicamente, o universo dos jogos eletrônicos da década de 80 (ponto positivo para agradar aos marmanjos), há uma menininha muito fofa que vive num mundo megacolorido, atração irresistível para a garotada. Na trama, o grandalhão Ralph é o vilão de um jogo de fliperama chamado Conserta Félix. Dentro da máquina, porém, Ralph sente-se à margem dos outros personagens, mora num lixão e quer ter uma vida melhor. Para isso, decide ir em busca de aventuras. Estreou em 04/01/2013.
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  • Quentin Tarantino recebeu um merecido Oscar de melhor roteiro original. Há piadas politicamente incorretas (e, por isso, deliciosas), diálogos impagáveis, situações e personagens polêmicos, a exemplo do vilão vivido por Samuel L. Jackson. Numa incomum comédia dramática, Christoph Waltz interpreta o caçador de recompensas alemão Dr. Schultz, em 1858, três anos antes do início da guerra civil americana. Quando encontra o escravo Django (Jamie Foxx), consegue libertá-lo e, juntos, vão atrás de três malfeitores com a cabeça a prêmio. Em meio a referências e homenagens, desponta uma sensacional trilha sonora, que mescla temas de Ennio Morricone e Luis Bacalov a canções pop. No elenco formidável, além de Samuel L. Jackson e Waltz (que ficou com o Oscar de melhor ator coadjuvante), sobressai a atuação de Leonardo DiCaprio. Estreou em 18/01/2013.
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  • O drama trata da caçada ao terrorista Osama bin Laden, morto por uma equipe da Marinha americana em maio de 2011. Para dar estofo verídico ao projeto, o roteirista Mark Boal foi em busca de testemunhas com intuito de recriar fielmente a história. Chegou-se, então, à personagem de Maya, uma então novata agente da CIA cuja identidade continua em sigilo. Interpretada por Jessica Chastain, Maya começa presenciando, no Paquistão, em 2003, a tortura de um prisioneiro ligado à Al Qaeda. A partir daí, o espectador acompanha, por oito anos, sua jornada para localizar Bin Laden. Maya mostra-se perseverante, inclusive para encarar seus chefes quando uma pista dá quase como certo o esconderijo dele: uma fortaleza ao norte de Islamabad. Kathryn Bigelow levou o Oscar de melhor direção três anos atrás por Guerra ao Terror. Mais afiada, conduz um enredo-reportagem sem concessões sentimentais. Indicado a cinco categorias no Oscar, incluindo melhor filme, levou apenas o merecido prêmio de edição de som. Estreou em 15/02/2013.
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  • É o primeiro longa-metragem do diretor nova-iorquino e a estreia dos protagonistas: a menina Quvenzhané Wallis (indicada ao Oscar de melhor atriz) e Dwight Henry, que interpreta o pai da personagem — ambos carregam uma autenticidade ímpar em papéis difíceis. Todos os outros coadjuvantes também nunca tinham feito cinema. Trata-se de um drama (por vezes fantasioso, sob o ponto de vista da garota) de uma das regiões mais pobres e castigadas dos Estados Unidos. Chamado pelos personagens de Banheira, o alagado localiza-se no extremo sul da Louisiana. No lugar, os poucos moradores sobrevivem matando animais para comer e enchendo a cara a fim de transformar realidade em ficção. Criada pelo pai — sua mãe foi embora de lá — nesse ambiente inóspito, Hushpuppy (Quvenzhané) conversa com os bichos e enxerga beleza onde não há. Para piorar a situação, uma tempestade anuncia uma inundação irreversível. Sem apelar à pieguice, o realizador, inspirado em texto teatral, apresenta tema e cenários originais pondo a plateia frente a um cotidiano devastador. Estreou em 22/02/2013.
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  • A comédia dramática conquistou o Oscar de melhor atriz, para a jovem Jennifer Lawrence, de 22 anos. Na trama, o professor Pat (Bradley Cooper) sai de um hospital psiquiátrico após uma internação de oito meses — o moço teve um surto de violência e foi diagnosticado com transtorno bipolar. A convivência com os pais (Robert De Niro e Jacki Weaver) configura-se em desordem. Pat recusase a tomar remédios e está inconformado por ter sido obrigado por um juiz a ficar longe da esposa. O encontro casual com Tiffany (Jennifer) vai alterar sua rotina de obsessões. A primeira metade do filme mostra-se bem mais afiada, pelo registro psicológico de duas pessoas problemáticas sem travas na língua. Estreou em 1º/2/2013.
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  • Sem esconder sua origem literária, o drama torna-se um programa arrastado e para um público restrito — não se trata de uma cinebiografia, e sim do registro de um importante momento da história americana, a respeito de como o presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865) conseguiu uma emenda na Constituição para abolir a escravidão no país. Em atípica direção contida, Spielberg, sem privilegiar o espetáculo nem o sentimentalismo característico, de sua filmografia, comanda atores formidáveis, como Hal Holbrook (Na Natureza Selvagem), Tommy Lee Jones e Daniel Day-Lewis, que levou o terceiro Oscar de sua carreira pelo papel-título. Estreou em 25/01/2013.
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  • O drama não teve a merecida acolhida no Oscar e só ganhou indicação às interpretações de Joaquin Phoenix (fabuloso!), Philip Seymour Hoffman e Amy Adams, que concorreram, respectivamente, às estatuetas de ator, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Freddie Quell (Phoenix) é um inquieto veterano de guerra em 1950 que se infiltra em um barco rumo a Nova York. Lá, conhece Lancaster Dodd (Hoffman), um sujeito que emprega um método de autoajuda usando a hipnose e o resgate de vidas passadas. Como um animal selvagem em cena, Phoenix, magérrimo e incontrolável, é a mais perfeita tradução de uma alma atormentada em um roteiro que se abre num caloroso (e complexo) debate psicológico. Estreou em 25/01/2013.
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  • É preciso gostar do gênero musical para embarcar neste drama totalmente cantado, escrito pelos franceses Alain Boublil e Claude-Michel Schönberg em 1980, com base no livro homônimo de Victor Hugo, publicado em 1862. Diretor de O Discurso do Rei, Tom Hooper foca a ação na França do século XIX e flagra a tortuosa trajetória de Jean Valjean (Hugh Jackman). Preso por dezenove anos por roubar um pão, ele é posto em liberdade e consegue a salvação com a ajuda de um bispo. Anos depois, Valjean mudou de identidade, virou um pequeno empresário e prefeito de uma cidade. O novo homem, porém, ainda carrega o dom da caridade e, por isso, ajuda a criar a filha da costureira Fantine (Anne Hathaway). Quando menos espera, Valjean passa a ser vigiado por Javert (Russell Crowe), o policial dos tempos de prisão que nunca acreditou em sua regeneração. Além da primorosa atuação de Anne Hathaway na canção I Dreamed a Dream (cujo desempenho lhe valeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante), o longa-metragem emociona e empolga por mais que sua duração seja excessiva. Estreou em 1º/02/2013.
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  • Indicado pelo Chile, o drama está no páreo para o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas tem em Amor um concorrente praticamente imbatível. Em 1988, o ditador chileno Augusto Pinochet convocou um plebiscito em razão de pressões internacionais. O general, no poder desde 1973, queria saber se o povo estava de acordo em deixá-lo governar o país por mais oito anos. Começaram, então, as campanhas na televisão. Pinochet e o grupo dos partidos de oposição tinham quinze minutos cada um para convencer os eleitores. Para liderar a propaganda política do “no” (não), os adversários contrataram um publicitário de ideias avançadas, interpretado por Gael García Bernal. O diretor Pablo Larraín foi atrás dos registros reais e conseguiu dar à fita o mesmo efeito das imagens televisivas da década de 80 — até o formato da tela é mais quadrado. Com a câmera na mão em busca de um estilo documental, o cineasta retrata com precisão um período crítico e expande seu roteiro ao abordar os bastidores das propagandas eleitorais. Estreou em 29/12/2012.
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  • Inspirado em caso real e extraído de um artigo escrito pelo próprio biografado, o drama recria a trajetória de superação de Mark O’Brien (papel de John Hawkes, em atuação fascinante). A trama tem início em 1988 e mostra a situação desconfortável desse poeta e jornalista. Preso a uma maca desde que teve poliomielite aos 6 anos, O’Brien dorme e passa algumas horas do dia com um respirador artificial sobre seu corpo inerte. Quando é escalado para fazer uma matéria sobre relações sexuais entre deficientes físicos, ele decide testar os prazeres em si próprio. Sem amigos próximos ou parentes, aconselha-se com um padre (William H. Macy) e contrata o incomum trabalho da terapeuta sexual Chreyl (Helen Hunt, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante). Em até seis sessões, a profissional garante que O’Brien perderá a virgindade com ela. Conduzido com leveza, o enredo traz um personagem limitado de movimentos que se revela doce no modo de tratar as mulheres. Difícil não simpatizar com sua história e se emocionar no desfecho dela. Estreou em 15/02/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO