Cinema

Filmes para ver com o seu pai no dia dele

Planeta dos Macacos, Dominguinhos e outros filmes para ver com o seu paizão

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Confira:

  • Se Planeta dos Macacos — A Origem, de 2011, não teve a importância do original Planeta dos Macacos (1968), ao menos conseguiu trazer novidades ao explicar como os símios chegaram à evolução. O mesmo não ocorre em Planeta dos Macacos — O Confronto, um pastiche de aventura morna e ficção científica dramática. A trama é ambientada alguns anos depois do filme anterior e mostra o destino do mundo. Por causa de um vírus, uma epidemia quase exterminou a raça humana. São Francisco continua o palco do enredo. Lá, as pessoas, cercadas por altos portões, vivem em quarentena. Sem comunicação por falta de energia elétrica, os humanos precisam entrar no território dos macacos para religar uma hidrelétrica. Começa aí uma negociação de trégua. Líder dos bichos, o chimpanzé César representa o lado do bem — seu oposto, Koba, faz parte da turma do mal. Entre os homens há também o mocinho (Jason Clarke) e o vilão (Gary Oldman). São personagens-clichê vivenciando uma situação lugar-comum. Contudo, a tecnologia (sempre ela) vence a mesmice e magnetiza a plateia dando vida aos macacos por meio de uma computação gráfica espantosamente perfeita. Estreou em 24/7/2014.
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  • Morto em 1º de julho de 2004, aos 80 anos, Marlon Brando foi um dos maiores atores da história e deixou um legado de obras-primas. Para marcar uma década de ausência, o MIS programou a mostra 10 Anos sem Marlon Brando, de terça (29/7) a quinta (31/7). Entre as atrações imperdíveis estão O Poderoso Chefão, Último Tango em Paris e Apocalypse Now, além do cultuado O Selvagem, de 1959 — a exibição dessa fita ocorre na quarta (30/7), às 18h.
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  • Da seriedade de Capitão América 2 à deliciosa diversão de O Espetacular Homem-Aranha 2, X-Men — Dias de um Futuro Esquecido reúne ambas as qualidades. Engraçado e sombrio podem ser adjetivos que não combinam, mas caem bem para definir este quinto longa-metragem da cinessérie com os personagens da Marvel. No comando, o diretor Bryan Singer sabe dosar humor e ação, extraindo o melhor dos efeitos visuais. A trama tem início de forma arrebatadora num mundo futuro em que mutantes e humanos foram dizimados pelas Sentinelas, robôs gigantes criados pelo pesquisador Bolivar Trask (Peter Dinklage). Magneto (Ian McKellen) e o professor Xavier (Patrick Stewart), embora inimigos, estão unidos para sobreviver. Há uma solução: voltar ao passado para impedir Mística (Jennifer Lawrence) de matar Trask. Wolverine (Hugh Jackman) fica encarregado de desembarcar em 1973 e, naquela época de paz e amor, convencer Xavier (agora James McAvoy) dos perigos dali a cinquenta anos. Entre as primeiras providências está libertar Magneto (Michael Fassbender), preso no Pentágono por um crime... (convém não estragar a surpresa). Quem faz uma participação especialíssima no resgate é Quicksilver (Evan Peters), um garoto tão veloz quanto a luz. Estreou em 22/5/2014.
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  • Comandado por três diretores (incluindo a cantora Mariana Aydar), o documentário tem como tema o carismático sanfoneiro Dominguinhos, autor da conhecidíssima Isso Aqui Tá Bom Demais!, que morreu em julho de 2013 (e o filme nem cita). O longa-metragem tenta seguir uma ordem cronológica com o próprio biografado narrando em off sua trajetória — do nascimento, em Garanhuns, ao apadrinhamento pelo grande Luiz Gonzaga, o rei do baião. Por terem pouquíssimas imagens do passado de Dominguinhos, os diretores, acertadamente, recorreram a cenas antigas genéricas. Quando a história se aproxima da fase mais famosa do sanfoneiro, o foco se dispersa. Há momentos antológicos (como o encontro com a parceira Anastácia) e outros em família. Faltam, contudo, informações de praxe para um registro que se propõe completo. Quantas canções ele compôs e quantos discos gravou? Niguém diz. A homenagem, embora positiva, não dá a exata importância de Dominguinhos na música brasileira. Estreou em 22/5/2014.
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  • A deslumbrante comédia foi consagrada no Oscar com quatro prêmios: melhor figurino, trilha sonora, desenho de produção e cabelo/maquiagem. Na trama, um escritor (interpretado por Tom Wilkinson) relembra o passado, quando se hospedou no Grande Hotel Budapeste. Ele tinha 40 e poucos anos (Jude Law assume o personagem) e ouviu do proprietário, Moustafa (F. Murray Abraham), como o imenso imóvel nas montanhas da fictícia República de Zubrow ka foi parar em suas mãos. O enredo volta então a 1932 para flagrar a rotina de Moustafa (agora Tony Revolori), um novato mensageiro a serviço de Monsieur Gustave (Ralph Fiennes, excelente), o gerente almofadinha exigente e amante de velhas hóspedes. Além da narrativa ágil e do humor abrangente, a paleta de cores usada na brilhante direção de arte enche os olhos e cria um visual acachapante. Estreou em 3/7/2014.
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  • Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin formaram, entre 1969 e 1983, o grupo inglês Monty Python, símbolo da cultura pop e influência para muitos comediantes. O sexteto pegava pesado na irreverência, no deboche e, muitas vezes, na escatologia. Entre suas incursões pelo cinema está O Sentido da Vida, lançado em 1983 e que agora volta em cópia restaurada às telas. O roteiro, dividido em esquetes, segue a evolução do homem, desde o nascimento até a morte. A maioria das histórias continua cheia de ironia e consegue manter o riso largo da plateia. Um exemplo? A sequência dos dois “médicos” que invadem a casa de um estranho para extrair o rim dele sem anestesia. Apontada como a mais repulsiva do filme, a cena do cliente (Terry Jones) vomitando no restaurante virou icônica. Quem embarcar no humor negro e politicamente incorreto terá tudo para sair satisfeito da sessão. Estreou em 10/7/2014.
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  • O fracasso nas bilheterias americanas é justificável: Johnny Depp, grande chamariz do elenco, tem atuação sonolenta e, na maior parte do filme, só seu rosto aparece. Difícil de engolir, a história futurista, que até tem bons efeitos especiais, chega a se tornar risível em alguns momentos. Depp interpreta o cientista Will Caster, o maior nome das pesquisas sobre inteligência artificial. Após sofrer um atentado de um grupo revolucionário contrário à avançada tecnologia, Caster morre. Sua esposa, a pesquisadora Evelyn (Rebecca Hall, em boa atuação), vai deparar com algo assustador: a mente do marido foi transferida para um computador. Em forma de uma imagem, ele “renasce” para dar instruções a ela de como retomar seu trabalho longe da cidade e de olhares curiosos. Estreou em 19/6/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO