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Filha do escritor Ignácio de Loyola Brandão lança seu primeiro disco

Cantora Rita Gullo contou com a fina participação de Chico Buarque e fará show na sexta (15) no Sesc Pompeia

Por: Carol Pascoal

Rita Gullo - 2225
A cantora: estreia no Sesc Pompeia (Foto: Divulgação)

Nascida em Araraquara, Rita Gullo, de 28 anos, cresceu ouvindo árias de ópera na voz de sua avó, uma ex-soprano, e clássicos da MPB, ao lado de sua mãe. Apesar de as mulheres da família terem uma forte influência em sua formação musical, foi o pai, o escritor Ignácio de Loyola Brandão, quem deu o empurrãozinho. No momento de escolher o repertório para o primeiro disco, a moça pensou em compositores que tinha prazer de interpretar, como Caetano Veloso ("Oração ao Tempo") e Lupicínio Rodrigues ("Nunca"). De seu ídolo, Chico Buarque, optou por "A Mulher de Cada Porto" — uma parceria dele com Edu Lobo. “Queria fazer um dueto nessa canção e pensei em chamar um dos autores.” Foi aí que o pai de Rita entrou. “Ele é amigo próximo do Chico e fez o convite, aceito na hora”, conta. “Quando a porta do estúdio se fechou e só estávamos nós ali dentro, fiquei tão nervosa que quase me arrependi.” Mas isso não aconteceu, e a cantora estreia seu álbum no Sesc Pompeia na sexta (15).

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A música nunca deu trégua para Rita. Ainda pequena, estudou canto lírico e violão clássico. Tentou se desviar cursando história na PUC e, depois de terminar a faculdade, fez artes cênicas no Teatro Escola Célia Helena. “Os diretores sempre me colocavam para cantar, e senti que essa era a maneira pela qual me expressava melhor.” Muito afinada, ela se arrisca no CD em canções em outros idiomas, como "Sueño con Serpientes", conhecida na voz da argentina Mercedes Sosa, "Era de Amar", do uruguaio Jorge Drexler, e "Each and Everyone", do duo britânico Everything but the Girl. Rita se dá melhor mesmo interpretando em português. Na noite do lançamento, ela recebe o cantor e percussionista Renato Braz e tem o apoio dos músicos Swami Jr. (violão), Daniel Müller (piano e acordeom), Ubaldo Versolato (sopros), Marcos Paiva (contrabaixo) e Guello (percussão).

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO