Teatro

IV Festival Ibero-Americano terá oito peças estrangeiras

Apresentada no Memorial da América Latina, seleção inclui quinze atrações e tem entrada franca

Por: Dirceu Alves Jr.

Sin Fin - IV Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo - 2208
Velatropa Colectivo de Arte, da Colômbia: a montagem "Sin Fin" sobe ao palco na terça (15), às 19h (Foto: Divulgação)

Embora a efervescente agenda teatral paulistana ofereça espetáculos para todos os gostos, são raras as oportunidades de conhecer produções de outros países por aqui. Reunir montagens da Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Paraguai, México, Portugal e Espanha, portanto, é a principal curiosidade do IV Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, apresentado no Memorial da América Latina de segunda (14) a domingo (20). A seleção inclui quinze atrações, oito delas vindas de fora, e tem entrada franca.

Na noite de abertura, às 20h30 (antes da exibição do musical “Lamartine Babo”, de Antunes Filho), a atriz Maria Della Costa, de 85 anos, será homenageada pela sua contribuição de seis décadas aos palcos.

Lamartine Babo - IV Festival Ibero-Americano de Teatro - 2208
Marcos Andrade e Sady Medeiros: estrelas de 'Lamartine Babo' (Foto: Emidio Luise)

Entre as companhias estrangeiras, os colombianos da Velatropa Colectivo de Arte trazem, na terça (15), às 19h, a comédia dramática “Sin Fin”, uma abordagem bem-humorada das dificuldades do país. Da Espanha, vem o drama “Yo Mono Libre”, incursão do Teatro Del Temple pelas histórias curtas de Franz Kafka, no domingo (20), às 21h15. Também sobressai o monólogo argentino “Abanico de Solteira”, protagonizado por Andrea Juliá na sexta (18), às 19h. 

As Folhas do Cedro - IV Festival Ibero-Americano de Teatro - 2208
O drama 'As Folhas do Cedro': com Helio Cicero (Foto: Fernando Stankus)

Na programação nacional, vale conferir “As Folhas do Cedro”, escrita e dirigida por Samir Yazbek, que fez curta temporada no ano passado. O drama, cartaz de terça (15), às 21h, centra-se numa descendente de libaneses (papel de Gabriela Flores). À procura da própria identidade, ela revisita o passado do pai (o ator Helio Cicero) por meio da imaginação.

Fonte: VEJA SÃO PAULO