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Festival que financiou reforma da Casa de Francisca tem nova edição

Com 36 shows, El Grande Conserto volta ao Teatro Oficina para 12 horas de música neste fim de semana

Por: Mayra Maldjian - Atualizado em

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A Casa de Francisca, um dos menores e mais significativos espaços de shows da cidade, precisou passar por uma reforma em 2012. O imóvel antigo, construído em 1913, exigiu, porém, um cuidado especial, que acabou custando mais caro do que o esperado.

Diante da dificuldade, os donos do lugar, Rubens Amatto e Rodrigo Luz, decidiram organizar um festival de música brasileira no Teatro Oficina para levantar fundos e terminar a obra. “Alguns artistas começaram a perguntar quando a gente voltaria a funcionar e acabaram nos dando essa ideia de fazer um grande show”, conta Amatto. Nasceu então o El Grande Conserto – uma brincadeira com as palavras concerto (apresentação musical) e conserto (reparo).

O evento deu tão certo que os proprietários decidiram repetir a dose – desta vez para celebrar o sucesso do ano que passou. “Foi muito especial o que aconteceu naquele domingo de 2012”, lembra Amatto, emocionado. “Foi muito maior do que a ajuda financeira que acabou gerando”. A primeira edição durou oito horas e contou com o apoio de mais de cinquenta artistas e 600 pessoas no emblemático espaço conduzido pelo dramaturgo Zé Celso.

A nova edição do encontro musical recebe agora 36 shows divididos em dois dias, sábado (9), a partir das 18h, e domingo (10), com início às 17h. São doze horas de música, sendo três apresentações por hora. Veja aqui a programação completa.

Amatto conta que não conseguiu apoio para bancar o festival, a não ser dos próprios artistas, que toparam receber um cachê proporcional ao valor arrecadado na bilheteria. Os ingressos custam R$ 62,00 por dia e o Oficina comporta 300 pessoas.

Segundo o proprietário, essa edição é uma celebração da música independente contemporânea da cidade. Ele conta que dois novos trabalhos serão apresentados ao público pela primeira vez na ocasião: o disco novo do Passo Torto, grupo formado Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Marcelo Cabral, e o novo projeto de Arrigo Barnabé, chamado O Neurótico e as Histéricas.

“O Oficina sempre nos inspirou muito – para gente é um dos cenários de maior importância cultural do país. A nossa ideia, juntamente com o pessoal do teatro, é fazer o festival anualmente”, adianta.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO