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Festa comemora a reabertura do Cine Belas Artes

Evento terá a descolada festa Voodoohop e shows gratuitos na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, a partir das 19h

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Cine Belas Artes passa por problemas financeiros  Foto 2
O Belas Artes encerrou suas atividades em 18 de março de 2011 (Foto: Divulgação)

Com a notícia que o Cine Belas Artes abrirá novamente suas portas até junho deste ano, o Movimento pelo Belas Artes (MBA) prepara para esta sexta (24) uma festa de comemoração. A concentração ocorrerá na Praça do Ciclista, ao lado da esquina da Avenida Paulista com a Consolação, a partir das 19h.

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O evento é organizado por meio de uma página no Facebook e conta com mais de 3 000 pessoas confirmadas. Para animar os participantes, quem dá início à programação é a turma da descolada festa Voodoohop. Na sequência, a banda de rock progressivo Vedas & Sansaras assume o som.

O cantor de MPB André Goráh e o rapper Guerrilheiro serão encarregados de continuar a animar a atração, que às 23h recebe o grupo Maracatu Coro de Carcarás para o encerramento.

Reabertura

O Cine Belas Artes estava fechado há três anos e deve reabrir até junho. A informação é do antigo dono do cinema e hoje diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS), André Sturm, que teve de entregar o prédio em 2011 por não conseguir mais pagar o aluguel nem obter patrocínio para as salas. Desta vez, o dinheiro está garantido: virá da Caixa Econômica Federal, a nova mantenedora do espaço.

As negociações para a retomada do Belas Artes estavam acontecendo ao longo de 2013 e, segundo Sturm, houve "gentileza e interesse" por parte do dono do imóvel, o empresário Flávio Maluf. Com diversos imbróglios patrimoniais - os órgãos de preservação não decidiam se tombavam ou não o cinema -, Maluf não conseguiu alugar o prédio durante todos esses anos e amargou o prejuízo.

O cinema voltará do jeito que era antes: seis salas e uma programação voltada para os filmes de arte. O prédio está em bom estado, mas precisa de algumas reformas, por isso o prazo de cinco meses.

Fonte: VEJA SÃO PAULO