Educação

Festa na USP termina com pichações e objetos quebrados

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Uma festa que aconteceu na madrugada deste sábado (9) no campus da Universidade de São Paulo (USP) terminou em vandalismo. Um carro foi pichado com dizeres contra a presença da Polícia Militar no campus. Um abrigo de ônibus que fica na frente da sede da Guarda Universitária também foi pintado. 

Alguns objetos como telefones e computadores foram destruídos. Segundo reportagem veiculada no SPTV, o Centro de Convivência foi invadido e foram levados equipamento de informática e centrais telefônicas.

Ocupação

Na última quarta-feira (6),  mais de 1 300 estudantes da USP decidiram manter a greve e a ocupação do prédio da reitoria, tomado desde 1º de outubro, mesmo após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que determina a reintegração de posse da sede administrativa

O estopim para o movimento foi uma reunião do Conselho Universitário que decidiu continuar com eleições indiretas para os cargos de reitor e vice-reitor. Os alunos pedem a anulação da reunião e eleições diretas. A votação para definir o substituto de João Grandino Rodas - escolhido pelo então governador José Serra em 2009 - deve acontecer ainda este ano. O mandato de Rodas termina em janeiro de 2014.

Reintegração de posse

No dia 19 de outubro, o prédio da administração do campus da USP Leste, na Zona Leste, tomado por cerca de 60 estudantes, foi desocupado durante uma ação da Polícia Militar em parceria com um oficial de justiça. A retirada, pacífica, ocorreu por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que apontou a depredação do prédio e a participação de "baderneiros" na ocupação para justificar o mandado de segurança.

Há dois anos, um grupo invadiu a reitoria em protesto contra a presença da Polícia Militar no campus. Eles foram retirados por 400 homens da Tropa de Choque, após um mandado judicial de reintegração de posse. Setenta e dois deles foram indiciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha, dano ao patrimônio público e crime ambiental, entre outros.

Fonte: VEJA SÃO PAULO