Teatro

Festa do Teatro: os 11 melhores espetáculos

Evento distribui 40 mil ingressos gratuitos para cerca de 180 espetáculos

Por: Redação VEJA SÃO PAULO On-line - Atualizado em

Evita
'Evita': musical sobre a ex-primeira-dama argentina integra a Festa do Teatro (Foto: João Caldas)

A terceira edição da Festa do Teatro agita São Paulo de 3 a 12 de junho. A ação oferece 40 000 ingressos gratuitos para cerca de 180 espetáculos adultos e infantis. As entradas serão distribuídas de quinta (2) a sábado (4) no Teatro Municipal, nas bibliotecas Mário Schenberg e Paulo Setúbal, na Casa Amarela, no Centro Cultural São Paulo e na SP Escola de Teatro.

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Confira abaixo uma seleção de dez boas montagens escolhidas por Dirceu Alves Jr.., crítico de teatro da VEJA SÃO PAULO.

  • Ester Laccava interpreta uma nordestina no monólogo dramático escrito por Alexandre Sansão. Ela tenta incansavelmente extrair otimismo de sua sofrida rotina e luta para driblar a esterilidade, a deficiência do filho adotivo e as mágoas do marido. Transitando pelas diversas fases da vida da personagem, a atriz valoriza o texto. Estreou em 21/01/2011. Até 02/06/2013.
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  • De Harold Pinter (1930-2008). Último texto do dramaturgo inglês, a comédia dramática faz uma sátira à hipocrisia. Em um restaurante, grã-finos erguem taças, fumam e riem alto quando, na verdade, têm pouco a festejar. Um casal (Eduardo Estrela e Domingas Person) comemora junto dos cunhados (Valentina Lattuada e Luciano Gatti), enquanto na mesa ao lado um homem (Alexandre Freitas) e sua mulher (Juliana Vedovato) brindam à promoção dele. Estreou em 17/07/2009. De 13/04/2011 a 09/06/2011.
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  • Escrita pela dramaturga francesa Yasmina Reza em 2006, a comédia é um exemplo de espetáculo que cumpre as funções básicas: diverte a plateia e promove uma reflexão. Julia Lemmertz e Paulo Betti formam um casal que encontra outro (interpretado por Deborah Evelyn e Orã Figueiredo) para resolver um problema que envolve seus rebentos: o filho deles, de 11 anos, quebrou dois dentes do outro em uma briga. O quarteto explora contradições amparado pela equilibrada direção de Emílio de Mello. Estreou em 15/04/2011. Até 05/05/2013.
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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
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  • Musical

    Evita
    VejaSP
    Sem avaliação
    De Andrew Lloyd Webber e Tim Rice. Mergulhar no universo da ex-primeira-dama argentina Evita Perón (1919-1952) incluía um desafio a mais para o diretor Jorge Takla. A trajetória de Evita — de jovem pobre a atriz pífia a, finalmente, poderosa mulher do presidente Juan Perón — é totalmente narrada em versos, algo incomum nas produções de hoje. Takla arriscou-se a priorizar o conjunto histórico, razão pela qual as ótimas projeções documentais que servem de cenário saltam aos olhos. Como o casal protagonista, Paula Capovilla e Daniel Boaventura apresentam interpretações eficientes e empenhadas tecnicamente. Na pele do guerrilheiro Che Guevara, o ator Fred Silveira faz as vezes de narrador e conquista a empatia da plateia. Estreou em 26/03/2011. Prorrogado até 31/07/2011.
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  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. De 3 a 20/11/2016.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Márcio Araújo e Fernanda Couto. Em três décadas, a cantora Nara Leão (1942-1989) popularizou-se como musa da bossa nova, gravou samba, tropicalistas e versões de clássicos americanos. Protagonizada por Fernanda Couto, a montagem reafirma a pluralidade de sua carreira e estabelece um olhar distanciado que aproxima o público. Fernanda não imita a biografada. Convence pela delicadeza; volta e meia recorre à terceira pessoa para falar de Nara. Pinceladas lançam luz sobre sua intimidade, e a direção costura bem a narrativa a músicas como Insensatez, Opinião, Com Açúçar, com Afeto e A Banda. Com Guilherme Terra, Rodrigo Sanches e William Guedes. Estreou em 21/04/2010. De 25/02/2012 a 18/03/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Earl Mac Rauch. O cineasta Martin Scorsese levou às telas em 1977 a história de amor da cantora Francine Evans e do saxofonista Johnny Boyle (Liza Minnelli e Robert De Niro) ambientada logo depois da II Guerra Mundial. A versão teatral, adaptada pelo próprio Rauch, manteve o encanto. Kiara Sasso e Juan Alba protagonizam o espetáculo ao lado de dezesseis atores-cantores, doze bailarinos e catorze músicos. Francine (papel de Kiara) é uma determinada intérprete em busca do reconhecimento. Boyle (vivido por Alba), por sua vez, sente-se inseguro diante da amada. Temas como The Man I Love, My Way e New York, New York entusiasmam em cenas casadas às coreografias de Anselmo Zola e Kika Sampaio. Estreou em 12/04/2011. Até 07/10/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Sucesso de público no ano passado, a corrosiva tragicomédia foi aplaudida por 60.000 pessoas em dez capitais — por aqui, cumpriu temporada no Teatro Faap. A montagem volta a São Paulo para as duas derradeiras apresentações, desta vez no Teatro Alfa, na quarta (25/07) e na quinta (26/07). Sob a direção de Felipe Hirsch, o texto do americano Nicky Silver encontrou em Marco Nanini o protagonista ideal. Ele interpreta o presidente de um banco que mantém uma tediosa relação com a mulher alcoólatra (a ótima Mariana Lima). A mesmice altera-se diante do retorno do filho mais velho (Álamo Facó) e do casamento da caçula (também vivida por Nanini) com Tom (Michel Blois, em substituição a Felipe Abib), um garçom recrutado para ser a empregada da casa. Apoiados no humor ácido e no absurdo, os atores dão um show nessa crítica à sociedade consumista e ao esfacelamento familiar. Atração à parte, o cenário criado por Daniela Thomas é desmontado conforme os conflitos se intensificam. Estreou em 18/03/2011.
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  • Sucesso desde 2008 com diferentes elencos, a comédia traz personagens portadores de TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo, na antessala de um consultório. Como o médico nunca aparece, a solução é iniciar uma terapia grupal. Com Dulcineia Dibo, Dídio Perini, João Bourbonnais, Luciana Caruso e outros. Estreou em 10/5/2008. Até 29/3/2015.
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  • De Marta Góes. Regina Braga retoma o monólogo dramático que fez sucesso em 2001. Em um papel sob medida, a atriz vive a poetisa americana (1911-1979) que, em 1951, chegou ao Rio de Janeiro para passar uns dias. Ficou quinze anos, mergulhada num romance com a arquiteta Lota Macedo Soares. Estreou em 08/06/2001. Duas apresentações dentro do Festival Mix Brasil.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO