Mercado de arte

Feira PARTE acontece até o próximo domingo no Paço das Artes

Trabalhos acessíveis a todos os bolsos são apresentados por galerias latino-americanas na quinta edição do evento

Por: Julia Flamingo

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A Galeria Porão vende várias edições de uma mesma fotografia, o que barateia o preço das obras (Foto: Divulgação)

Entre hoje (5) e o próximo domingo (8), quarenta galerias latino-americanas estão reunidas no subsolo do Paço das Artes, na USP, para a Feira PARTE. O evento que está em sua quinta edição tem uma missão bem específica: vender trabalhos de jovens artistas que são representados por novas galerias. O perfil democrático da feira é marcado pela obrigatoriedade da apresentação dos preços das obras, e a presença dos artistas no espaço, o que torna maior as chances de um bate-papo.

Cerca de quinhentas peças são exibidas durante esses dias, de artistas entre 20 e 40 anos, principalmente. Em comum, não são nem tão iniciantes (aqueles com produções ainda embrionárias normalmente não são representados por galerias) nem tão veteranos.

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A fotografia da galeria colombiana SGR se assemelha com pintura de uma piscina vista de cima (Foto: Divulgação)

Os visitantes percebem logo seus benefícios: além de terem contato com o que está sendo produzido de mais novo nesse cenário, têm acesso a peças cujos valores  vão de R$ 500,00 a R$ 50.000,00. Muitos trabalhos podem ser divididos em até cinco vezes e - mais gratificante ainda - podem ser levados para casa no ato da compra.

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A fotografia da galeria colombiana SGR se assemelha com pintura de uma piscina vista de cima (Foto: Divulgação)

Você se recusa a sair de mãos vazias mas pretende desembolsar ainda menos? Vale passar pelo estande de zines — aqueles livros artesanais feitos em série —, que oferece exemplares a R$ 20,00.

"Muitos dos nossos compradores nunca haviam adquirido sequer uma obra”, conta Lina Wurzmann, uma das diretoras da feira. Suas sócias, Tamara Perlman e Carmen Schivartche acrescentam que o público tem, em média, entre 30 e 50 anos: “A PARTE é criadora de um novo circuito”, dizem em coro. “Queremos introduzir o mercado da arte a um público que não é frequentador assíduo de galerias”. A programação paralela com palestras e debates é um bom exemplo disso.

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Obra de Vivian de Campos está exposta no estande da galeria paulistana Arte Infinita (Foto: Divulgação)

Diferentemente de exposições, as feiras tem como objetivo principal a venda de obras. Eventos como este não têm curadores que escolhem quais trabalhos devem ser expostos - a seleção acontece somente na finalização da lista de galerias participantes. No caso da PARTE, o comitê é formado por pessoas ligadas ao cenário de arte - colecionadores, curadores, acadêmicos - mas nunca galeristas: assim, o processo de escolha também fica mais democrático.

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Instalação em vidro de Carolina Magin é destaque da argentina Gachi Preto (Foto: Divulgação)

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"Queremos acabar com a ideia de que a arte é inacessível", explica Tamara Perlman. E acrescenta: "Seja cobrando preços acessíveis, oferecendo palestras e deixando aberto o diálogo para o público, queremos que as pessoas percebam que a arte pode e deve ser democrática".

 

 

 

 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO