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Sacada certa

Esculpidas a mão com madeira nobre reciclada, as raquetes da FB Collection levam o sob medida à moda inglesa ao brasileiríssimo frescobol

Por: Amanda Maia - Atualizado em

frescobol
Modelo Ipanema: 450 reais o kit com duas raquetes, duas bolas de borracha e bolsa de praia (Foto: Divulgação)

Criação dos empresários ingleses Max Leese e Harry Brantly, as raquetes acima unem dois universos improváveis no mesmo produto: o frescobol e o serviço bespoke - leia-se sob medida. Em férias na Riviera francesa, os amigos ficaram chocados com as raquetes de plástico empunhadas pelos veranistas. Leese e Brantly, que morou no Rio de Janeiro, decidiram produzir versões de madeira. O primeiro modelo da FB Collection, Lopes Mendes, nome de uma praia de Ilha Grande, é de 2009. O segundo acaba de sair das mãos de artesãos do norte do Brasil rumo a Londres.

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Batizado de Ipanema, cada um resulta da emenda de dezesssete ripas de matéria-prima diferentes. No modelo Lopes Mendes, são cinco. As raquetes pesam 400 gramas, em média (no jogo profissional, recomenda-se entre 300 e 600 gramas). É possível escolher entre seis cores para o neoprene que reveste o cabo. Cedro, ipê e maçaranduba são algumas das madeiras certificadas empregadas no feitio, excedentes da produção de fábricas de móveis. O princípio de reaproveitamento é o mesmo da origem desse esporte inventado em Copabacana em 1945. Inspirado no jeu de paume, o ancestral francês do tênis, Lian Pontes de Carvalho, frequentador do Posto 2, improvisava raquetes com sobras de sua marcenaria. A precisão inglesa, no entanto, elimina esse lado “pé na areia” do jogo.

Em Londres, a dupla leva a sério o controle de qualidade. “Jogamos uma partida com cada conjunto antes de lançá-lo à venda”, garante Leese, que trabalha agora no modelo Guga, com centro oco, para rebotes profissionais. Cinquenta multimarcas em vinte países comercializam as peças. No Brasil, a vitrine é o Copacabana Palace - a pouco menos de 300 metros da areia onde Carvalho jogou a primeira partida de frescobol.  

Fonte: VEJA SÃO PAULO