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Confira avaliação de 8 farmácias de São Paulo

Preço, atendimento, instalação e variedade foram os quesitos considerados

Por: Giuliana Bergamo - Atualizado em

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Drogasil, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, ocupa o primeiro lugar (Foto: Fernando Moraes)

 

Drogasil

Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 892, Jardim América

Número de lojas na capital: 107

Bem iluminada e com temperatura controlada por ar-condicionado e portas automáticas, a loja ostenta organização. Pecou apenas no atendimento. Quando a reportagem pediu um Tylenol, a farmacêutica ofereceu logo de cara dois genéricos, sem informar que o remédio de referência também estava disponível. Ela não soube ainda dar explicações sobre a administração do antibiótico Cipro. Disse apenas: “É bastante forte”.

   

Droga Raia

Avenida Angélica, 1062, Santa Cecília

Número de lojas na capital: 112

Portas automáticas e climatizadores garantem a temperatura amena, os funcionários são impecavelmente vestidos e as prateleiras, muito organizadas. Contava com quinze dos dezoito remédios pedidos e os atendentes deram orientações corretas. A farmacêutica só pisou na bola quanto ao Cipro: “Não precisa de cuidado especial”. Outro problema encontrado ali foi o preço alto em relação ao dos concorrentes.

 

  

Drogaria São Paulo

Avenida Rebouças, 2036, Pinheiros

Número de lojas na capital: 138

Com muita paciência, presteza e simpatia, a balconista preencheu a cestinha da reportagem remédio por remédio, sempre atenta à apresentação exata do produto. A drogaria só não levou nota máxima no quesito atendimento porque a farmacêutica não deu uma boa orientação quanto à administração do antibiótico Cipro. “Não precisa de cuidado nenhum. É normal.” A loja perdeu pontos também por dividir um banheiro em péssimo estado com o posto de gasolina ao lado e por ser muito pequena, o que dificulta a circulação e a localização dos produtos.

 

Onofre

Praça da Sé, 170, Sé

Número de lojas na capital: 27

Com 397 metros quadrados de área e cerca de 14 000 produtos nas prateleiras, o estabelecimento perdeu pontos em instalações e atendimento. Isso porque a loja estava quente, mal ventilada e o cartaz com a advertência sobre o risco da automedicação era pequeno e estava fora do alcance da visão (afixado no balcão, na altura da cintura dos clientes). Outra falha grave foi a ausência de um farmacêutico no momento da visita. Apesar de dois funcionários afirmarem que o profissional não estava na loja, a rede diz que isso não aconteceu e deve ter havido um “erro de comunicação”.

 

Drogaverde

Rua Juventus, 551, Parque da Mooca

Número de lojas na capital: 51

A rede concede, automaticamente, 20% de desconto nas compras acima de 35 reais. Por esse motivo, teve bom desempenho em preço, mas a farmacêutica que recebeu a reportagem fez a pontuação no quesito atendimento despencar. Ficou irritada ao ver o tamanho da lista apresentada e disse: “Só vou checar se tenho tudo isso se você for levar mesmo”. Além disso, afirmou que não havia nenhuma orientação com relação à administração do antibiótico Cipro. 

 

Pague Menos

Avenida Angélica, 1774, Consolação

Número de lojas na capital: 20

Só onze dos dezoito remédios cotados pela reportagem estavam nas prateleiras da loja visitada. Em muitos casos, em vez do medicamento de referência, constava o genérico. Outros problemas que fizeram a rede perder pontos foram as condições do banheiro, pouco limpo e com a trava da porta quebrada, e os uniformes desajeitados dos atendentes (camisetas justas e coloridas em vez de aventais ou camisas claras).

 

Drogão

Praça Vilaboim, 64, Higienópolis

Número de lojas na capital: 46

Pequena, aberta e mal climatizada, a loja não exibia em local visível o cartaz exigido pela Anvisa. Apesar de a balconista oferecer insistentemente o cartão da drogaria, chamou atenção positivamente o fato de que a maioria dos atendentes eram farmacêuticos, todos dispostos a responder às perguntas da reportagem. A rede foi comprada pela Drogaria São Paulo no mês passado. 

 

Farmais

Rua do Oratório, 1312, Vila Independência

Número de lojas na capital: 72

Preços altos, ambiente quente e pouca variedade de medicamentos — em boa parte dos casos, em vez do remédio pedido havia um ou mais genéricos equivalentes. A loja perdeu pontos no quesito atendimento porque a farmacêutica ofereceu genéricos de forma insistente e chegou a dizer que, desde que estes foram criados, “ninguém mais tomava” alguns dos remédios pedidos. Por outro lado, ela foi a única que checou se o antibiótico Cipro estava sendo usado para a doença correta (uma suposta infecção urinária).

 

OS CRITÉRIOS ADOTADOS

Preços

Cotamos os preços de dezoito medicamentos. Destes, apenas cinco estavam presentes nas prateleiras de todas as oito farmácias visitadas. Por esse motivo, a pontuação foi estabelecida com base na cotação desse grupo menor de produtos e proporcionalmente ao desempenho do mais bem colocado. Levou nota 5 o estabelecimento que cobrou menos por tais itens, R$ 84,24. A nota 4 foi dada àqueles que cobraram entre R$ 84,25 e R$ 94,00; nota 3, aos que cobraram entre R$ 94,01 e R$ 104,00; nota 2, aos que cobraram entre R$ 104,01 e 114,00; e nota 1 ao que cobrou acima de R$ 114,01

Atendimento

Contaram para a avaliação a presença ou não de farmacêuticos na loja, se foram pedidas receitas para todos os medicamentos de venda controlada e a forma como o atendente ofereceu promoções e remédios genéricos (perderam pontos aqueles que foram extremamente insistentes, já que é sabido que algumas farmácias ganham comissões pela venda de determinadas marcas). Também verificamos o grau de informação de quem está atrás do balcão, ao perguntar a todos se o antibiótico Cipro requer algum cuidado especial. Indicado para tratar principalmente infecções das vias urinárias, ele deve ser tomado por um período mínimo de sete dias. Caso contrário, é inútil e o paciente ainda está sujeito aos efeitos colaterais. As drogarias receberam notas de 1 a 5, sendo 1 pelo atendimento considerado ruim; 2 pelo regular; 3 pelo bom; 4 pelo muito bom; e 5 pelo ótimo.

Instalações

Limpeza, iluminação e temperatura da loja, estado do uniforme dos funcionários e proteção dos medicamentos contra a luz solar foram os aspectos levados em consideração neste quesito. Também verificamos se a farmácia mantém uma plaqueta perto dos medicamentos e visível ao consumidor com a seguinte informação: “Medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico”, uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foram concedidas notas de 1 a 5, sendo 1 pelas instalações consideradas ruins; 2 pelas regulares; 3 pelas boas; 4 pelas muito boas; e 5 pelas ótimas.

Variedade

A pontuação deste quesito também foi calculada proporcionalmente ao desempenho do mais bem colocado. Levou nota 5, portanto, o estabelecimento que tinha os dezoito produtos pesquisados na prateleira. As drogarias com dezessete ou dezesseis medicamentos ganharam nota 4; aquelas que tinham quinze ou catorze, nota 3; com treze ou doze, nota 2; e nota 1 para o estabelecimento com onze itens.

Fonte: VEJA SÃO PAULO