Esporte

Athina Onassis empresta seu nome a um badalado torneio em São Paulo

O torneio Athina Onassis será a quinta etapa do Global Champions Tour (GCT), um circuito de hipismo realizado em oito lugares do mundo

Por: Fabio Brisolla - Atualizado em

O intenso vaivém de operários na Sociedade Hípica Paulista, no Brooklin, dá uma idéia do tamanho da operação em andamento. Mais de 600 pessoas estão envolvidas na produção e montagem de arquibancadas com 2 000 lugares, camarotes, área vip e quase trinta estandes reservados para a exposição de marcas de luxo. Toda essa estrutura faz parte de um investimento de 11 milhões de reais num torneio de hipismo. A princípio, o projeto era tido como ousado, principalmente para um esporte que está longe de ser chamado de popular. Esse risco aparente, po-rém, se desfez quando o nome Athina Onassis apareceu associado à organização. Diversas empresas entraram no páreo atrás de cotas de patrocínio e, mesmo antes de começar a primeira prova do Athina Onassis International Horse Show, na próxima quinta-feira (2), os promotores comemoram.

"O nome da minha mulher deu credibilidade ao projeto", afirma o cavaleiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, marido de Athina, herdeira de uma fortuna estimada em 3 bilhões de dólares. "Traremos os melhores cavaleiros do mundo." Entre eles está o belga Jos Lansink, atual campeão mundial em saltos de obstáculos. O torneio Athina Onassis será a quinta etapa do Global Champions Tour (GCT), um circuito de hipismo composto de concursos de salto realizado em oito lugares do mundo. Os outros sete são Palm Beach (Estados Unidos), Cannes (França), Estoril (Portugal), Valkenswaard (Holanda), Arezzo (Itália), Atenas (Grécia) e o principado de Mônaco. O GCT foi criado no ano passado pelo empresário e cavaleiro holandês Jan Tops e, de imediato, atraiu grandes nomes da modalidade com o oferecimento de um prêmio de 760.000 reais ao vencedor da prova principal.

Ao negociar sua realização no Brasil, Doda convidou para coordenar o projeto a empresária Daniela Zurita, filha de Ivan Zurita, presidente da Nestlé. Ela trouxe dezenas de patrocinadores e transformou a prova numa vitrine do alto luxo. Carros importados, uma lancha e o cockpit de um avião são atração na entrada. Ao redor da pista de aquecimento dos cavalos surgiu um minicentro comercial com treze lojas, como Dior, Lacoste e Daslu, e uma praça de alimentação. "A área vip será um grande atrativo, com serviço de bufê para café-da-manhã e almoço", conta Daniela. Esse espaço terá 100 mesas de oito lugares cada uma e cardápio criado pelo banqueteiro Charlô Whately. Patrocinadores ficaram com metade das mesas. As outras cinqüenta foram vendidas a 16.000 reais cada uma. Em frente à pista principal há uma arquibancada com 2.000 ingressos a 50 reais e camarotes a 12.000 reais. Tudo esgotado.

"Será a primeira oportunidade de ver no Brasil os grandes nomes do hipismo mundial", afirma o astro Rodrigo Pessoa, que segue dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, direto para São Paulo. O torneio vai reunir setenta competidores internacionais e 120 cavalos. Trazer os animais que estavam na Europa exigiu uma operação gigantesca. Todos embarcaram no aeroporto da cidade de Maastricht, na Holanda. "Os 57 cavalos foram divididos em quatro vôos com desembarque no Aeroporto de Viracopos, em Campinas", explica André Beck, um dos coordenadores. Apenas o transporte aéreo de cada cavalo – alguns avaliados em até 7 milhões de reais – para o Brasil custa 18 000 reais. Valor quase 30% superior ao de uma passagem na primeira classe para o mesmo trecho.

Os números de uma competição cinco-estrelas

2 milhões de reais serão distribuídos em premiações

760000 reais é o valor pago ao vencedor da prova principal

16000 reais é quanto custa uma mesa com oito lugares no espaço vip

1 milhão de reais foram gastos com o transporte aéreo dos cavalos

11 milhões de reais foi o custo total com o torneio

Fonte: VEJA SÃO PAULO